Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF69LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/ redesign (esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo, considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.

LeituraPlanejamento e produção de textos jornalísticos orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, EF69LP12, é um daqueles desafios que a gente, como professor de Língua Portuguesa, adora encarar. Na prática, a ideia é preparar os meninos para serem capazes de planejar, elaborar e revisar textos orais, de áudio e vídeo, como se fossem mestres dos improvisos e das apresentações. A gente não tá falando só de colocar eles pra falar na frente de todo mundo, mas de pensar em tudo que envolve uma boa comunicação. Tem que ter clareza no que tá sendo dito, saber modular a voz – tipo, quando aumentar ou diminuir o volume –, entonação certa pra dar aquele impacto, saber o ritmo pra não deixar ninguém bocejando nem atropelar as palavras. E ainda tem a parte do corpo: gesto, postura, olhar... tudo isso conta!

Quando a turma chega no 6º ano, eles já têm uma noção básica dessas coisas porque nos anos anteriores já começaram a trabalhar apresentações simples de trabalho e leitura em voz alta. Mas agora a gente vai mais fundo. E é legal porque eles também vêm com uma bagagem do que aprenderam sobre gêneros textuais escritos – reportagem, notícia – que a gente usa como base pra transpor isso pro oral.

Uma das atividades que faço é criar um “programa de rádio” na sala. É uma maneira prática deles entenderem como funciona toda essa coisa de planejamento e execução de um texto oral. Primeiro, eu levo um rádio velho e umas gravações curtas pra eles ouvirem. A turma adora ouvir as próprias vozes depois! A gente faz isso em pequenos grupos. Eles precisam escrever um roteiro simples: apresentação, tema do dia e um encerramento rápido. Normalmente, umas 3 aulas são suficientes pra eles pensarem no roteiro e se ensaiarem. Na última vez que fizemos isso, o João se destacou. Ele tinha um jeito super legal de contar as coisas e modulava a voz como se fosse narrador profissional. E olha que ele era tímido no começo do ano!

Outra atividade que sempre dá certo é filmar uma “reportagem” com o celular. Aqui, eles têm que pensar não só no texto falado, mas nas imagens também. Eu divido a turma em duplas ou trios e cada grupo escolhe um tema: pode ser algo da escola mesmo ou alguma notícia que eles acham importante (dentro ou fora da escola, tipo meio ambiente ou esporte). Eles têm uma semana pra se organizarem: fazer as entrevistas (com outros alunos ou professores), gravar e depois editar rapidinho no próprio celular – uso aqueles aplicativos simples e geralmente eles já sabem mexer melhor do que eu! Na última vez, a Ana e o Pedro fizeram uma reportagem sobre a horta da escola e foi muito engraçado porque na hora de gravar o vídeo deles esqueceram tudo o que tinham planejado e improvisaram lindamente.

Por fim, gosto de fazer um “debate” ao estilo dos programas de TV mesmo. Nessa atividade, eles precisam não só preparar o texto inicial deles sobre o tema em questão (pode ser um livro lido na aula ou algum tema transversal), mas também treinar a argumentação. Divido a turma em duas grandes equipes pra cada lado defender seu ponto de vista num debate amigável. O legal é os meninos aprenderem a ouvir o outro lado também pra poder responder à altura sem perder o respeito. Isso costuma levar umas duas aulas: uma pra preparação e outra pro debate acontecer mesmo. Lembro bem quando fizemos um debate sobre o uso de celulares na sala de aula – uns eram contra e outros a favor –, a Laura tinha argumentos bem fortes contra o uso excessivo e acabou convencendo muita gente do time oposto!

A galera reage super bem às atividades porque foge um pouco da rotina tradicional de ficar só na escrita ou leitura. Eles aprendem muito mais fazendo as coisas na prática assim. Claro que tem aqueles mais tímidos que precisam ser um pouquinho mais incentivados no começo, mas nada que uns elogios sinceros não resolvam! E também tem aqueles momentos em que tudo sai do controle: microfone dá problema, alguém trava na hora do vídeo... Mas faz parte do aprendizado.

