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EF67LP21Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.

Produção de textosEstratégias de escrita: textualização, revisão e edição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, essa habilidade EF67LP21 da BNCC é um negócio importante pra galera do 6º ano, porque ajuda os meninos a desenvolverem habilidades de comunicação que vão usar o resto da vida. Basicamente, eles têm que aprender a pesquisar e depois apresentar o que descobriram. Não é só coletar informação, mas transformar isso em algo que outras pessoas possam entender. Tipo, se um aluno vai falar sobre o sistema solar, ele precisa primeiro investigar, ver as fontes, entender o que é relevante e depois pensar em uma forma de explicar isso para os outros. E aí entra tudo: pode ser uma apresentação oral, um painel, ou até um podcast. Eles precisam aprender a adaptar o conteúdo pro formato que escolheram. E a turma no 5º ano já começa a trabalhar algumas dessas ideias, tipo fazer uma pesquisa simples e apresentar pros colegas, mas no 6º ano a gente dá uma sofisticada nesse processo.

Agora vou te contar como eu faço isso na minha sala. Uma atividade que sempre rola é a apresentação oral sobre temas de ciências. Primeiro, divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e cada grupo escolhe um tema. A gente trabalha na biblioteca da escola e na sala de informática pra eles pesquisarem. Dura umas duas semanas essa preparação. Os meninos ficam animados, porque adoram usar o computador e sair da sala de aula tradicional. Cada grupo faz uma apresentação de uns 10 minutos e eles precisam usar cartazes ou slides pra ilustrar o que estão falando. A última vez que fizemos essa atividade, o grupo do João, Pedro, Ana e Maria apresentou sobre o ciclo da água. Eles trouxeram até uma garrafinha com gelo e mostraram como ele derretia simulando a evaporação. A gente riu bastante quando o Pedro derrubou água na mesa!

Outra atividade legal é a criação de podcasts. A princípio parece complicado, mas não precisa de muito não. Uso os computadores da escola mesmo e uns microfones simples que conseguimos com doações de pais. Divido os alunos em duplas pra facilitar e cada dupla escolhe um tema de interesse geral, tipo mudanças climáticas ou alimentação saudável. Eles têm uma aula pra pesquisar e outra pra gravar o podcast. Depois, ouvimos juntos na classe. É rápido, leva umas duas aulas no total por tema. E olha, eles adoram ouvir a própria voz! Na última rodada de podcasts, a dupla do Lucas e da Júlia falou sobre vida saudável e foi muito legal ver como eles explicaram sobre a importância das frutas na alimentação com tanto entusiasmo.

A terceira atividade que faço é criar verbetes de enciclopédia. Parece meio antigo em tempos de Wikipedia e tudo mais, mas ajuda muito eles a organizarem as ideias de forma concisa. Eles escolhem um tema (sempre deixo um leque aberto pra ficar mais interessante) e têm que escrever um texto curto, mas super informativo. Pra dar uma variada, dessa vez fiz em trio: Ana Clara, Rafael e Letícia trabalharam juntos no verbete sobre dinossauros. Usei folhas A3 pra eles desenharem também o dinossauro de que estavam falando. Foi um sucesso: ninguém queria parar de desenhar! Essa atividade dura umas três aulas e no final fazemos uma exposição dos verbetes na sala pra todo mundo ver.

Essas atividades são boas porque os alunos aprendem a lidar com informação em várias formas diferentes: escrita, falada, visual... E também é interessante ver como eles se tornam mais críticos com o próprio trabalho ao longo do processo de revisão e edição. Eles começam a notar erros e percebem como podem melhorar antes mesmo de eu apontar qualquer coisa.

A importância disso tudo é preparar os alunos pro futuro, tanto acadêmico quanto pessoal. Saber comunicar bem é essencial em qualquer área da vida. E quando vejo eles se empolgando com os temas e buscando cada vez mais informações por conta própria, sinto que estamos no caminho certo.

