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EF69LP32Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor, as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros, tabelas ou gráficos.

Oralidade *Considerar todas as habilidades dos eixos leitura e produção que se referem a textos ou produções orais, em áudio ou vídeoEstratégias e procedimentos de leitura Relação do verbal com outras semioses Procedimentos e gêneros de apoio à compreensão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69LP32 da BNCC é um bocado interessante de trabalhar com a galera do 6º ano. Na prática, o que a gente precisa que os alunos façam é algo que parece simples, mas demanda um bom treino: eles têm que saber pegar informação de diferentes fontes, ver se essas fontes são boas ou não e depois organizar tudo isso de um jeito que faça sentido. É como se eles fossem pequenos detetives, sabe? Têm que investigar a informação e depois montar um quadro ou gráfico que mostre tudo direitinho. O grande lance é que não adianta só pegar um monte de informação... tem que fazer sentido e ser útil.

E essa habilidade se conecta bem com o que a turma já traz do 5º ano. Eles chegam sabendo identificar informações principais em textos, mas agora a gente tá pedindo um pouco mais: usar várias fontes e ser crítico com elas. Não é só sobre ler um texto e dizer do que ele fala, mas sim sobre juntar peças de lugares diferentes e ver qual encaixa melhor no quebra-cabeça da pesquisa deles.

Agora, vou contar como a gente trabalha isso na sala. Vou falar de três atividades que sempre rolam por aqui.

A primeira delas é o "Dia da Pesquisa". Uso jornais velhos, revistas, sites confiáveis da internet (quando dá pra levar os meninos no laboratório de informática), áudios de entrevistas e por aí vai. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo fica responsável por um tema. Pode ser meio ambiente, tecnologia, saúde... Aí eles têm que procurar informações sobre isso nas diferentes fontes que eu levo. Dou uns 50 minutos pra isso. É muito interessante ver como eles reagem. Teve uma vez que o João e o Lucas estavam super empolgados com uma matéria de jornal sobre mudanças climáticas, enquanto a Ana descobriu um site bacana sobre reciclagem. A confusão boa foi quando eles foram discutir qual fonte era mais confiável ou útil pro trabalho deles.

Outra atividade é o "Gráfico Maluco". Uso papel quadriculado e lápis de cor. Cada aluno precisa trazer uma informação interessante sobre qualquer coisa (pode ser número de filmes que assistiu no cinema no último ano, quantos livros tem em casa, essas coisas). Aí eles compartilham essas informações com os colegas e cada aluno fica responsável por montar um gráfico ou tabela com os dados coletados da turma toda. Essa atividade é mais rápida, leva uns 30 minutos, mas ajuda muito na visualização da organização dos dados. Da última vez, a Mariana fez um gráfico super colorido sobre quantos irmãos cada colega tinha e foi legal ver como ela conseguiu representar tudo direitinho e ainda se divertir enquanto fazia.

A terceira atividade é o "Desafio das Fontes". Aqui usamos vídeos curtos do YouTube (sem cair nas pegadinhas do algoritmo) e trechos de podcasts. Divido a turma em duplas e dou uns 40 minutos pra isso. Cada dupla precisa assistir ou ouvir os trechos e anotar pontos principais sobre determinado tema. Depois, discutimos em roda se aqueles vídeos ou áudios eram mesmo boas fontes de informação ou se eram mais pra entretenimento. A última vez que fizemos isso gerou uma discussão muito boa entre o Pedro e a Júlia sobre um vídeo de curiosidades científicas. Eles estavam decidindo se tudo ali era realmente científico ou só uma forma engraçada de contar histórias.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre desafiador porque pede que os alunos desenvolvam um senso crítico bacana desde cedo. E vamos combinar: num mundo cheio de fake news e tanta informação jogada por aí, saber selecionar o que presta do que não presta é super importante. E ainda tem aquela parte ótima de vê-los trabalhando em grupo, trocando ideia, aprendendo juntos... dá uma satisfação danada! Bom, por hoje é isso aí pessoal. Espero ter ajudado algum colega aí que tava meio perdido sobre como botar essa habilidade em prática com a turma! Fico por aqui e até a próxima!

