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EF67LP32Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita.

Análise linguística/semióticaFono-ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP32 da BNCC é basicamente sobre ensinar os meninos a escreverem direitinho, sem escorregar na ortografia. Na prática, quer que eles saibam as regras do português, tipo onde vai acento, como escreve certas palavras complicadas e por aí vai. É como se fosse ajudar os alunos a não fazerem aquelas gafes que a gente vê por aí, tipo "mas" em vez de "mais" ou "agente" no lugar de "a gente". É garantir que eles escrevam seguindo as normas da língua, sem inventar moda.

Quando chegam no 6º Ano, os alunos já deviam ter uma base do que aprenderam nas séries anteriores. Eles já sabem o básico das letras, como juntar as sílabas, têm uma noção de pontuação e até algumas regrinhas simples. Então, a ideia é pegar o que eles já sabem e levar adiante. Fazer com que enxerguem a importância de escrever certo, não só pra escola, mas pra vida.

Agora, como é que eu trabalho isso na sala? Vou contar três atividades que faço com a galera.

A primeira atividade é um ditado um pouco diferente. Nada de só ditar e corrigir depois. Eu pego textos de músicas que eles conhecem e gostam - tipo aquele sucesso do momento - e transformo numa atividade. Tem uma música que a Aninha tava sempre cantando nos intervalos, então usei ela. Eu leio um trecho da música em voz alta e vou fazendo pausas. Nesse meio tempo, eles precisam escrever o que ouviram. Depois de terminado o ditado, eu passo a versão correta no quadro e cada um corrige seu próprio texto. Isso leva uns 30 minutos mais ou menos. A galera geralmente adora porque mexe com música e tem a chance de rever erros comuns com uma coisa que faz parte do dia-a-dia deles. Na última vez que fizemos isso, o Pedro se empolgou tanto que começou a cantar junto – foi uma bagunça boa!

Outra coisa que faço é um jogo de palavras cruzadas. Eu crio as cruzadinhas com palavras que eles comumente erram ou têm dificuldade para lembrar a grafia correta. Coisas simples assim: pego papel quadriculado e faço à mão mesmo. Às vezes, eu deixo os próprios alunos criarem palavras cruzadas pra um colega resolver – eles adoram! Essa atividade leva um pouco mais de tempo porque tem o desafio de pensar nas palavras e depois resolver. Costumo fazer em dupla ou trio pra incentivar eles a trocarem ideias entre si sobre a grafia correta das palavras. Na última rodada desse jogo, o Lucas e a Mariana descobriram juntos porque "exceção" tinha aquele "c" e ficaram discutindo sobre outras palavras parecidas.

E pra fechar, outra atividade massa é a revisão em grupo de pequenos textos escritos por eles mesmos. Primeiro, cada aluno escreve um parágrafo sobre um tema que escolhemos juntos - tipo "um dia especial na escola". Depois, eu misturo os textos e redistribuo entre grupos de quatro alunos. Cada grupo revisa o texto que recebeu procurando por erros ortográficos e sugerindo correções ou melhorias. Isso leva quase uma aula inteira porque além de revisar (e muitas vezes discutir entre eles), precisam justificar as mudanças sugeridas. Funciona muito bem pra deixar claro como a revisão pode melhorar um texto. Na última vez que fizemos isso, era engraçado ver o João tentando convencer a turma dele que "obstáculo" escrevia-se com "u" no lugar do "o". Acabou gerando uma discussão acalorada – mas produtiva!

Esse tipo de atividade ajuda a solidificar a consciência ortográfica dos alunos porque tem sempre alguma contextualização – seja música ou texto escrito por eles mesmos – e faz com que se sintam mais próximos do conteúdo. Eles vão percebendo aos poucos que não é só encher linguiça; essas regras todas servem pra deixar as ideias mais claras quando colocamos no papel. E assim vou levando aula por aula, sempre tentando trazer algo novo ou diferente pra prender a atenção da galera e mostrar que ortografia não precisa ser um bicho-papão.

E é isso aí! Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideias sobre atividades diferentes pra trabalhar essa habilidade, tô por aqui sempre disposto! Abraço!

já deviam ter noção de algumas regras básicas, mas a gente sabe que não é bem assim que funciona, né? Cada um tem seu ritmo e a tal da base nem sempre é sólida. Então, quando eu vejo que um aluno aprendeu alguma coisa em sala, não é só na prova que eu percebo. A avaliação vai além da folha de papel.

Aí, o que eu costumo fazer é circular bastante pela sala enquanto eles trabalham. É nessa hora que os olhos brilham quando algum aluno tá batendo um papo sobre o que aprendeu. Tipo, outro dia eu tava circulando e ouvi a Ana explicando pro João como ela lembra da diferença entre "más" e "mas". Ela falou algo como "mas é quando você quer dizer 'porém', aí você lembra do 's' de separado". Na hora pensei: "Ah, essa entendeu mesmo!" É naquele momento que você sente que a coisa tá fluindo.

E tem aquelas situações que você vê nos grupinhos, né? Quando eles estão trabalhando juntos, às vezes um tá com dúvida e o outro fala "não, ó, é assim que escreve...". Quando isso acontece, eu fico ali só observando de longe, porque o melhor jeito de aprender é ensinando. As interações são riquíssimas pra medir se a galera tá pegando o jeito.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso tem de monte! Um dos mais clássicos é a confusão com "porque", "por que", "porquê" e "por quê". Teve uma vez que o Pedro escreveu um texto todo usando "porque" em tudo. Mesmo quando era uma pergunta! Então, esse tipo de erro rola porque eles não entendem direito quando cada um deve ser usado. Nesse caso, eu paro tudo e chamo o Pedro pra gente dar uma olhada nos exemplos juntos. Tipo assim, "por que" separado em pergunta e "porque" em resposta. Acho que exemplificar desse jeito ajuda bem.

Outra situação engraçada foi com a Mariana. Ela sempre confundia "sessão", "seção" e "cessão". Eu percebi isso num exercício de revisão que ela fez e aí decidi mostrar exemplos do dia a dia: sessão de cinema, seção do supermercado e cessão de direitos. Aí desenrolo uma conversa durante a aula mesmo pra ela fixar melhor.

E olha só, tem o Matheus também, que tem TDAH. Com ele, tudo tem que ser mais dinâmico e organizado ao mesmo tempo. Eu tento usar atividades mais curtas com ele, divido em pequenos blocos pra não perder a atenção. E eu sempre coloco ele perto da minha mesa porque assim a gente mantém um contato mais direto. Uma coisa que funcionou foi usar cartões coloridos com regras ortográficas importantes. O Matheus gosta de visual, então ele curte.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que o que funciona melhor são as rotinas bem definidas. Às vezes ela fica perdida se algo muda muito bruscamente. Eu sempre faço um cronograma do dia no quadro e adapto as atividades com mais imagens e menos texto corrido pra ela não se perder tanto. Ah, e se eu vejo que ela tá ficando sobrecarregada, dou uns minutinhos pra ela respirar fora da sala.

Uma coisa importante pra eles dois é não encher de informação de uma só vez. Então vou aos poucos e verifico com perguntas curtas se eles entenderam mesmo antes de seguir pro próximo passo. Ah... mas teve uma vez que tentei usar música na aula pensando que ia ser descontraído pra todo mundo e aí o Matheus ficou agitado demais enquanto a Clara se isolou... A gente vive aprendendo também!

Bom demais poder compartilhar essas experiências aqui com vocês! Tô sempre tentando novos métodos e ouvindo dicas por aqui também. Essa troca é valiosa demais. Qualquer dúvida ou ideia nova, tô por aqui! Até mais!

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