E aí acabam se ajudando também! O Matheus é ótimo com tecnologia e sempre dá dicas valiosas pros colegas mais perdidos na hora de fazer os slides ou editar os áudios dos podcasts. É interessante ver como os alunos assumem diferentes papéis nessas atividades colaborativas.

Então é isso aí pessoal! Espero que essas ideias possam ajudar quem tá começando agora ou quem quer dar uma renovada nas atividades em sala de aula. Tamo junto nessa missão de ensinar esses meninos a se expressarem melhor! Até a próxima!

Quando a gente fala de perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal, é tudo sobre observação mesmo, sabe? Eu gosto de ficar circulando pela sala enquanto os meninos estão trabalhando. Você pega muita coisa só de ouvir as conversas deles. Tipo, teve um dia que a Maria tava conversando com o João sobre um trabalho de pesquisa que eles tinham que fazer. E aí eu ouvi ela explicando pra ele como escolher as fontes mais confiáveis e por que uma era melhor que a outra. Na hora eu pensei: "Pronto, essa entendeu o recado". Ela tava usando os termos certos e tava até ajudando o colega a entender também.

Outro momento bacana é quando um aluno consegue explicar alguma coisa pro outro. Quando o Pedro conseguiu explicar pra turma dele como montar um esquema pra apresentar o trabalho deles, eu vi claramente que ele tinha sacado como organizar as ideias direitinho. E isso sem que eu precisasse intervir. É nesses detalhes do dia a dia que você percebe que a galera tá pegando as manhas.

Agora, os erros comuns... Ah, tem alguns clássicos. O Lucas, por exemplo, sempre tenta resumir demais e acaba deixando de fora informações importantes. Tipo, uma vez ele foi falar sobre a importância da água e só colocou "água é importante pra vida" e pronto. Aí tive que puxar ele de lado e dizer: "Lucas, olha só, você precisa aprofundar mais. Por que é importante? Onde ela tá presente na nossa vida?". Isso acontece porque às vezes eles querem terminar logo e não se dão conta de que estão cortando demais.

Outro erro comum é não revisar as fontes direito. Teve a Júlia, ela fez um trabalho inteiro baseado num blog qualquer sem ver se era confiável. E aí eu sempre reforço: "Galera, não é qualquer site que vale. Tem que conferir se dá pra confiar na informação". O que eu faço quando pego esses erros no ato é tentar ser o mais direto possível, mas também incentivar eles a corrigirem por conta própria. É meio mostrar o caminho e deixar eles tentarem de novo.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Bom, cada um tem suas necessidades e eu preciso pensar em jeitos diferentes de ajudar eles. Pro Matheus, eu tento deixar as atividades mais dinâmicas pra manter ele focado. Tipo, em vez de só pedir pra ele ler e escrever, eu trago materiais visuais ou sugiro que ele use ferramentas digitais pra apresentar as pesquisas dele. Assim ele consegue se envolver mais na tarefa sem perder a concentração rápida.

Com a Clara, que tem TEA, a gente foca bastante na previsibilidade das atividades. Eu sempre tento explicar direitinho o que vai ser feito em cada etapa do trabalho, porque isso ajuda ela a se sentir mais segura e entender melhor o processo. Materiais visuais também são muito úteis com ela; uso mapas mentais pra ajudar na organização das ideias.

Teve uma vez que tentei fazer uma atividade super interativa com vídeos e mais barulho e tal, mas aí vi logo que não tava funcionando bem nem pro Matheus nem pra Clara. O Matheus ficou super agitado e a Clara não gostou da confusão toda. Aprendi ali que mesmo querendo inovar, tenho que respeitar o limite de cada um.

Então é isso, pessoal! Cada dia na sala é uma lição nova pra mim também. Acho que quando a gente vê os meninos evoluindo e entendendo as coisas por eles mesmos é recompensador demais. Sempre bom trocar essas ideias com vocês aqui no fórum! Até a próxima conversa!

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