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EF69LP30Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes, levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências, complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais, compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão.

Produção de textosRelação entre textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF69LP30 da BNCC pode parecer complicada à primeira vista, mas, na prática, é mais simples do que parece. Basicamente, os meninos e as meninas precisam aprender a pegar informações de diferentes fontes e fazer uma comparação crítica. É como quando a gente está assistindo o jornal em casa e depois lê sobre o mesmo assunto na internet. Aí você vê que um fala uma coisa e o outro fala outra. Eles têm que perceber isso, entender por que isso acontece e decidir qual fonte faz mais sentido. Também é legal eles notarem se tem algo errado ou estranho em alguma informação. No 5º ano, eles já vêm com alguma noção de identificar informações básicas em textos, mas agora a gente aprofunda mais.

Na prática aqui na minha turma do 6º ano, gosto de fazer três atividades para trabalhar essa habilidade. A primeira delas é "Notícias da semana". Toda segunda-feira, a gente traz uma notícia diferente de dois jornais ou sites. Costumo usar jornais impressos que consigo lá na escola mesmo e também deixo eles acessarem uns sites pra verem online. A turma geralmente tá dividida em grupos de quatro ou cinco alunos. Eles leem as duas versões da mesma notícia e depois discutimos juntos as diferenças no conteúdo das informações. Isso leva uns 40 minutos mais ou menos. Olha, é interessante ver como eles reagem: semana passada, a Júlia ficou surpresa ao notar que um dos sites tinha dado uma ênfase bem maior num detalhe que nem tava mencionado no jornal impresso. Ela falou: "Ué, mas por que será que eles estão dando tanta atenção pra isso aqui?" E aí começamos a discutir sobre como às vezes algo é mais relevante pra um jornal por causa do público que eles atingem.

Outra atividade que faço é chamada "Propaganda comparada". Aqui a ideia é bem simples: pegar duas propagandas de produtos similares e analisar como elas tentam convencer a gente a comprar. Normalmente uso comerciais de TV que já estão no YouTube. Cada estudante escolhe um comercial pra assistir em casa e depois traz as observações pro dia da atividade, geralmente na sexta-feira. Em sala, eles trabalham em pares e comparam o que eles viram: linguagem, imagens usadas, promessas dos produtos... Essa atividade em particular leva uns 30 minutos e é rápida porque geralmente os meninos ficam empolgados com os comerciais (quem não gosta de ver comercial engraçado ou interessante, né?). Da última vez, o Lucas observou que duas marcas de chocolate falavam exatamente a mesma coisa sobre sabor, mas uma colocava muito mais cenas de gente sorrindo enquanto comia. Ele falou: "Acho que essa aqui quer que a gente sinta que vai ser feliz só de experimentar." Foi engraçado ver eles percebendo essas sutilezas.

E pra fechar, temos o "Texto dois-em-um". Essa atividade envolve leitura de dois textos sobre um mesmo tema mas com abordagens diferentes. Por exemplo, a gente já leu sobre mudanças climáticas em um texto mais técnico e outro tipo artigo de opinião. Uso textos impressos mesmo porque é mais fácil pra sublinhar e fazer anotações na margem. Costumo fazer essa atividade em duplas porque ajuda na discussão e cada aluno pode puxar algo diferente pro debate. Eles têm uns 50 minutos pra ler os textos e depois discutirmos juntos. O interessante é ver como se posicionam criticamente sobre o assunto. Semana passada o Caio levantou uma questão bacana sobre como o artigo de opinião usava algumas informações do texto técnico mas colocava tudo num tom bem mais alarmante. Ele disse: "Professor, parece que aqui eles querem deixar a gente mais preocupado do que informar." Aí pronto, era o gancho pra discutir como autores usam estratégias diferentes dependendo do objetivo deles.

