Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF07LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Distinguir diferentes propostas editoriais – sensacionalismo, jornalismo investigativo etc. –, de forma a identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor que podem comprometer uma análise crítica da notícia e do fato noticiado.

LeituraReconstrução do contexto de produção, circulação e recepção de textos Caracterização do campo jornalístico e relação entre os gêneros em circulação, mídias e práticas da cultura digital
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07LP01 da BNCC, que fala sobre distinguir diferentes propostas editoriais, é um tanto desafiadora, mas bacana de trabalhar com os meninos do 7º ano. Na prática, a ideia é ajudar a garotada a perceber que nem tudo que lê por aí é igual ou deve ser levado ao pé da letra. Eles têm que aprender a identificar quando uma notícia tá sendo sensacionalista, tipo aquelas manchetes exageradas que só querem chamar atenção, ou quando tem uma abordagem mais investigativa e séria. É ajudar eles a sacar as diferenças, sabe? E mais que isso: entenderem os recursos que um jornalista usa pra deixar a informação mais impactante e como isso pode influenciar a nossa visão crítica do mundo.

Quando os alunos chegam no 7º ano, eles já deviam ter uma noção básica do que é uma notícia, de diferentes tipos de textos informativos. Aí, o desafio é aprofundar. Eles já conhecem manchetes, sabem que nem tudo na internet é confiável (ou pelo menos deveriam saber), mas agora é hora de afiar esse olhar crítico. Vamos pegar um exemplo concreto: se eles leem "Chuva de meteoros vai destruir o Brasil!", o objetivo é que eles consigam perceber que isso pode ser exagero ou apenas uma forma de chamar atenção e não um fato real e iminente.

Agora vou contar três atividades que faço aqui na minha sala pra ajudar nisso.

A primeira atividade que costumo fazer é chamada "Caça ao Sensacionalismo". É bem simples e divertida. Eu levo vários recortes de jornais (alguns até bem antigos que consegui com amigos) e impressões de sites de notícias diferentes. Já deixo tudo pronto antes da aula começar. Divido a turma em grupos de cinco — normalmente fica legal assim porque eles conseguem discutir bastante entre eles. Cada grupo recebe um conjunto desses recortes. A tarefa deles é separar o que acham que é sensacionalista do que parece ser jornalismo sério. Damos uns 30 minutos pra isso e depois fazemos uma roda de conversa pra cada grupo apresentar suas conclusões. Da última vez, teve uma situação engraçada com o Pedro e a Júlia discutindo se "cachorro gigante visto no centro da cidade" era real ou não. Eles riram bastante porque acabou virando meme na sala.

Outra atividade legal é o "Jornalista por um dia". Aqui, cada aluno tem que criar sua própria notícia sobre o mesmo tema. Aí eu dou dois temas: um do cotidiano da escola e outro mais geral, tipo meio ambiente ou esportes. Eles têm liberdade para escolher qual vão fazer sensacionalista e qual vão fazer investigativa. Uso folhas grandes de cartolina e canetinhas coloridas pra eles desenharem suas manchetes e fazerem os textos. Costuma levar uma aula inteira, umas duas horas, porque também tiro um tempo pra explicar direitinho o que eles têm que fazer antes de começar. A turma adora porque é uma chance de soltar a criatividade e também rola competição saudável pra ver quem faz a manchete mais chocante ou a notícia mais bem escrita. A Ana sempre se destaca com as histórias incríveis sobre o "espaço secreto" da escola.

A terceira atividade é mais reflexiva e se chama "Desmontando a Notícia". Trago algumas notícias polêmicas e lemos juntos em sala. Depois, cada aluno recebe uma cópia da mesma notícia e precisa marcar com canetas coloridas as partes que acham tendenciosas ou manipuladoras. Depois discutimos em classe: por que usaram certa palavra? Por que esse dado está em destaque? Isso leva normalmente cerca de 50 minutos, e olha, os meninos ficam intrigados com as descobertas. Uma vez, o Lucas encontrou tantos "truques" numa única matéria sobre política local que ficou surpreso com o tanto de manipulação possível num texto aparentemente neutro.

