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EF67LP26Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer a estrutura de hipertexto em textos de divulgação científica e proceder à remissão a conceitos e relações por meio de notas de rodapés ou boxes.

Produção de textosTextualização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente pensa na habilidade EF67LP26 da BNCC, pode parecer meio complicado de cara, mas na prática é até que direto. Basicamente, os meninos precisam reconhecer como os textos estão organizados na internet, aqueles textos que têm um monte de links e informações extras, sabe? Tipo, eles leem um texto sobre o sistema solar e aí tem um link que leva pra outro texto sobre os planetas. E junto com isso, eles têm que aprender a usar notas de rodapé ou aqueles boxes laterais pra remeter a conceitos e relações. É como se eles precisassem entender que essas partes do texto não são só enfeite – elas têm uma função de ajudar a entender melhor o assunto.

No 5º ano, a galera já começa a ter contato com textos um pouco mais complexos, então quando chegam no 6º ano, a ideia é aprofundar isso. A gente já espera que eles saibam ler um texto e entender o sentido geral. Agora, eles precisam ir além e entender como cada parte do texto está conectada. A tecnologia ajuda bastante nisso porque os meninos já estão acostumados com links e coisas do tipo, então não é algo completamente novo pra eles.

Uma das atividades que eu gosto de fazer é chamada "Caça ao Tesouro de Informações". Eu pego alguns textos de divulgação científica que acho na internet, geralmente sobre temas que os alunos acham legais - tipo espaço, dinossauros ou o fundo do mar. Aí eu imprimo esses artigos e entrego pra turma. O material é simples mesmo: só papel e caneta. A atividade dura uma aula inteira, geralmente uns 50 minutos.

A turma fica dividida em pequenos grupos, e cada grupo recebe um texto diferente. A missão deles é identificar os links no texto e fazer uma lista das informações que poderiam ser encontradas se clicassem nesses links. Depois, a gente discute em sala sobre como essas informações adicionais podem enriquecer o entendimento do tema principal. Da última vez que fiz essa atividade, o Lucas e a Mariana estavam super empolgados. Eles acharam um monte de links que levavam a vídeos explicativos sobre buracos negros. No final da aula, estavam me pedindo pra ver os vídeos em casa!

Outro exercício que faço é o "Lendo nas Entrelinhas". Aqui, a ideia é focar nas notas de rodapé e nos boxes laterais. Dessa vez, eu trago um projeto de ciências em que esses elementos são usados para explicar termos complicados ou para dar informações adicionais importantes. O material também é impresso e tenho alguns exemplos na tela na sala de vídeo.

Divido a turma em duplas porque assim eles discutem entre si antes de me perguntar qualquer dúvida. Eles têm cerca de 30 minutos para ler o texto e responder algumas perguntas pré-elaboradas do tipo: "Qual termo é explicado numa nota de rodapé?" ou "Que informação extra você encontra no box lateral?". O Eduardo e a Sofia estavam numa dupla semana passada e o mais engraçado foi ver os dois discutindo sobre como um box lateral explicava um conceito complicado de biologia com uma comparação envolvendo futebol! Eles riram bastante e entenderam melhor por causa disso.

A terceira atividade é mais criativa e se chama "Criação de Hipertexto". Agora é a vez deles produzirem! Eles escolhem um tema que gostam - pode ser qualquer coisa que já tenham estudado nas ciências ou história - daí pesquisam informações adicionais pra criar seus próprios textos com links e notas de rodapé.

O processo leva algumas aulas porque envolve pesquisa, escrita e revisão. Geralmente deixo eles começarem em casa e depois usamos duas ou três aulas pra finalizar por aqui. Os meninos trabalham individualmente ou em trios se preferirem. A última vez que fizemos essa atividade foi muito bacana porque a Ana Clara juntou com o Gabriel e João Pedro pra criar um hipertexto sobre vulcões. Eles colocaram links pra vídeos do YouTube mostrando erupções reais e usaram as notas de rodapé pra explicar termos científicos que acharam difíceis.