Então, continuando aqui sobre essa habilidade EF69LP32, vou te contar como eu percebo que os meninos estão realmente entendendo, sem aquela coisa toda de aplicar prova formal. Olha, no dia a dia da sala de aula dá pra perceber muita coisa. Quando tô circulando ali entre as mesas, dá pra ver quem tá com cara de "eureca!". Às vezes, você ouve o João explicando pro Pedro: "Cara, mas olha só, esse site aqui não é confiável porque ele tá falando umas coisas meio nada a ver". Aí você pensa "ah, esse entendeu". É nessa troca entre eles que vejo quem realmente tá captando a ideia. E quando a Júlia puxa um assunto da TV e tenta conectar com o que estudamos? Aí sim, fico de olho pra ver se ela entende o porquê daquela notícia ser relevante ou não.

Tem um dia que me marcou: estávamos fazendo um projeto em grupo e vi a Mariana corrigindo o Lucas em como ele tava organizando os dados. Ela disse algo tipo "Olha, isso aqui não tá claro assim, vamos tentar desse jeito." Cara, na hora vi que ela tava sacando como organizar as informações e tava começando a aplicar isso na prática. Essas pequenas interações e conversas são ouro puro! É ali que você vê o aprendizado acontecendo.

Agora, claro que tem erros que acontecem. E são comuns. Tipo o Felipe junta um monte de informação de sites aleatórios e não percebe que tá tudo desconexo. Ah, e tem aquela coisa de querer usar qualquer fonte só porque parece "legal" ou famosa. Por exemplo, o Thiago uma vez me chegou com um dado de rede social como se fosse uma fonte super oficial. Aí é aquele momento de parar tudo e mostrar como verificar se uma fonte é confiável ou não. Gosto de falar pra eles pensarem como investigadores: “Se vocês fossem resolver um mistério na vida real, iam querer pistas das boas, né?”

E quando pego o erro na hora, chamo o aluno e converso ali mesmo. Faço umas perguntas tipo “Por que você escolheu essa informação?” ou “O que te fez pensar que essa fonte é boa?”. Assim a gente vai trocando ideia e vendo onde tá o pulo do gato.

Falando agora do Matheus, que tem TDAH, e da Clara com TEA... Bom, esses dois são uma parte especial da turma. O Matheus às vezes se distrai fácil, então procuro criar atividades mais dinâmicas pra ele. Música ou vídeo curto já ajuda a manter ele focado. E quando digo curto é curto mesmo! Descobri que se fizer intervalos regulares nas atividades ajuda bastante também. Como um pit stop pra ele recarregar as energias antes de voltar pro assunto.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela precisa de rotina e previsibilidade. Então sempre explico o que vamos fazer antes de começar a atividade. Uso muitas figuras e esquemas visuais porque ela responde bem a isso. Já tentei mapas mentais e deu certo! Ajuda ela a organizar as ideias sem se perder no meio do caminho.

Mas nem tudo funciona sempre, né? Tentei uma vez fazer uma atividade super interativa com muita movimentação pelo espaço... aí foi um caos! O Matheus ficou até mais agitado e a Clara se perdeu no meio da bagunça toda. Aprendi com isso que manter clareza e simplicidade nas instruções é chave pra eles.

Esses desafios são parte do pacote, mas com paciência e algumas adaptações cada aluno encontra seu jeito de aprender e contribuir pra aula. No fim das contas, é isso que faz nosso trabalho tão gratificante.

Então por hoje fico por aqui, espero ter ajudado vocês com essas dicas do cotidiano da sala de aula. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar como lida com esse conteúdo e essas situações na turma, tô por aqui! Um abraço pra todo mundo!

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