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EF67LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e argumentos em textos argumentativos (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), manifestando concordância ou discordância.

LeituraEstratégia de leitura: identificação de teses e argumentos Apreciação e réplica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP05 da BNCC é super importante e, na prática, eu vejo como a capacidade dos alunos de perceberem quando alguém tá defendendo uma ideia num texto e se conseguem entender quais argumentos essa pessoa tá usando pra isso. É tipo quando a gente lê uma resenha de filme ou um artigo de opinião sobre o meio ambiente e precisa sacar qual é a posição do autor e se ele conseguiu convencer a gente ou não. Não é só ler e pronto, sabe? É ler e pensar: "O que esse cara tá dizendo? Concordo ou não?"

Os alunos no 6º ano já vêm com uma bagagem de interpretar textos narrativos, mas esse negócio de textos argumentativos é um pouco mais desafiador pra eles. Eles precisam aprender a diferenciar fato de opinião, entender o que é uma tese, perceber os argumentos usados pra sustentá-la e, acima de tudo, saber se posicionar: "Será que eu concordo com isso? Por quê?" E olha, isso é uma habilidade pra vida toda, né? A gente tá o tempo todo lidando com opiniões, na internet, na TV...

Agora deixa eu contar umas atividades que faço com meus meninos pra trabalhar isso.

Uma coisa que gosto de fazer é pegar cartas de leitor de jornais ou revistas. Dá pra encontrar muita coisa online. Eu seleciono umas duas ou três cartas bem variadas em termos de tema e opinião. Divido a turma em pequenos grupos, tipo quatro ou cinco alunos, pra eles discutirem juntos. Eles têm uns 20 minutos pra ler e identificar a tese e os argumentos das cartas. Depois disso, cada grupo escolhe um porta-voz pra contar pro resto da turma o que eles discutiram. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Larissa encontrou uma carta sobre educação ambiental que rendeu um debate acalorado! A Larissa ficou toda empolgada explicando porque concordava com o autor que defendia mais horas de ecologia na escola e o João retrucou que não adiantava só aumentar horas sem conscientização real. Foi um bate-papo muito produtivo!

Outra atividade que funciona bem é trabalhar com artigos de opinião sobre temas atuais. Recentemente usei um artigo sobre a questão do uso de celulares nas salas de aula. Primeiro eu leio o artigo em voz alta pra turma toda enquanto eles acompanham no papel (ou no projetor da sala). Isso leva uns 10 minutos. Depois, a gente faz uma roda de conversa onde cada aluno pode falar sobre sua opinião em relação à tese do autor e quais argumentos achou mais convincentes. Quando fiz essa atividade da última vez, o Pedro ficou surpreso ao perceber que na verdade o texto defendia o uso consciente dos celulares e não a proibição total, como ele tinha entendido no começo. Ele até comentou: "Nossa professor, agora entendi melhor!" É muito legal ver essa mudança acontecendo!

Por fim, gosto de propor aos alunos que escrevam suas próprias cartas de leitor sobre temas que escolhemos juntos. Geralmente proponho temas do cotidiano deles, como alimentação saudável na escola ou se deveria haver mais aulas extracurriculares. Damos um tempo de uns 40 minutos pra eles escreverem e depois lemos as cartas uns dos outros. O legal dessa atividade é ver como os alunos começam a usar argumentos mais consistentes quando sabem que outros vão ler suas opiniões. Na última vez que fizemos isso, o Lucas escreveu uma carta super bem argumentada sobre como ele achava importante ter mais opções vegetarianas na merenda escolar e conseguiu até convencer alguns colegas!

Olha, trabalhar essa habilidade dá trabalho sim porque exige muita leitura crítica e reflexão dos meninos. Mas ao mesmo tempo as discussões que surgem são muito enriquecedoras. A verdade é que você vê eles crescendo ali diante dos seus olhos, aprendendo não só a ler textos mas também a pensar sobre o mundo ao redor deles. E no fim das contas é isso que importa, não é mesmo? Espero ter ajudado aí quem estiver procurando ideias pra trabalhar essa habilidade na sala de aula!

E aí, pessoal! Continuando nosso papo sobre a habilidade EF67LP05... Bom, uma das coisas que eu mais curto no dia a dia é perceber quando os alunos já pegaram o jeito de identificar argumentos num texto. Não tô falando de aplicar prova, não, é no meio da aula mesmo, enquanto a galera tá discutindo ou fazendo as atividades. Essa percepção vem muito quando circulo pela sala, escuto as conversas deles e vejo como eles trocam ideias. Tipo, teve um dia que a Mariana tava explicando pro João sobre uma crônica que a gente leu. Ela disse algo como: "João, olha aqui, o autor tá defendendo que a tecnologia afasta as pessoas e ele dá o exemplo do cara que só fica no celular”. Na hora pensei: "Ah, a Mariana entendeu direitinho!"

Outra situação bacana foi quando eu tava passando pelas mesas e vi a discussão do Caio com a Ana sobre um artigo de opinião sobre reciclagem. Eles tavam analisando os argumentos e o Caio falou: "Mas Ana, ele usa aquele dado da quantidade de lixo reciclado pra mostrar que ainda é pouco". Aí você percebe que eles tão não só lendo, mas mergulhando nas intenções do autor.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, um que vejo direto é a galera confundir opinião com argumento. O Lucas, por exemplo, numa atividade leu uma crítica e disse: "O autor tá errado porque eu não gosto de filmes de ação". Aí eu paro tudo e explico: "Calma aí, Lucas! Sua opinião é válida, mas não é o que estamos buscando aqui. Vamos achar o que o autor usou pra defender essa ideia dele". Esse erro acontece bastante porque os meninos estão acostumados a dar as opiniões deles, o que é ótimo, mas às vezes falta conectar com o que o texto tá pedindo pra analisar. Quando pego esse erro na hora, a estratégia é guiar eles novamente pro texto: "Olha aqui o que ele escreveu logo depois dessa parte, isso é um argumento".

E na turma tenho também o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. São dois desafios diferentes, mas super gratificantes de lidar. Com o Matheus, percebi que ele precisa de tarefas mais curtas e diretas pra manter o foco. Então divido as atividades em pedaços menores e dou umas perguntas bem objetivas pra guiar ele. Material visual também ajuda muito. Uma tirinha ou um infográfico por exemplo podem ser bem legais. Já tentei usar textos longos e vi que ele se dispersa fácil, então sempre tô ajustando.

A Clara tem TEA e reage bem melhor quando sabe exatamente o que esperar da aula. Rotina é chave com ela! Então eu sempre começo a aula falando como vai ser nosso passo a passo do dia. Uso muito imagens e símbolos visuais porque ela responde bem melhor assim. E dou um tempo extra pra ela processar as informações antes de pedir qualquer resposta.

Tive umas estratégias que não funcionaram também, viu? Tipo assim, tentei uma vez fazer uma discussão em grupo grande achando que ia ser legal pra eles se soltarem mais. Foi uma bagunça pro Matheus e pra Clara não rolou porque era estímulo demais de uma vez só. Aprendi que grupos menores são melhores pra eles.

Bom, pessoal, era isso que queria compartilhar hoje! Espero que essas histórias ajudem quem tá aí na luta diária também. Qualquer dica nova ou experiência diferente é sempre bem-vinda! Até mais!

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