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EF09LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos e em produções próprias, a relação que conjunções (e locuções conjuntivas) coordenativas e subordinativas estabelecem entre as orações que conectam.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF09LP08 é um desafio, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade de ouro pra gente mexer com o raciocínio dos meninos de forma prática e útil. Eu entendo essa habilidade como essencial pra dar aquela afinada na escrita e na interpretação de texto deles. Conversando com um colega novato outro dia, expliquei que a ideia é fazer a turma perceber como as conjunções e locuções conjuntivas funcionam como ponte entre as orações, mostrando o tipo de relação que elas estabelecem: se é de causa, consequência, adversidade, adição... essas coisas.

Por exemplo, quando eles entendem que a palavra "mas" tá ali pra mostrar uma ideia de oposição ou contraste entre duas orações, ou que "porque" tá ali explicando a causa de algo que foi dito antes, eles não só melhoram na elaboração dos próprios textos, mas também ficam mais afiados na interpretação.

No 8º ano, a galera já começou a ver essas conjunções, mas creio que eles não tinham ainda associado tanto com a ideia de relações entre as partes do texto. Aí no 9º ano a coisa fica mais complexa, eles têm que ser capazes de identificar isso nos textos dos outros e nos próprios textos. É fazer o aluno entender que não basta só usar uma conjunção bonitinha; tem que ser a conjunção certa pro tipo de relação que ele quer criar entre as ideias.

Agora vou contar umas atividades que faço na sala pra trabalhar isso.

A primeira é bem simples: levo trechos de textos variados, desde tirinhas até notícias de jornal. Material impresso mesmo, nada complicado. Divido a turma em duplas ou trios e dou um tempo – tipo 20 minutos – pro pessoal tentar identificar as conjunções e discutir entre eles qual a função delas no texto. O legal é que cada dupla acaba achando uma coisinha diferente e aí rola aquela discussão saudável quando juntamos tudo depois. Uma vez o João Pedro tava argumentando que tal conjunção numa tirinha servia pra dar um tom mais irônico e o Marcos discordou veementemente... foi uma briga boa! No final das contas, eles mesmos chegam às conclusões ali moderados por mim.

Outra atividade que gosto muito é a produção de texto em grupo. Dou um tema qualquer do interesse deles – algo da atualidade ou relacionado com alguma coisa que eles gostem, tipo tecnologia ou redes sociais – e eles têm que desenvolver um texto curto usando um número específico de conjunções coordenativas e subordinativas. O desafio é usar cada uma corretamente mostrando alguma relação entre as ideias que eles estão apresentando. Leva umas duas aulas pra finalizar bem. Na última vez que fiz isso, dei o tema "Os efeitos das redes sociais na vida dos jovens", e olha, saiu muita coisa legal. A Júlia escreveu um parágrafo onde ela usou "portanto" e "entretanto" com maestria! A própria turma reconheceu o esforço dela.

Por último tem uma brincadeira mais prática. Faço tipo um jogo onde dou frases soltas pra turma e eles têm que juntar as frases usando conjunções e locuções que façam sentido e criem relações claras entre as ideias. Isso dá uma bagunçada boa na aula porque todo mundo quer ser o primeiro a terminar, mas também gera umas risadas quando alguém tenta usar uma conjunção nada a ver só pra terminar rápido. Lembro do dia em que o Gabriel tentou unir duas ideias totalmente opostas com "e", foi hilário! Mas esse tipo de erro é bom pra eles aprenderem na prática o que não fazer.

Ah, e sempre tem aquele aluno mais tímido como a Ana Clara, por exemplo, que começa quietinha mas depois acaba participando mais quando vê que tá acertando os exercícios junto com o grupo.

No geral, a galera reage bem às atividades porque fogem um pouco da rotina tradicional de aula expositiva. Quando eles pegam o jeito mesmo, começam até a corrigir uns aos outros – sem brigar – em produções textuais futuras. E aí a gente vê na prática essa habilidade da BNCC sendo trabalhada direitinho.

Enfim, acho que isso resume bem como faço essa habilidade virar realidade lá na sala. A prática é sempre cheia de altos e baixos, mas no fim das contas, quando vemos os meninos crescerem nessas habilidades, tudo vale muito a pena!

