Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF69LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à norma culta.

LeituraRevisão/edição de texto informativo e opinativo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF69LP08 da BNCC, na prática, é sobre ensinar os meninos a darem aquele talento nos textos que eles escrevem. Eles têm que aprender a revisar e editar o que escreveram, seja uma notícia, reportagem, resenha ou artigo de opinião. Não é só escrever e largar de qualquer jeito, sabe? Tem que dar uma revisada pensando para quem estão escrevendo, onde vai ser publicado, qual o formato certo, essas coisas. E tem que saber usar as ferramentas de edição que estão aí hoje em dia. Então, se o texto vai ficar na internet, por exemplo, tem que pensar em foto, vídeo e essas paradas também.

Na prática, isso significa que o aluno do 6º ano precisa conseguir olhar pro texto dele e perceber se a mensagem está clara, se está dentro do tema proposto, se as informações estão bem organizadas. E também precisa fazer aquelas correções básicas na linguagem: erros de português, coesão e coerência. Eles já vêm da série anterior com um conhecimento básico de como estruturar uma redação, mas agora eles têm que entender como adaptar isso pro gênero específico que estão trabalhando. Por exemplo, uma notícia tem uma forma diferente de um artigo de opinião.

Bom, agora vou contar três atividades que faço com a galera do 6º ano pra trabalhar isso aí. A primeira é a "Roda da Revisão". É bem simples: pego uns textos que eles mesmos escreveram em aula anterior. Pode ser redação sobre algum tema atual que discutimos. Aí eu redistribuo os textos entre eles (sem nome do autor), e cada aluno tem que revisar o texto que recebeu. Eles têm uns 20 minutos pra isso. Peço pra olharem pros aspectos mais básicos: clareza da ideia principal, erros gramaticais e ortográficos. Aí voltamos para um círculo e cada um compartilha o que achou no texto do colega. Da última vez, o Joãozinho achou muito erro no texto da Maria e ela ficou meio chateada no começo, mas depois entendeu que era uma oportunidade de melhorar.

Outra atividade que faço é o "Editor por um Dia". Eu levo para eles um pequeno jornalzinho que fizemos juntos, com notícias escritas por eles mesmos sobre eventos da escola ou do bairro. A tarefa é revisar esse jornal como se fossem editores profissionais. Em duplas ou trios, eles têm que identificar onde dá pra melhorar nos títulos, fotos, formatação e até mesmo no conteúdo das notícias. A gente usa papel mesmo, tá? Nada digital. Dou uns 30 minutos pra isso e depois discutimos as sugestões deles em conjunto. O Felipe e a Ana da última vez mandaram muito bem ao perceber um título confuso e sugeriram uma versão mais clara.

A terceira atividade é o "Debate e Texto". Primeiro fazemos um debate em sala sobre algum tema controverso e atual – tipo assim “uso de celulares na escola”. Isso já leva uns 40 minutos com a turma empolgada trocando ideias. Depois do debate, eles escrevem um artigo de opinião baseado nas discussões. O desafio é organizarem as ideias do debate num texto coerente e fluente. Na aula seguinte, fazemos uma revisão em grupo desses textos. Cada grupo revisa o trabalho dos outros colegas pensando no gênero artigo de opinião: introdução clara do ponto de vista, argumentos bem fundamentados, conclusão coerente. Da última vez, a Júlia fez uma reflexão super bacana sobre como o debate ajudou ela a estruturar melhor as ideias no texto dela.

Os alunos reagem de maneiras variadas. Alguns adoram porque gostam de ajudar e receber ajuda dos colegas; outros ficam meio tímidos no começo pra criticar ou expor suas ideias, mas eu procuro sempre criar um ambiente acolhedor onde todo mundo se sinta à vontade pra errar e aprender com os erros. No fim das contas, muitos acabam se surpreendendo com como conseguem melhorar os próprios textos quando veem pelo olhar dos colegas.

