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EF69LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão utilizadas etc.

LeituraPlanejamento de textos de peças publicitárias de campanhas sociais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP09 da BNCC é meio como um exercício de criatividade misturado com estratégia. Na prática, estamos falando de ensinar os meninos e meninas a criarem campanhas publicitárias sobre temas que fazem sentido pra eles e pro ambiente escolar ou até pra comunidade onde vivem. É pegar um problema ou uma causa que eles enxergam no dia a dia e transformar isso numa campanha com propósito.

O que a garotada precisa conseguir fazer é pensar em toda a estrutura da campanha: desde escolher o tema, tipo um problema de lixo na escola ou a importância da leitura, até decidir quem eles querem atingir. Eles precisam escolher o tipo de material que vão usar – pode ser cartaz, folheto ou até um vídeo pro YouTube. Aí vem o mais legal, que é bolar as estratégias de persuasão: como convencer as pessoas a se engajarem com aquilo que estão propondo. É um baita exercício de planejamento e organização.

Os alunos já têm uma base do 5º ano sobre como criar textos, então já vêm com uma noção de estrutura. Mas agora, eu preciso que eles saiam do texto simples e pensem em como esse texto pode virar uma comunicação potente. É uma evolução do pensar: antes eles criavam só contos ou poemas, agora é pensar estrategicamente.

Bom, vou contar como faço algumas atividades na sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa é sempre apresentar um problema que eles possam se identificar. Por exemplo, na última vez levantei uma questão sobre o desperdício de água na escola. A galera já conhece bem o tema porque estudamos no ano anterior sobre economia de água.

Pra começar, monto um círculo com a turma, é modo roda mesmo. Apresento o tema e deixo eles falarem o que acham do assunto. Uso cartolina e canetões coloridos pra eles irem anotando ideias soltas no papel. Isso leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Quase sempre tem alguém que não para de falar, tipo o João, que tem mil ideias por minuto e acaba inspirando os colegas.

A atividade seguinte é dividir a turma em grupos pequenos. Cada grupo escolhe um foco específico relacionado ao tema da vez, tipo “como economizar água na cantina”. Eles precisam planejar sua campanha pensando em qual peça vão criar: pode ser um vídeo curto ou um cartaz informativo. Pra isso dou acesso ao laboratório de informática da escola pra eles verem exemplos na internet e usarem programas simples de edição. Essa parte leva umas duas aulas porque a galera se empolga demais navegando nas referências.

Teve uma vez que a Maria Clara e o grupo dela decidiram fazer um anúncio pra rádio escolar sobre a importância de fechar bem as torneiras. Eles gravaram usando só o celular e editaram no Audacity, tudo muito intuitivo. O legal foi ver eles testando diferentes falas e efeitos sonoros pra ver qual causava mais impacto.

Por último, vem o momento das apresentações. Cada grupo mostra sua campanha pra sala toda e a gente faz uma avaliação em conjunto. O pessoal adora essa parte porque podem dar feedback e sugerir melhorias pros colegas. Lembro que na última rodada teve até debate porque o grupo do Lucas criou um cartaz tão chamativo sobre reciclagem que gerou discussão sobre onde afixar esse tipo de comunicado na escola.

No geral, os alunos reagem muito bem às atividades porque se sentem desafiados a pensar fora da caixa e trabalhar em equipe. Eles gostam de ver suas ideias ganhando forma concreta. Claro que sempre tem aquele grupo mais tímido que custa a engrenar, mas é incrível ver como no final todos acabam se envolvendo.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é mais do que ensinar técnica publicitária; é despertar a consciência deles sobre os problemas do entorno e mostrar que eles têm voz pra propor mudanças. Termino cada ciclo dessas atividades com uma reflexão coletiva sobre o impacto das campanhas e os próximos passos. Acho importante eles perceberem que suas ações podem ter continuidade além da sala de aula.

E assim vamos caminhando, transformando boas ideias em campanhas cheias de propósito e aprendendo juntos no processo. Se tiverem dicas ou experiências pra compartilhar sobre como vocês trabalham habilidades assim nas suas turmas, tô aqui sempre aberto pra trocar ideias! Valeu!

estão querendo atingir, qual mensagem transmitir e quais canais vão usar pra isso. Parece complicado, mas quando você começa a ver a criatividade deles fluindo, é recompensador demais. Aí tipo, você tá andando pela sala e vê o João explicando pro Pedro como uma música de funk pode ser adaptada pra falar sobre coleta seletiva. É nesse momento que dá aquele estalo de "ah, esse entendeu". É quando você percebe que o aluno aprendeu mesmo quando ele consegue usar o conteúdo fora do contexto de uma prova. Outro dia, tava circulando e ouvi a Mariana contando pra Ana como ela convenceu o irmão mais novo de que jogar lixo na rua era péssimo e como ela usou um argumento que a gente discutiu em sala. Nessa hora, a gente sabe que eles captaram a essência.

Um erro comum que vejo é quando os meninos começam a campanha focando só no que eles acham interessante, sem considerar o público-alvo. Tipo o Lucas, ele fez um cartaz todo cheio de gírias e referências de jogos que eu sabia que o pessoal mais velho não ia entender. Aí eu cheguei nele e disse: "Lucas, será que a dona Maria lá da cantina vai entender esse cartaz? Como é que você pode adaptar essa linguagem pra alcançar mais gente?" Aí ele foi lá, pensou e refez com uma linguagem mais acessível. Esses erros acontecem porque eles ainda estão aprendendo a considerar perspectivas diferentes, mas é na tentativa e erro que eles vão pegando prática.

Outro erro é na hora de escolher os canais de comunicação. A Beatriz fez uma campanha super legal sobre a proteção dos animais, mas queria distribuir panfletos só na saída da escola. Expliquei pra ela que seria interessante também usar as redes sociais pra alcançar mais gente. Eles às vezes não se ligam que a mensagem precisa circular por onde o pessoal tá presente, seja no mundo físico ou digital.

Agora falando do Matheus e da Clara, cada um tem suas próprias necessidades. O Matheus com TDAH precisa de atividades mais dinâmicas pra prender a atenção dele. Então eu adapto as atividades pra serem mais curtas e com intervalos entre elas. Faço um jogo de associação ou uso vídeos curtos pra ilustrar o tema antes de começarmos a criar. O Matheus responde muito bem com essas coisas rápidas e visuais.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso de uma abordagem diferente. Ela prefere rotinas previsíveis e pode se sentir desconfortável com mudanças bruscas nas atividades. Eu sempre explico pra Clara o que vai acontecer na aula antes de começarmos e uso símbolos visuais que ajudem ela a entender cada etapa da atividade. Uma vez tentamos fazer um debate em grupo grande e não rolou bem pra ela, então agora eu a coloco em grupos menores onde ela se sinta mais segura.

Pra ambos, uso materiais visuais, tipo cartazes ilustrados ou infográficos coloridos. A Clara gosta muito de tabelas com cores diferentes pra categorizar informações, enquanto pro Matheus eu sempre incluo algo interativo digitalmente.

Enfim, é um trabalho constante de adaptação e observação. Cada aluno tem seu tempo e modo de aprender e cabe a nós perceber esses detalhes no dia a dia. E vou te contar, ver esses avanços não tem preço. Bom gente, por hoje é isso. Espero que essas histórias ajudem vocês também na sala de aula. Até a próxima!

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