Os alunos costumam reagir bem a essas atividades porque eles veem sentido prático nelas – não é só coisa teórica desconectada da realidade deles. É tudo muito próximo do mundo deles mesmo, o que facilita muito o aprendizado.

Bom, é assim que eu trabalho esse pedaço da BNCC na minha sala. Cada turma tem sua peculiaridade mas no geral funciona bem desse jeito. Se alguém tiver outras ideias ou jeitos diferentes de abordar isso, bora trocar umas figurinhas aqui! Até mais!

ço, mas informações que complementam o que estão lendo.

Aí vem a pergunta: como é que eu sei que os meninos realmente entenderam isso, sem fazer prova formal? Bom, aí é que entra o nosso trabalho de detetive na sala de aula. Eu fico sempre circulando pela sala, vendo como eles estão lidando com as atividades. Quando vejo a Júlia e o Pedro juntos num canto discutindo sobre um texto online e a forma como estão navegando pelos links e informações extras, já acende uma luzinha na minha cabeça. Se eles conseguem fazer as conexões das informações corretas e até explicar um pro outro, mesmo com aquele jeitão deles, é um sinal de que captaram a ideia da coisa.

Outro dia, tava observando o Lucas ajudar a Mariana. Ele tava todo empolgado mostrando como uma informação no rodapé do livro ajudava a entender melhor uma parte do texto. Ele se animou tanto explicando que até lembrou de um site que tinha visto em casa e comentou com ela. Nesse momento pensei: "Ah, esse entendeu!". Não precisa de prova quando a gente vê eles compartilhando conhecimento assim.

Agora, claro, tem também os erros mais comuns que aparecem, né? O Joãozinho, por exemplo, tem mania de ignorar completamente os links do texto. Ele lê só a parte principal e diz que tá pronto. Aí pergunto: "E o link? Levou pra onde?" E ele sempre dá aquela risada meio sem graça. Acho que ele fica tão focado no que tá na frente dele que esquece do resto. É comum também a Sofia se atrapalhar com as notas de rodapé. Ela tentou usar uma nota uma vez pra responder uma pergunta e acabou se confundindo toda porque não leu até o fim. Esses erros acontecem porque eles ainda estão se acostumando a esse tipo de leitura digital, não é todo dia que fazem isso fora da escola. Quando vejo alguém tropeçando assim, paro tudo e faço questão de mostrar ali na hora mesmo como funciona, tipo fazendo uma pausa pra explorar junto com eles.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Olha, adaptar atividades pra eles é sempre um exercício de tentativa e erro. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos diferentes pra manter o foco. Uma coisa que deu certo foi usar aplicativos interativos onde ele pode clicar nos links e ver animações ou vídeos curtos relacionados ao texto principal. Isso ativa a curiosidade dele e ajuda a manter a atenção no conteúdo por mais tempo. Já tentei só dar um texto impresso com anotações e percebi que era pedir demais do foco dele.

Já com a Clara, que tem TEA, as coisas são diferentes. A Clara precisa de mais previsibilidade e clareza nas instruções. Algo que funciona é usar um esquema visual com desenhos ou diagramas ao lado dos textos principais para mostrar como as informações estão conectadas. E às vezes ela prefere ler tudo num ritmo mais devagar sem pressões. Uma vez tentei fazer uma atividade cronometrada e vi que ela ficou desconfortável, então agora dou o tempo que ela precisa dentro do possível.

No final das contas, adaptar pra eles é sobre tentar entender o mundo da perspectiva deles. E claro, sempre me atualizando sobre novas estratégias que podem ajudar.

Bom, gente, vou ficando por aqui. Espero ter ajudado vocês com essas ideias sobre como perceber se os alunos estão entendendo sem precisar aplicar prova formal e como lidar com as dificuldades deles nesse processo todo. Qualquer dúvida ou sugestão, tô por aqui! Abraço!

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