No geral, os alunos reagem bem a essas atividades porque fogem um pouco da rotina tradicional e exigem deles um olhar atento e crítico sobre algo que estão muito acostumados: informação recebida todo dia através do celular, TV ou internet. O importante é criar esse senso crítico desde cedo pra formarmos adultos mais questionadores e menos influenciáveis por manchetes chamativas ou notícias falsas.

E olha, não digo que essa missão seja fácil não, principalmente nos tempos de hoje onde tudo vira notícia em questão de segundos. Mas quando vejo eles argumentando e defendendo suas opiniões com base nessas atividades, sinto que estamos no caminho certo.

Bom, acho que agora já dá pra ter uma boa ideia de como essa habilidade se desenrola aqui na sala de aula. Se alguém tiver outras ideias ou sugestões pra complementar essas atividades, tô sempre aberto a ouvir! Abraço!

E olha, uma das formas que eu percebo que a galera tá realmente entendendo essa habilidade é quando eu dou uma circulada pela sala enquanto eles estão discutindo em grupos. É ali, naquelas conversas em que eles começam a usar palavras como "sensacionalista", "imparcial" ou "tendencioso" de forma correta, que eu vejo que a coisa tá caminhando. Tipo, teve um dia que eu passei perto do grupo do João e ele tava lá, todo empolgado, explicando pro Gabriel como uma manchete de um jornal tava exagerando na chamada só pra vender mais. Ele disse algo como "Olha, essa chamada aqui tá muito sensacionalista porque tá sugerindo uma coisa que o texto nem fala direito". Aí eu pensei: beleza, o João entendeu o recado!

Outra situação bacana é quando eles explicam uns pros outros. A Nicole é ótima nisso. Tem vezes que ela pega um colega que tá meio perdido e começa a explicar com exemplos simples. Eu já vi ela falando pro Lucas: "Pensa assim, se a notícia fala só pra te impressionar e não te informa direito, já fica esperto". Essas trocas entre eles são ouro puro pra mim.

Mas claro, erros acontecem bastante também. Um erro comum é quando os alunos acham que só porque uma linguagem é mais formal, o texto é sempre mais confiável. O Pedro, por exemplo, veio um dia me mostrar um artigo dizendo que era super sério só porque tava cheio de palavras difíceis. Aí eu tive que explicar pra ele que mesmo um texto formal pode ser parcial ou manipulado, e que ele precisava olhar além do vocabulário bonito.

Outra confusão comum é não perceberem a diferença entre opinião e fato. A Clarinha uma vez leu uma matéria e achou que tudo ali era fato só porque tava num jornal famoso. Tive que sentar com ela e mostrar exemplo por exemplo, destacando as palavras tipo "eu acho", "parece", sabe? Isso ajuda eles a sacarem quando é opinião disfarçada de fato.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, o cenário muda um pouco. Com o Matheus, preciso ter atenção extra em como organizo as atividades. O tempo dele é diferente, então deixo ele fazer pausas quando precisa. E também uso mais imagens e vídeos curtos pra ajudar na concentração dele. Teve uma atividade em que pedi pra turma identificar os elementos de uma reportagem num vídeo de dois minutos. Funcionou bem porque ele conseguiu focar até o final.

Já com a Clara, eu adapto algumas instruções e deixo tudo bem visual. Uso organizadores gráficos porque ela responde bem a isso. E sempre dou as instruções passo a passo, sem pressa. Lembro de uma vez em que pedi pra turma criar suas próprias manchetes com base num texto. Com a Clara, fui fazendo junto, mostrando cada etapa com imagens e setas.

Uma coisa legal que funciona pros dois é dar um aviso prévio sobre atividades novas e transições de uma tarefa pra outra. Assim, eles sabem o que esperar e não ficam tão ansiosos. Uma vez esqueci de avisar sobre uma mudança de sala e o Matheus ficou bem confuso – então aprendi rápido!

Ah, mas nem tudo sempre dá certo, viu? Já tentei usar só textos em áudio achando que ia ser melhor pro Matheus por causa da distração dele com papel impresso e não rolou tão bem quanto imaginei. Ele disse que prefere mesmo algo visual junto com o áudio.

Bom, pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado um pouco vocês a entenderem como dá pra perceber esse aprendizado sem depender só de prova e como lidar com os desafios dentro da sala de aula. Sempre aberto pra trocar ideia e aprender mais com vocês também! Até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF07LP01 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.