Então, galera, essa habilidade EF69LP01 da BNCC é um negócio que eu vejo como essencial pros meninos entenderem o que rola no mundo hoje em dia. Esse lance de "diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio" é basicamente ensinar a turma a ver onde termina o direito de falar o que pensa e onde começa o ataque ao outro. Na prática, é mais ou menos assim: se o aluno vê alguém falando mal de outra pessoa só por causa da cor da pele, da religião ou qualquer coisa do tipo, ele precisa saber que isso não é só opinião, é preconceito. E o papel dele é se posicionar contra isso. Então, a gente tá falando de formar cidadãos que não vão ficar passivos vendo esse tipo de coisa rolar e que sabem o que fazer quando veem esse tipo de coisa. Em relação aos anos anteriores, os meninos já trazem uma noção básica do que é respeito e como as palavras têm poder. Só que agora a gente tem que aprofundar isso e mostrar as nuances pra eles, sabe?
Bom, pra colocar isso em prática na sala, eu faço algumas atividades que ajudam os meninos a entenderem melhor essa diferença. Uma coisa que eu sempre gosto de fazer é usar notícias reais. Eu levo recortes de jornal ou prints da internet com casos polêmicos envolvendo falas de figuras públicas, por exemplo. Ultimamente usei um caso de um apresentador que fez um comentário bem infeliz numa entrevista. A turma se divide em grupos e cada grupo lê um texto diferente. Eles discutem entre eles se aquilo ali foi liberdade de expressão ou discurso de ódio e depois apresentam pros colegas o que acharam. Isso ajuda muito eles a entenderem que nem tudo que se fala tá só no campo das ideias, muitas vezes tá ferindo o outro. Essa atividade costuma levar uns 50 minutos e os meninos ficam bem envolvidos porque gostam de debater, ainda mais quando envolve gente famosa.
Outra atividade legal é fazer um debate organizado. Eu trago temas polêmicos como "piadas ofensivas" ou "comentários nas redes sociais" e divido a turma em dois: quem defende e quem critica. Eles têm tempo pra preparar os argumentos e depois a gente faz um debate na sala. Eu deixo claro desde o início que é só exercício, não vale brigar nem levar pro lado pessoal. Na última vez que fiz isso, a Mariana ficou super empolgada defendendo o ponto dela sobre como certas piadas perpetuam estereótipos ruins. E olha, eu fico impressionado como eles se empenham em buscar argumentos consistentes. Geralmente, essa atividade leva duas aulas completas e a galera sai um pouco mais consciente do impacto das palavras.
A terceira coisa que faço é algo mais introspectivo: uma redação reflexiva. Dou um tema como "O que liberdade de expressão significa pra mim?" e peço pra eles escreverem sobre isso sem muita censura inicial, só pra colocar as ideias no papel mesmo. Depois, quem quiser lê pros colegas e a gente discute junto os pontos mais interessantes que surgirem. Na última vez, o João escreveu sobre uma situação em que ele viu alguém sendo discriminado no ônibus e como ele se sentiu mal por não ter feito nada na hora. Isso gerou uma conversa muito rica sobre coragem e empatia. Essa atividade a gente faz num tempo mais tranquilo, geralmente no final da semana quando as coisas estão mais leves.
O legal dessas atividades é ver como elas vão além do conteúdo do livro e realmente conectam com a vida dos alunos. Eles começam a perceber essas coisas no dia a dia deles, seja nas redes sociais ou nas conversas com amigos. É importante também ressaltar que muitas vezes eles chegam na sala meio perdidos sobre como identificar essas situações, mas ao longo das atividades dá pra ver eles ganhando confiança em distinguir uma coisa da outra.
Tem hora que um ou outro pode achar chato no começo, mas quando eles percebem como isso afeta diretamente a vida deles e das pessoas ao redor, tudo muda. Aí o envolvimento cresce e as discussões ficam mais ricas.
E assim vou tocando essa habilidade com meus meninos do 6º Ano, tentando plantar essa sementinha de consciência crítica neles desde cedo. A ideia é formar gente que saiba respeitar e também reagir quando vê alguém extrapolando os limites desse respeito.
Bom, pessoal, por hoje é isso! Espero ter ajudado algum colega aí com essas ideias. Se tiverem outras sugestões de atividades ou quiserem trocar uma ideia sobre esse tema, tô sempre por aqui! Valeu!
Então, a gente segue trabalhando essa habilidade de jeitos bem diferentes na sala de aula. A primeira coisa que bate na cabeça da galera é que precisa de prova, né? Mas olha, eu sou daqueles que acredita que a gente não precisa só de prova formal pra perceber se eles tão pegando o conteúdo não.
Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, sempre tô prestando atenção nas conversas dos meninos. Quando eles tão fazendo atividade em grupo, é ali que a mágica acontece. E já teve vez que eu percebi que o aluno tinha entendido quando ouviu o Roberto explicando pro Lucas que "não é só porque você tem o direito de falar o que quer, que pode sair ofendendo os outros". Aí eu penso: "Ah, esse entendeu direitinho!". Ou então, quando a Luísa tava discutindo com a turma sobre um texto que lemos e disse: "Gente, mas isso aqui tá errado, não é só uma opinião, isso é preconceito", aí meu coração até acalma, porque sei que eles tão no caminho certo.
Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Olha, o João é um exemplo clássico de confundir liberdade de expressão com poder falar qualquer coisa sem consequências. Tipo, ele falou uma vez "Ah, mas é minha opinião e pronto!". Então eu paro e explico: "João, uma coisa é opinião, outra é ofender alguém sem motivo. Liberdade vem com responsabilidade".
Já a Sofia costuma achar que se ela discorda de alguém, tá atacando a pessoa. Aí ela fica meio receosa de se expressar. Nessas horas, eu gosto de criar um espaço seguro pra ela entender que discordar faz parte e que dá pra fazer isso respeitosamente. Isso acontece porque muitos têm medo do confronto direto, então eu trabalho atividades em dupla onde eles debatem amigavelmente sobre temas diversos.
Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA. Com o Matheus, eu costumo adaptar as atividades pra serem mais curtas e diretas. Tipo, em vez de ler um texto longo e escrever um resumo enorme, ele lê parágrafos curtos e faz anotações rápidas. Às vezes até usamos áudios ou vídeos curtos já que ele se concentra melhor assim. Na hora da aula, dou intervalos pra ele se movimentar pela sala sem perder o foco. Isso ajuda super ele a processar melhor as informações.
Com a Clara, todo cuidado é pouco na questão do barulho e da interação social. O ambiente precisa ser controlado pra ela se sentir à vontade. Eu preparo atividades individuais ou em grupos menores onde ela possa ter previsibilidade do que vai acontecer. Além disso, uso materiais visuais tipo infográficos e esquemas porque ajudam muito na compreensão dela. Me lembro de uma vez em que tentei colocar ela num grupo muito grande e ela ficou super desconfortável. Aprendi com isso e agora ajusto melhor a dinâmica do grupo.
Enfim, cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a nós professores estarmos atentos a essas nuances no dia a dia da sala de aula. É desafiador? Sim! Mas quando vejo cada um encontrando seu caminho dentro desse aprendizado todo sobre liberdade de expressão e respeito aos outros, sinto que vale a pena demais.
Vou ficando por aqui galera! Espero que essas ideias ajudem vocês aí nas suas salas também. Abraço e até a próxima conversa!