Olha, pessoal, vamos falar sobre essa habilidade EF07LP06 da BNCC, que é sobre concordância nominal e verbal. Como eu entendo isso? Basicamente, a gente tá falando de fazer com que as palavras se encaixem direito nas frases, tipo um quebra-cabeça. Quando a gente fala de concordância nominal, é garantir que o adjetivo tá no mesmo gênero e número que o substantivo. Por exemplo, "os meninos felizes" e não "os meninos feliz". Já na concordância verbal, é fazer com que o verbo combine com o sujeito. Tipo: "Ele faz" em vez de "Ele fazem". Essas coisas parecem detalhes, mas são fundamentais para a comunicação clara. E olha, os meninos vêm com uma base do 6º ano, onde já começaram a brincar com isso, mas agora a gente aprofunda mais.
Bom, deixando a teoria de lado, vou contar umas atividades práticas que faço com a turma do 7º ano pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade é o "Desafio do Texto Coletivo". Eu uso papel pardo e canetão. A turma toda participa. Divido eles em grupos de 4 ou 5. Dou uns 20 minutos pra eles criarem um pequeno texto sobre um tema qualquer, tipo “um dia inesquecível” ou “uma aventura na floresta”. Cada grupo escreve sua parte da história no papel pardo, e aí começa o desafio: precisam ter certeza de que todas as partes estão concordando legal. Quando fiz essa atividade pela última vez, o Pedro fez todo mundo rir porque escreveu “as vacas estavam feliz”, mas aí a Ana Paula corrigiu ele rapidinho e explicou direitinho por que tinha que ser “felizes”. Essa atividade sempre rende boas risadas e é uma maneira leve de aprender.
A segunda atividade é o "Caça-Concordância". Aqui eu uso tirinhas de quadrinhos, algo que a galera adora (porque quem não gosta de quadrinhos, né?). Divido a sala em duplas dessa vez e dou uma tirinha pra cada uma. Eles têm uns 15 minutos pra encontrar erros de concordância nominal e verbal na tirinha. E olha, vocês precisavam ver a cara do João Miguel quando percebeu que tinha um erro na fala do personagem preferido dele! Ele ficou todo animado pra corrigir. No fim, cada dupla apresenta um erro que encontrou e fala como corrigiram. Essa atividade funciona bem porque eles já estão familiarizados com os personagens e histórias dos quadrinhos.
Por último, faço o "Correio da Concordância". Essa é divertida e leva uns 30 minutos no total. Cada aluno escreve uma cartinha curta pra um colega da turma. As cartas têm que ter pelo menos cinco frases. Depois, eles trocam as cartas entre si e têm que corrigir os possíveis erros de concordância antes de devolver pro dono. Na última vez que fizemos, a Júlia recebeu uma carta do Matheus que era um festival de erros! Eles riram muito juntos enquanto ela mostrava onde ele tinha errado. Mas isso é ótimo porque reforça o aprendizado de forma prática e descontraída.
Agora, falando das reações dos alunos... No começo sempre tem aquele grupo mais tímido que fica meio receoso de expor suas ideias ou corrigir os colegas. Mas à medida que vão se soltando, percebem que aprender pode ser divertido e todos acabam participando ativamente. A Laura, por exemplo, era bem quietinha nas primeiras semanas de aula, mas nessas atividades ela acabou se soltando mais e hoje em dia participa bastante das discussões.
O mais legal disso tudo é ver como eles começam a corrigir uns aos outros fora dessas atividades também. Às vezes, no meio de algum trabalho escrito ou durante uma conversa mesmo no intervalo, você vê algum aluno apontando uma correção pro outro numa boa. Isso mostra que estão realmente absorvendo o conteúdo.
Então é isso, galera! Trabalhar concordância não precisa ser aquele bicho de sete cabeças chato e só gramática no quadro-negro não! Dá pra ser divertido e envolvente quando a gente traz atividades práticas pro dia a dia deles. Acredito muito nisso: aprendizagem significativa acontece quando eles veem sentido no que estão aprendendo e conseguem aplicar no cotidiano deles. Espero ter ajudado vocês com essas ideias! Abraço aí!