No fim do dia, meu objetivo com essas atividades é deixar os alunos confiantes em suas habilidades de comunicação oral e ajudar eles a perceberem a importância da clareza e organização nas ideias deles. Com isso sendo trabalhado aos poucos durante o 6º ano todo, quando chegam no final do ano letivo já estão prontos pra desafios maiores nos anos seguintes! Até mais pessoal!

Aí, galerinha, continuando aqui sobre essa habilidade EF69LP12. Olha, saber que o aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova formal é quase uma arte. É aquela coisa de sentir o clima da sala, sabe? Tipo, quando tô circulando entre as mesas e ouço as conversas, dá pra perceber naquele comentário que um faz pro outro. Um exemplo foi quando a Rafaela tava explicando pro Lucas como ela pensou numa estrutura diferente pro discurso dela. Sabe aquele brilho no olho? Ela usou palavras como "impacto" e "atenção" e tascou logo um “assim fica mais claro, né?” e o Lucas confirmou com um aceno. Foi ali que eu pensei "ah, essa entendeu o recado".

E olha, as conversas deles dizem muito. Já peguei uns papos da Letícia com o João sobre como começar uma apresentação de impacto. A Letícia comentou que ia usar uma pergunta intrigante pra fisgar a atenção logo de cara – isso sem que eu tivesse dito diretamente pra ela fazer isso naquele momento. Ela sacou a ideia de engajar o público de primeira. Essas pequenas observações no dia a dia mostram que o aprendizado tá acontecendo.

Claro que nem tudo são flores. Tem erros comuns que a galera comete direto. Tipo, o Pedro sempre começa a falar de um jeito atropelado, sem pensar em respirar entre as ideias. Aí fica aquela coisa confusa, e ninguém entende nada. E às vezes ele começa num tom baixo demais – dá vontade de pedir pra acordar a plateia. Isso acontece porque eles ficam nervosos e querem terminar logo, sabe? O que eu faço quando vejo isso acontecendo na hora é dar aquele feedback imediato, tipo "Ei, Pedro, respira! Dá uma pausa pra gente processar tua ideia". Com o tempo eles vão pegando.

Agora, sobre o Matheus e a Clara, bom, cada um deles precisa de um jeitinho especial na hora das atividades. O Matheus tem TDAH e a gente sabe que é difícil ele se concentrar por muito tempo em uma mesma tarefa. Uma coisa que faço é dividir as atividades dele em etapas menores. Por exemplo, se a turma tá trabalhando num texto oral pra apresentar em três minutos, eu falo pro Matheus focar nos primeiros 30 segundos primeiro. Depois voltamos e trabalhamos nos próximos 30. Isso ajuda ele a não se sentir sobrecarregado e a focar melhor.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente bem organizado e previsível. Sempre aviso ela com antecedência sobre qualquer mudança de plano. Quando ela vai falar ou apresentar algo, dou apoio visual – tipo cartões com pictogramas ou palavras-chave – pra ela se orientar melhor. Outra coisa é dar tempo extra pra ela processar as informações antes de responder ou fazer algo.

Tive uns tropeços também. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo no tablet do Matheus achando que ia ajudar ele a se concentrar mais durante as atividades interativas. Só que não deu muito certo porque ele passou mais tempo fuçando no app do que realmente fazendo a atividade... aí voltei pro papel mesmo! Com a Clara também já me enrolei tentando explicar uma atividade só verbalmente sem apoio visual... aí virou confusão.

Mas enfim, gente, cada dia é uma descoberta nova e acho que tá aí a beleza da coisa toda. Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas suas salas também. Se tiverem dicas ou quiserem trocar ideias, tô por aqui! Vamos trocando figurinhas porque juntos somos mais fortes nessa missão de ensinar.

Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF69LP12 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.