ão escrevendo uma redação ou mesmo discutindo algo, eu procuro ver se eles tão usando as conjunções do jeito certo. Não é que eu fique ali espiando tudo, mas ao circular pela sala e ouvir o que a galera tá falando, dá pra sacar muito da compreensão deles. Aí, tipo, numa atividade em dupla ou grupo, quando um aluno começa a explicar pro outro de um jeito que você vê que faz sentido, é um sinal claro de que aquele ali entendeu. Outro dia mesmo, o Lucas tava ajudando a Mariana a entender uma questão, falando "ó, aqui a gente usa 'mas' porque tá comparando duas ideias diferentes". E eu pensei "Bingo! Esse pegou a essência".

Não é só na fala que eu vejo isso, não. Quando eles estão escrevendo, se o texto flui de maneira coerente e as ideias estão conectadas de forma lógica, é um indicativo ótimo. A Júlia, por exemplo, sempre tinha dificuldade com isso. Ela fazia tudo parecer uma coisa só sem pausa. Mas depois de algumas aulas mais práticas, em que a gente fez uns exercícios de reorganização de frases, ela começou a acertar mais. Um dia, ela escreveu uma argumentação tão bem amarrada que eu falei pra ela "Caramba, Júlia, olha isso! Você tá colocando as ideias nos lugares certos!". E você vê o sorriso no rosto dela.

Agora, os erros comuns. Ah, esses aparecem bastante. O Pedro tem a mania de meter um "entretanto" em qualquer lugar, mesmo quando não faz o menor sentido. Acho que ele gosta da palavra e quer usar de qualquer jeito pra parecer mais formal. E isso vem muito daquela ideia de que palavras complexas deixam o texto mais elegante. Então o que eu faço? Paro ali e falo "Pedro, olha aqui: se você tá querendo mostrar uma oposição, ok usar 'entretanto', mas se não tá terminando a ideia antes de começar outra que se opõe, não vai funcionar". Aí ele já entende e tenta ajustar.

E tem a Sofia que adora misturar "porém" e "todavia" como se fossem sinônimos em todos os contextos. Aí vira uma salada. Isso acontece porque muitos alunos aprendem essas palavras soltas sem entender exatamente como cada uma se encaixa nas diferentes nuances do texto. Então eu faço com ela é pegar exemplos de textos bem feitos pra mostrar como essas palavras funcionam em contextos específicos. Isso ajuda bastante.

Agora falando do Matheus e da Clara. Bom, com o Matheus que tem TDAH, eu percebi que ele funciona muito melhor com atividades mais dinâmicas e curtas. Se a tarefa é longa demais ou monótona, ele perde o foco rapidinho. Então eu divido as atividades em partes menores e faço mais pausas entre elas. Também uso alguns recursos visuais bacanas pra ajudá-lo a manter a atenção no tema principal. Tipo aqueles cards coloridos ou jogos rápidos que podemos relacionar ao conteúdo. Isso dá certo com ele.

Já com a Clara, que tem TEA, as coisas são um pouco diferentes. Ela se beneficia muito de um ambiente mais organizado e previsível. Então com ela eu sempre preparo um roteiro da aula no início e mostro o que vamos fazer passo a passo. Isso ajuda a Clara a se sentir mais confortável e entender o que é esperado em cada momento. E também procurei investir em materiais visuais e lúdicos que ela pode manusear durante as atividades, como tabelas coloridas ou até aplicativos educativos no tablet.

Teve um dia que testei um jogo de tabuleiro educativo com eles dois e foi um sucesso! O Matheus ficou super engajado por ser uma atividade interativa e rápida e a Clara adorou porque tinha as regras bem claras e visíveis no tabuleiro. Por outro lado, uma vez tentei usar vídeos longos como complemento da explicação e percebi que não foi tão bom pra eles dois. O Matheus ficou disperso e a Clara acabou perdendo o fio da meada.

Bom, pessoal, é isso por hoje! Espero ter conseguido passar um pouco do dia a dia dessa habilidade EF09LP08 na sala de aula pra vocês. Qualquer dúvida ou ideia nova que vocês tenham para compartilhar aqui no fórum vai ser super bem-vinda! Abraço!

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