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EF09LP06Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LP06 da BNCC é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê, mas na prática acaba fazendo sentido, sabe? A ideia é fazer os meninos entenderem como esses verbos de ligação, tipo “ser”, “estar”, “ficar”, “parecer” e “permanecer”, mudam o sentido das frases. Eles precisam sacar que, dependendo do verbo que a gente usa, a frase pode passar uma ideia diferente. Tipo assim, se eu digo “Ela é feliz” ou “Ela está feliz”, tem uma diferença aí, né? O primeiro dá uma ideia de algo mais permanente, e o segundo, algo temporário. Quando eu vejo que eles conseguem perceber essa diferença, sei que estão começando a pegar o jeito da coisa.

A turma do 9º ano já vem com uma base do 8º ano e outras séries anteriores sobre verbos em geral, mas agora a gente aprofunda mais o uso específico desses de ligação. Eles já entendem um pouco sobre sujeito e predicado, então essa habilidade é como dar um passo adiante. É mostrar pra eles que as escolhas de palavras fazem diferença no que querem comunicar. Com isso, também quero que eles consigam aplicar isso nas produções próprias, né? Transformar só saber na teoria em prática mesmo.

Agora vou contar algumas atividades que faço na sala. A primeira delas é um exercício simples de reescrita de frases. Uso material básico, folhas impressas com algumas frases bem variadas. Cada aluno recebe uma folha e eu peço para reescreverem essas frases usando um verbo de ligação diferente, daí eles têm que explicar o que mudou no sentido. A turma fica sentada em duplas pra discutir entre eles antes de escrever. Isso leva uns 20 minutinhos pra fazer, mais 10 pra gente conversar depois sobre as respostas. Na última vez que fizemos isso, a Ana Paula ficou empolgada porque percebeu que quando trocou "parecer" por "ser" numa frase sobre um personagem de filme, o significado deu outra cara pro jeito como o personagem era visto.

Outra atividade que funciona bem é criar mini diálogos. Dou um tema pra galera, tipo uma situação cotidiana no colégio, e eles têm que elaborar diálogos usando esses verbos de ligação. Depois lemos em voz alta na sala. Divido a turma em grupos pequenos de quatro ou cinco pessoas pra eles pensarem juntos e criarem algo mais legal. Leva uns 30 minutos pra criar e uns 15 pra apresentar. Na última vez, o João e o Paulo fizeram um diálogo engraçado sobre dois amigos discutindo se alguém na escola estava mesmo apaixonado ou só parecia estar apaixonado e isso rendeu boas risadas.

E tem também aquelas atividades que envolvem textos prontos. Eu escolho trechos de livros ou artigos curtos e dou pra galera analisar a escolha dos verbos de ligação usados ali. Eles têm que justificar por que acham que o autor escolheu usar “ser” em vez de “estar”, por exemplo. Quando fiz essa atividade da última vez, usei um trecho de um conto do Machado de Assis. A turma não curte muito ler coisa antiga direto do livro todo não, mas trechos menores eles encaram bem. Sentamos em círculo pra discussão fluir melhor e dedico uns 40 minutos pra isso tudo incluindo a roda de conversa no final. Uma coisa legal foi quando a Camila observou que na frase “Ele parecia cansado” dava uma sensação diferente do que se tivesse “Ele estava cansado” porque parecia uma impressão do narrador e não uma certeza.

Os alunos reagem bem nessas atividades porque eles gostam quando conseguem usar a criatividade ou quando percebem que algo pequeno muda bastante a mensagem do texto. E olha, tem sempre aqueles momentos aha! no meio da aula, quando alguma coisa faz clic na cabeça deles. É aí que você vê como essas atividades são importantes e que esse negócio da BNCC tem seu valor sim quando bem aplicado.

Bom, acho que é isso aí sobre como trabalho essa habilidade com os meninos. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola também seria legal! Sempre bom trocar experiência pra ver se tem algo novo pra tentar na sala de aula! Abraço!

Então, quando eu vejo que eles conseguem perceber essas nuances, é ali no dia a dia mesmo, naquele contato direto durante as aulas. Você tá circulando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, e de repente escuta a Ana explicando pro Pedro: “Ô Pedro, olha só, quando a gente diz ‘ele está ansioso’, não quer dizer que ele é sempre assim, entendeu?” Aí você pensa: “Ah, essa aí sacou o que a gente tava discutindo!”

Outro dia mesmo, eu tava passando pelas mesas e vi um grupinho debatendo sobre uma crônica que a gente leu. O Lucas falou: “Ah, mas se o autor quisesse dizer que isso era uma característica permanente do personagem, ele teria usado ‘era’, né?” Foi nesse momento que deu aquele estalo: “Opa, o Lucas pegou o espírito da coisa!” É muito legal ver isso acontecendo.

E tem aquelas situações quando o aluno consegue ensinar o outro. O Vinícius tava com dificuldade de entender essa diferença entre “ser” e “estar”, e aí veio a Juliana e explicou pra ele usando um exemplo que eles conhecem da novela que tão assistindo. Vi o Vinícius acenando com a cabeça e pensei: “Olha só, missão cumprida por hoje!”

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos! A Beatriz, por exemplo, uma vez escreveu numa atividade: “Ele é chateado agora.” Aí eu precisei explicar pra ela que o "é" indica algo mais permanente e "agora" sugere algo temporário, um conflito ali na frase dela. Falei: “Bia, será que você não queria dizer ‘Ele está chateado agora’?” E ela: “Ah, professor, é mesmo!” Esses erros acontecem porque às vezes eles ainda tão misturando as ideias de tempo e permanência.

Quando eu pego esses erros na hora, procuro dar exemplos concretos. Se alguém escreve algo como “A comida fica fria”, quando deveria ser algo como “A comida está fria”, eu peço pra eles pensarem numa situação concreta: “Imagina que você deixou a comida no prato e saiu pra atender uma ligação. Quando você volta, como tá a comida? Fria agora ou sempre foi fria?” Isso ajuda um bocado.

Agora com o Matheus e a Clara na turma... Bom, cada um deles tem suas necessidades especiais e eu tenho que adaptar algumas coisas. Pro Matheus, que tem TDAH, eu costumo dividir as atividades em etapas menores. Ao invés de pedir pra ele escrever um texto todo de uma vez, faço com que ele escreva parágrafo por parágrafo. E uso cronômetros visuais pra ele ter noção do tempo sem precisar ficar checando o relógio toda hora.

Já com a Clara, que tem TEA, foco em atividades mais visuais. Quando dá pra usar diagramas ou esquemas de frases em vez de só texto corrido, eu faço isso. Ela responde bem quando consegue visualizar as coisas. Lembro de uma vez em que usamos cartões coloridos pra representar os diferentes tempos dos verbos e ela conseguiu formular algumas frases super criativas!

Uma coisa que não funcionou muito bem foi quando tentei usar muitas imagens ou elementos visuais ao mesmo tempo numa aula. Aí ficou confuso tanto pro Matheus quanto pra Clara. Menos é mais nessas horas. Aprendi que preciso dosar bem essas ferramentas.

No fim das contas, é isso: reconhecer os momentos em que eles realmente entendem algo é mais sobre acompanhar o processo deles do que aplicar um teste formal. E adaptar as aulas pras necessidades especiais dos alunos é um aprendizado constante pra mim também.

Bom, galera, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado vocês aí com algumas ideias na prática! Qualquer coisa, é só chamar aqui no fórum. Valeu!

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