Aí, continuando aqui, quando a gente tá trabalhando com essa habilidade, a percepção de que os alunos entenderam vem de várias maneiras. Eu não sou fã de ficar só naquela de provas formais, acho que a observação do dia a dia é mais rica. Quando tô circulando pela sala, eu escuto as conversas entre eles e é ali que muita coisa fica clara. Por exemplo, uma vez eu tava passando pelas mesas e ouvi o Lucas explicando pra Amanda: "Não, você tem que falar 'as meninas felizes', porque são várias meninas, entende?". Aí eu pensei: "Opa, o Lucas pegou a ideia!"
Outro momento assim foi durante uma atividade de dupla. A Letícia tava meio confusa sobre um exercício e o Pedro, que é todo paciente, começou a explicar pra ela: "Olha, tá vendo aqui? Você tem que combinar igual 'os meninos estão jogando', não pode colocar 'está' pro plural". Quando vejo isso, sei que ele entendeu direitinho, porque conseguiu explicar com clareza para um colega. E tem também quando chamam pra revisar o texto deles e já corrigiram algo sem eu precisar apontar. Tipo a Mariana, que antes errava bastante e um dia me trouxe um texto todo certinho. Aí a gente vê que o aprendizado tá acontecendo.
Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, eu já vi de tudo. Mas tem uns erros típicos que muitos fazem. Por exemplo, o Rafael sempre misturava a concordância na hora de escrever frases mais longas. Ele começava falando "As alunas da escola" e terminava com "foi na excursão". O erro aí é bem comum e acontece geralmente quando os alunos se perdem no meio do caminho por causa da complexidade ou falta de atenção mesmo. Quando pego um erro desses na hora, meu jeito é chamar o aluno de canto e perguntar: "Opa, você percebeu alguma coisa nessa frase?". Daí vou guiando eles até encontrarem o erro sozinhos.
Tem também aqueles erros onde eles confundem os gêneros das palavras. A Bianca sempre errava nesse ponto com palavras que têm mais exceções, tipo "água potável". Ela escrevia "água potávelS" direto! Nesses casos, a gente conversa sobre as regras dos gêneros das palavras e faz exercícios direcionados.
E falando sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas necessidades específicas e eu tento adaptar as atividades pra incluir todo mundo. O Matheus tem TDAH, então ele se distrai fácil e perde o foco rapidinho. O que funciona pra ele é dividir as atividades em partes menores e dar descansos curtos entre elas. Também uso bastante material visual com ele porque ajuda a manter o interesse. Teve uma vez que dei pra turma uma atividade de escrita longa e pro Matheus dividi em tópicos menores com imagens associadas a cada parte. Ele conseguiu fazer bem melhor assim.
Já a Clara, que tem TEA, responde bem a rotinas estruturadas e previsíveis. Com ela, tento deixar claro o plano do dia logo no começo da aula e uso bastante suporte visual também. Ela adora quando falo com ela usando cartões de figuras pra ajudar na compreensão dos textos. Mas já aprendi que mudar demais as instruções ou atividades de última hora deixa ela bem ansiosa. Então sempre aviso com antecedência.
Olha, nem tudo funciona sempre ou da mesma forma com todo mundo e já teve vezes que precisei reavaliar estratégias depois de um tempo usando. Mas assim é a vida de professor: aprender junto com os alunos e ajustar conforme necessário.
E é isso aí pessoal! Tô aqui aprendendo todo dia com essa molecada e tentando encontrar formas cada vez mais criativas de ensinar esse negócio da gramática sem ser chato demais! Vamos trocando figurinhas por aqui porque sempre tem coisa nova pra inventar nessa nossa profissão! Valeu por me escutarem contar essas histórias! Até mais!