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EF07LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer, em textos, o verbo como o núcleo das orações.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, vamos lá. Quando a gente fala dessa habilidade EF07LP04 da BNCC, que é "reconhecer, em textos, o verbo como o núcleo das orações", na prática é o seguinte: a molecada precisa sacar que o verbo é a parte mais importante de uma oração. É como se fosse o motor do carro – sem ele, a oração não anda. Eles têm que entender não só onde tá o verbo, mas também que ele dá o sentido e a ação pro resto da frase. No sexto ano, eles já têm uma noção básica do que é verbo, tipo assim: eles sabem identificar e conjugar alguns verbos, mas, no sétimo ano, a gente aprofunda aí nesse lance de morfossintaxe, mostrando que o verbo é um baita pilar na construção do sentido das sentenças.

Agora, vou contar pra vocês umas três atividades que faço na minha sala do sétimo ano pra trabalhar isso de maneira bem prática.

A primeira atividade chama-se "Caça aos Verbos". Olha só: eu pego um texto bem interessante que sei que a galera vai curtir – pode ser uma crônica ou um trecho de um livro juvenil – e distribuo cópias pra turma. Normalmente faço isso em grupo de quatro ou cinco alunos porque, cara, quando eles trabalham juntos, eles trocam ideia e dá muito certo. Essa atividade leva uma aula inteira de 50 minutos. A missão deles é ler o texto e grifar todos os verbos que encontrarem. Depois disso, a gente faz uma discussão em grupo sobre por que cada verbo é importante naquela oração específica. Na última vez que fiz essa atividade, a Ana Paula achou que "dormir" era só mais um verbo qualquer na frase "Ele dormiu profundamente", até que ela percebeu que sem o "dormir" a informação principal se perdia. Foi bem legal ver esse clique acontecendo!

A segunda atividade é um jogo chamado "Verbo Vivo". Esse exige só papel e lápis mesmo. Divido a turma em duplas e passo uma lista de frases incompletas pra eles, tipo "Maria ______ na escola ontem". Eles têm que completar usando verbos adequados e depois trocar as listas com outra dupla e tentar encontrar os verbos usados. Essa atividade costuma levar uns 30 minutos e aí rola uma competição saudável entre as duplas pra ver quem completa melhor as frases e acha todos os verbos. Uma vez, o Lucas criou uma frase hilária e completamente inesperada com "dançou tango debaixo da mesa", fazendo todo mundo cair na risada – foi uma forma divertida de mostrar como o verbo muda tudo numa frase.

A terceira atividade é mais dinâmica: chama-se "Teatro dos Verbos". É meio fora da caixa, mas funciona muito bem! A turma se divide em pequenos grupos e cada grupo recebe um cartão com um verbo escrito nele. Eles têm 10 minutos pra criar e ensaiar uma cena curta onde aquele verbo seja bem destacado. Depois cada grupo apresenta pra turma toda. A galera adora porque dá pra encenar uns dramas ou comédias bem legais. Na última vez que fizemos isso, o Tiago e seus amigos ficaram com "chorar" e fizeram uma cena super dramática que arrancou aplausos de todo mundo. É uma atividade bem viva e os alunos entendem rapidinho como o verbo é essencial pro desenrolar da ação.

Fazer essas atividades não só ajuda naquela coisa formal de reconhecer o verbo como núcleo da oração, mas também deixa a molecada mais consciente do papel dos verbos nos textos do dia a dia deles. E eu acho isso muito importante porque eles passam a ver além das regras gramaticais – eles começam a ver como isso faz parte da comunicação deles próprios.

Enfim, essas são algumas das minhas estratégias pra tornar essa habilidade da BNCC mais acessível e divertida pra turma do 7º ano. Espero que tenha dado pra entender aí e quem sabe vocês também tentem algo parecido nas suas salas! Se tiverem outras ideias ou quiserem trocar figurinhas sobre como vocês fazem, tô por aqui! Abraço!

E aí, galera, tudo bem? Continuando aqui nossa conversa sobre a habilidade EF07LP04 e como eu percebo que os alunos estão aprendendo esse lance de verbo como o núcleo da oração. Olha, vou te contar que é meio mágica essa percepção, sabe? Às vezes nem precisa de prova formal pra sacar quem entendeu.

Quando tô circulando pela sala, meio que com aquele olho clínico de professor veterano, já fico atento nas conversas dos meninos. E é engraçado ver quando um aluno vira pro outro e começa a explicar do jeito dele o que entendeu. Tipo dia desses, o Lucas tava falando pro Pedro: "Mano, o verbo é tipo o chefe da frase, sem ele nada rola." Aí eu pensei: "Ahá! Pegou a ideia!" Esses momentos valem ouro.

Outra situação clássica é naquelas atividades em grupo. Eles começam a discutir entre si sobre qual palavra é o verbo na frase e como ele altera o sentido. E eu só de ouvido aí, fingindo que tô arrumando algo na mesa. Quando vejo que a Maria fala algo tipo: "Sem esse verbo aqui, a frase não faz sentido nenhum," aí sei que a mensagem tá sendo assimilada.

E agora deixa eu contar dos erros comuns que rolam. O João, por exemplo, tem uma mania danada de achar que qualquer palavra de ação é verbo. Uma vez ele viu "rápido" numa frase e gritou: "Achei o verbo!" É claro que expliquei que "rápido" tava mais pra um adjetivo ali, modificando um substantivo ou verbo ao invés de ser um. Esses erros acontecem porque às vezes eles tão tão focados em achar uma palavra de ação que esquecem de observar toda a estrutura da frase. Quando pego esse erro na hora, paro tudo pra corrigir e mostrar com exemplos simples.

A Ana comete um erro diferente, ela acha que só se o verbo estiver no passado ou no futuro ele é realmente importante. Tipo assim, ela vê um verbo no presente e acha que não dá tanta relevância. Isso vem daquela ideia de que mudança no tempo verbal traz mais impacto, mas tento sempre mostrar como até um verbo no presente muda completamente o sentido de uma oração.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Olha, com o Matheus eu sempre preciso adaptar. Ele tem uma energia inacreditável e se distrai fácil então tornei as atividades mais dinâmicas pra ele. Uso jogos com cartas onde ele precisa fazer combinações de sujeito-verbo-objeto pra formar frases completas. Esse movimento todo ajuda a manter ele engajado e assimilar melhor os conceitos.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de uma abordagem diferente. Com ela, uso tabelas visuais coloridas onde cada componente da oração tem uma cor diferente. Isso ajuda na associação e facilita ela visualizar qual é o papel do verbo na frase. Também dou um tempinho extra pra ela processar as informações, sem pressão.

Tentei uma vez fazer uma dinâmica em grupo com eles dois juntos mas notei que não rolou tão bem; o Matheus ficava impaciente e a Clara se desconectava da atividade. Então agora tento sempre ter opções individuais pra eles se envolverem no próprio tempo.

Enfim, pessoal, acho que essa troca aqui no fórum é fundamental pra gente aprender uns com os outros. Cada turma tem seu jeitinho especial e seus desafios únicos mas com paciência e criatividade dá pra adaptar as coisas e fazer todo mundo aprender.

É isso! Espero ter ajudado aí com essas dicas e experiências. Vamos continuar trocando ideias por aqui e qualquer coisa é só chamar!

Até mais!

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