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EF69LP37Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto, programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa, tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros.

OralidadeEstratégias de produção
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF69LP37 com os meninos do 6º Ano é um desafio e tanto, mas também é muito gratificante. Na prática, a gente tá falando de ensinar os alunos a criarem roteiros pra vídeos que divulgam conhecimentos científicos. É meio como fazer um filminho, mas com um propósito mais educativo. Eles precisam aprender a pensar no público-alvo, no tipo de linguagem que vão usar, e como vão estruturar as informações de forma clara e interessante.

Quando eles chegam no 6º Ano, a maioria já tem uma noçãozinha básica sobre vídeos, porque muitos fazem vídeos pro TikTok ou assistem a youtubers. Mas o que a gente quer aqui é desenvolver a capacidade deles de planejar antes de sair gravando. Não é só ligar a câmera e falar, entende? Eles têm que saber como montar um roteiro que guie o vídeo, escolhendo as palavras certas, pensando nos elementos visuais e sonoros que vão usar pra chamar atenção.

Bom, agora deixa eu te contar três atividades que eu faço com a turma pra trabalhar isso.

A primeira atividade é a "Caixinha de Ideias". A gente usa materiais simples: papéis coloridos e uma caixinha de madeira que comprei numa feirinha. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 20 minutos pra eles brainstormarem ideias de temas científicos que acham interessantes. Cada ideia vai num papelzinho e entra na caixinha. Na última vez, a Sarah sugeriu um tema sobre "A Vida das Abelhas", e o Pedro complementou com "Como o Mel é Feito". Depois disso, cada grupo sorteia um tema e começa a pensar em como vai desenvolver esse tema num vídeo de 1 minuto.

Os alunos adoram essa parte porque se sentem parte do processo desde o começo, sabe? Eles ficam animados tentando puxar temas legais da caixinha e já começam a debater entre eles as melhores formas de apresentar o assunto. E aí você já vê uns líderes surgindo nos grupos. Da última vez, o Lucas tomou a frente no grupo dele e guiou os colegas numa chuva de ideias bem produtiva.

A segunda atividade é o "Roteiro em Ação". Aqui eles já têm o tema definido e começam a escrever o roteiro do vídeo. Dou uma folha simples com um modelo de roteiro que tem espaços para título, introdução, desenvolvimento e conclusão. Isso ajuda muito porque eles visualizam melhor o que precisa ser feito. Organizo a turma da mesma forma, em grupos, e dou cerca de 40 minutos pra esse exercício.

O interessante aqui é ver como eles começam a entender a importância do planejamento. Quando fiz essa atividade recentemente, a Júlia percebeu que tinham colocado muita coisa na introdução e quase nada na conclusão. Foi legal ver ela discutindo com os colegas sobre como equilibrar melhor as partes do roteiro. A gente para tudo quando percebo que estão tendo dificuldade em algo específico e discutimos soluções juntos.

A terceira atividade é "Gravação Teste". O material é básico: celular ou tablet da escola (temos alguns disponíveis) e fones de ouvido. Neste ponto, os alunos já têm o roteiro pronto e agora vão testar como ele se sai na prática. Eles se dividem nos grupos novamente e cada grupo grava uma versão teste do seu vídeo usando os celulares. Isso leva geralmente uma aula inteira.

Os alunos ficam super empolgados porque adoram essa parte prática. O Daniel era todo tímido no começo, mas quando estava lá na frente da câmera com o roteiro nas mãos parecia outra pessoa! É nesse momento que eles percebem se o roteiro funciona mesmo ou se precisa ajeitar alguma coisa. A última vez que fizemos essa atividade teve muita risada quando alguns perceberam que tinham esquecido falas importantes ou quando uma ideia que parecia boa no papel não funcionou tão bem na prática.

No final das contas, essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem não só sobre roteiros, mas também sobre comunicação e trabalho em grupo. É impressionante ver como eles evoluem do início até o final desse processo. E o melhor: eles saem dali não só sabendo mais sobre ciência, mas também prontos pra aplicar esse conhecimento em algo concreto, como um vídeo bem produzido.

Sei que dá trabalho organizar tudo isso, mas vale cada minuto investido quando você vê os sorrisos satisfeitos deles ao assistirem suas criações finais. Bom demais compartilhar isso aqui com vocês!

E aí, continuando essa conversa sobre a habilidade EF69LP37, né? Então, como é que eu percebo que os meninos realmente entenderam o negócio sem precisar aplicar aquelas provas formais chatinhas? Bom, tem umas sacadas que a gente pega no dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, ouvindo os papos deles, já dá pra sentir o clima. Tipo, quando eles começam a usar um vocabulário mais específico no meio das conversas ou quando eu pego um explicando pro outro como organizar uma parte do roteiro. Aí eu penso: "Ah, esse aí pegou a ideia!"

Teve um dia que o João tava lá explicando pro Pedro que o vídeo tinha que ter uma introdução chamativa pra prender a atenção logo de cara. Ele deu o exemplo de um vídeo que começa com uma pergunta intrigante e eu percebi que ele não só entendeu esse ponto crucial, mas também tava internalizando isso. Outra vez, vi a Ana sugerindo pra Maria mudar a ordem das informações pra deixar mais claro. Aí não tem jeito, você percebe que eles tão entendendo.

Agora, vamos falar dos erros. Ah, os erros... sempre tem! O mais comum é eles esquecerem de considerar o público-alvo. O Lucas, por exemplo, fez um roteiro cheio de termos técnicos e jargões que nem ele sabia explicar direito. Aí eu chamei ele e falei: "Lucas, quem você quer ensinar com esse vídeo? Se nem você sabe essas palavras difíceis, imagina os outros!" É um erro normal porque eles se empolgam e querem parecer entendidos do assunto. O que eu faço quando vejo isso é tentar trazer o aluno pra realidade, lembrando que o importante é comunicar bem e não parecer super inteligente.

Outra coisa que acontece muito é bagunçarem a estrutura do roteiro. Teve a Camila que começou pelo meio da explicação e deixou todo mundo perdido quando apresentou pra turma. Aí eu procuro sempre reforçar a importância de ter uma introdução clara e uma conclusão que feche bem o tema. E claro, deixo eles voltarem e mexerem no roteiro quantas vezes precisarem.

Agora falando do Matheus e da Clara... Ah, esses dois me ensinam demais! O Matheus tem TDAH e precisa de um ritmo diferente. Eu procuro segmentar as atividades em partes menores pra ele conseguir se focar melhor. A gente usa muito material visual porque ajuda ele a organizar as ideias. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões ilustrados com passos do roteiro; ele adorou isso porque visualizava o processo inteiro ali.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é outro. Ela precisa de muita clareza nas instruções e previsibilidade nas atividades. Mantenho uma rotina fixa pra ela saber exatamente o que esperar cada dia. Olha, teve uma vez que tentei uma atividade surpresa e não deu certo; ela ficou ansiosa e não conseguiu participar direito. Desde então, sempre antecipo os passos pra ela.

E tem mais: com a Clara uso bastante histórias em quadrinhos pra introduzir conceitos antes de elas começarem a roteirizar vídeos. Isso porque ela gosta muito de HQs e se conecta bem com esse formato. Isso ajuda demais na hora dela estruturar suas próprias histórias.

No fundo, eu aprendo tanto com eles quanto eles comigo. Cada aluno é um desafio único e uma oportunidade de crescimento também meu. E é isso aí galera! Espero que essas ideias ajudem vocês nas salas de aula por aí afora. Vamos continuar trocando experiências porque cada vez mais vejo como esse tipo de conversa pode transformar nossa prática docente. Até mais!

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