Tipo assim, essas atividades ajudam bastante a galera a entender que revisar não é só dar uma lida rápida antes de entregar pro professor. É pensar no texto como algo sempre em construção e aberto à melhora contínua. E mais importante ainda: isso tudo é uma habilidade super útil não só pro resto da vida escolar deles como também lá na frente quando estiverem no mercado de trabalho ou até escrevendo nas redes sociais.

É isso galera! Espero ter ajudado aí quem tá pensando em formas práticas de trabalhar essa habilidade com a turma do 6º ano. Tamo junto!

Agora, como é que eu percebo que os meninos pegaram mesmo a habilidade EF69LP08 sem precisar de uma prova formal? Bom, isso é uma mistura de observação e feeling, sabe? Na hora que eu tô circulando pela sala, vou prestando atenção no jeito que eles falam sobre o que estão escrevendo. Quando um aluno se vira pro outro e fala algo tipo "mas será que isso aqui faz sentido?", já é um sinal de que ele tá refletindo sobre o texto. Ou então quando ele pergunta "como eu coloco uma imagem aqui?" é porque tá pensando nas ferramentas de edição. Teve um dia que o Gabriel estava ajudando a Maria com a revisão do texto dela. Ele disse assim: "Olha, aqui você falou duas vezes a mesma coisa, acho que dá pra cortar e deixar mais claro". Nesse momento eu pensei "opa, esse garoto tá entendendo".

Outra coisa que observo é quando eles começam a usar termos específicos que discutimos em aula. Tipo o João outro dia falou: "Prof, não sei se esse lead tá funcionando bem". Aí eu percebo que ele não só entendeu o conceito, mas também tá aplicando por conta própria. Também tem aqueles momentos em sala de informática onde eles tão super concentrados e eu só ouço o som dos teclados. Quando eles não tão dispersos, é porque tão realmente engajados com a tarefa de revisar e editar.

Agora, os erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos. Por exemplo, a Júlia tem uma mania de querer encher o texto de informações e acaba repetindo várias vezes a mesma ideia com palavras diferentes. Acho que ela pensa que assim o texto vai ficar mais elaborado, mas na verdade ele fica é confuso. Outro erro frequente é esquecer de adaptar o texto pro público alvo. O Lucas escreveu uma notícia sobre um evento da escola usando um monte de gírias e linguagem informal. Quando puxei ele de canto pra conversar, expliquei que dependendo de onde o texto vai ser publicado, pode ser que precise de uma linguagem mais formal.

Esses erros acontecem muito por falta de prática e, às vezes, porque eles ainda não têm aquela visão clara do texto como um todo. Aí eu tento abordar isso durante as atividades em classe. Tipo assim: quando pego um erro na hora, dou aquele toque: "Olha só, será que essa frase precisa mesmo estar aqui?". Às vezes faço isso em voz alta pra turma toda ouvir e aprender junto.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA. Cada um requer um jeitinho especial nas atividades. Pro Matheus, tento deixar as instruções bem claras e simples. Se a atividade tem muitas etapas, divido em partes menores pra ele não se perder. Outra coisa que ajuda é usar cronômetros visuais na tela pra ele saber quanto tempo tem pra cada etapa. Já tentei colocar ele perto da minha mesa pra ajudar a manter o foco, mas isso nem sempre funcionou porque ele se distrai fácil com qualquer coisa ao redor.

Com a Clara, o desafio é diferente. Ela gosta de rotinas e previsibilidade, então sempre aviso com antecedência sobre mudanças no cronograma ou nas atividades. Também uso cartões com imagens pra ajudar na compreensão das tarefas e deixo ela usar fones de ouvido quando a sala tá muito barulhenta. Isso ajuda ela a se concentrar melhor no trabalho.

No começo tive umas dificuldades porque tentava fazer tudo muito generalizado e via que não tava funcionando. Aprendi muito observando as reações deles durante as atividades e adaptando conforme necessário.

Bom, acho que já falei bastante por hoje! Espero ter ajudado vocês a entenderem como essa habilidade pode ser percebida no dia a dia da sala de aula e como lidar com os desafios diversos dos nossos alunos. Às vezes é desafiador, mas no final das contas é muito gratificante ver cada um avançando no seu ritmo. Valeu demais pela conversa e até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF69LP08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.