Bom, no geral, essas atividades são bem dinâmicas e ajudam muito os estudantes a desenvolverem o olhar crítico. Eles começam a perceber que nem tudo que tá escrito é verdade absoluta e que entender o contexto faz toda a diferença na hora de formar uma opinião informada. E vou te contar, ver os meninos crescendo nesse sentido é gratificante demais! Encerro aqui por hoje porque já tô ficando sem tempo pra correção das atividades da semana. Até mais!

E aí, pessoal! Continuando aqui sobre a habilidade EF69LP30, queria compartilhar com vocês como percebo que os alunos estão realmente entendendo o que a gente tá trabalhando, sem precisar de uma prova formal. A verdade é que o aprendizado acontece muito nos pequenos detalhes do dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, dá pra sentir quando os meninos estão pegando o espírito da coisa. Tipo, quando você vê um grupinho discutindo sobre uma notícia e outro aluno questiona: "Mas qual a fonte disso aí?". Ah, aí meu coração até se aquece! Isso mostra que eles estão começando a aplicar o que discutimos em aula de forma natural.

Teve um dia que o João tava explicando pra Maria sobre um texto que lemos. Ele falou algo tipo: "Olha, Maria, você tem que pensar em quem pode ter interesse em falar isso assim". Naquele momento eu percebi que ele tava entendendo a importância de ser crítico com as informações. E isso vale mais que qualquer prova. Outro exemplo foi quando ouvi a Ana falando pro grupo dela: "Gente, essa reportagem do jornal tá meio suspeita, vamos procurar em outro lugar pra ver se bate". Esses são os momentos em que vejo que a sementinha da dúvida saudável e da análise crítica tá começando a germinar.

Mas claro, nem tudo são flores e tem muitos erros comuns que aparecem nessa jornada. Por exemplo, o Lucas sempre tende a aceitar a primeira fonte como verdade absoluta. Uma vez ele trouxe um artigo dizendo que tal coisa era verdade sem questionar. Acontece que era de um site bem duvidoso e eu precisei sentar com ele e mostrar como a gente pode — e deve — checar a confiabilidade de uma fonte. Na real, acho que esse erro é super comum porque a galera tá tão acostumada com a rapidez da internet, né? Eles querem respostas rápidas e acabam não investigando mais a fundo.

Outra situação foi com a Isabela, que interpretou uma manchete sensacionalista sem entender o contexto. Ela chegou preocupada dizendo que algo terrível ia acontecer. Aí tive que explicar como manchetes podem ser enganosas só pra chamar atenção. Esse erro acontece porque os alunos muitas vezes não leem o texto completo ou não têm paciência pra isso. Então sempre reforço a importância de ir além do título e buscar mais informações.

Agora, sobre o Matheus e a Clara, essas duas figurinhas têm lá suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas. Ele se dá bem quando usamos materiais visuais ou vídeos curtos que prendem atenção dele por mais tempo. Uma coisa que funciona é dar pequenas pausas durante as atividades pra ele se movimentar um pouco e depois voltar focado. Já tentei usar textos longos com ele e vi que não rola mesmo; ele perde o interesse rapidinho.

Com a Clara, que é TEA, gosto de manter uma rotina bem clara e previsível. Sempre aviso antes quando vamos mudar de atividade ou de assunto, porque ela precisa se preparar pra essas transições. Materiais visuais ajudam muito também pra ela entender melhor as informações. E olha, percebi que quando dou instruções bem diretas e concretas, ela absorve melhor o conteúdo. Uma vez tentei uma atividade mais aberta sem dar muita estrutura e vi que ela ficou perdida, então voltei pras instruções detalhadas.

Enfim, cada aluno tem seu jeito de aprender e acho importante respeitar isso pra eles se desenvolverem da melhor forma possível. Eu tento sempre me adaptar às necessidades deles e ajustar nossas estratégias. E aí, como vocês fazem por aí? Espero ter ajudado um pouco com minhas experiências aqui na sala de aula! Até a próxima conversa no fórum, galera! Valeu!

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