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EF69LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as hesitações etc.

LeituraEfeito de sentido
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, essa habilidade EF69LP19 da BNCC, que fala sobre analisar elementos típicos da modalidade falada em gêneros orais, é um desafio e tanto, viu? À primeira vista, pode parecer meio complicado, mas quando a gente coloca em prática, a coisa flui. Os meninos precisam aprender a perceber como a fala é mais que só palavras. Tipo, quando a gente conversa usando pausas, entonação, ritmo e até nossa expressão facial e gestual pra dar mais sentido ao que estamos dizendo, a mensagem ganha uma nova camada. Aí eles têm que sacar essas nuances. Por exemplo, se alguém fala "tá bom" com um sorriso e depois "tá bom" revirando os olhos, o sentido muda completamente. É essa leitura que eles precisam desenvolver.

Aí, claro que isso não vem do nada. No 5º Ano já começamos a trabalhar com leitura e interpretação de texto oral, mas ainda de forma mais leve. Eles já sabem identificar quando alguém está brincando ou quando tá falando sério. Então, no 6º Ano, o desafio é aprofundar esse entendimento e ensiná-los a identificar esses elementos e entender como eles alteram o significado do que está sendo dito.

Bom, deixa eu contar como eu faço isso na prática aqui com os meus alunos do 6º Ano. Eu sempre tento trazer atividades que sejam dinâmicas e envolventes, porque se a gente perde a atenção da turma, já era.

Uma das atividades que faço é o famoso "debate". Mas é um debate diferente: cada um escolhe um papelzinho com um tema aleatório e tem que defender ou contestar o tema usando as técnicas de fala que aprendemos. Uso papel reciclado que sempre tem na escola mesmo. Divido a turma em grupos pequenos pra não ficar aquela bagunça. A atividade leva uma aula inteira de 50 minutos. No começo, os alunos ficam meio perdidos, mas depois acabam entrando na brincadeira. Da última vez, falei sobre "gatos são melhores que cachorros". A Ana ficou toda empolgada defendendo os gatos e não parava de gesticular com as mãos! Foi engraçado demais ver o João tentando acompanhar o ritmo dela na defesa dos cachorros.

Outra coisa que faço é uma espécie de "batalha de poemas", mas com foco na entonação e no ritmo. Peço pra eles escolherem um poema curto e trazerem pra sala. Aí eles se apresentam pros colegas tentando usar variações na fala pra dar mais vida ao poema. Não precisa de muito material além dos poemas impressos ou no caderno deles. Isso dura uns 30 minutos porque depois ainda rola uma discussão sobre quem conseguiu expressar melhor o poema com a voz. Os alunos costumam reagir bem a essa atividade porque gostam de mostrar seu lado mais artístico. Da última vez, o Marcos leu "A Casa", do Vinícius de Moraes, e caprichou tanto nas pausas que arrancou aplausos da galera!

A terceira atividade é uma espécie de "teatro das emoções". Eu dou uma frase simples tipo "Hoje é meu aniversário" e eles têm que dizer essa frase expressando diferentes emoções: felicidade, tristeza, surpresa. Usem a imaginação aí! Pra isso não precisa de material nenhum além da criatividade deles mesmos. Deixo uns 20 minutos pra isso no final da aula porque é mais leve e descontrai todo mundo. E olha, a reação dos alunos é sempre ótima! Eles se divertem bastante tentando interpretar as emoções dos colegas. Numa dessas vezes, o Pedro fez todo mundo rir ao dizer "Hoje é meu aniversário" com uma cara bem dramática de choro.

Essas atividades ajudam os meninos a perceberem como esses elementos da fala são importantes pra transmitir o sentimento certo e entender o outro lado da comunicação oral. E o melhor: eles começam a usar isso no dia-a-dia sem nem perceber!

Bom, acho que é isso por hoje! Tô aqui pra aprender também. Se alguém tiver ideias novas ou quiser trocar umas figurinhas sobre o assunto, tô na área!

Agora, como a gente sabe que os meninos entenderam tudo isso, sem enfiar uma prova formal goela abaixo? Ah, é na convivência do dia a dia mesmo. Quando eu tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, dá pra sacar quando eles captaram a mensagem. Outro dia, tava passando entre as mesas e ouvi a Júlia e o Pedro discutindo sobre uma atividade. Eles tinham que criar um diálogo usando as tais nuances de entonação e ritmo. A Júlia falou "aí você tem que dizer 'eu não acredito!' com aquele tom de espanto", e o Pedro respondeu certo, tipo como ela instruiu. Foi na hora que eu percebi que eles pegaram bem a ideia.

E tem vezes que é mais sutil. Como quando os meninos estão conversando entre si e você vê um explicando pro outro. O Gustavo tava meio perdido, aí o Lucas virou pra ele e começou a explicar do jeito que a gente treinou: "Cara, quando você diz 'é claro', você tem que dar uma ênfase diferente, senão parece que tá sem graça". E o Gustavo fez exatamente isso na próxima tentativa dele.

Agora, sobre os erros mais comuns, os meninos às vezes se enrolam com essa diferença de entonação. A Mariana, por exemplo, sempre dizia tudo num tom só, meio robótico, sabe? Isso acontecia porque ela achava que tá falando certo só porque tá pronunciando as palavras direitinho. Quando eu percebia esse erro na hora, tentava corrigir com exemplos práticos. Tipo assim: "Mariana, tenta falar como se estivesse contando um segredo ou então falando algo muito importante." Aí ela começava a pegar o jeito.

O João era outro caso engraçado: ele achava que tudo tinha que ter gesticulação exagerada e acabava parecendo meio caricato. Então mostrei pra ele como gestos podem ser sutis e ainda assim bem expressivos. Pedi pra ele observar em casa como os pais dele falam e gesticulam naturalmente enquanto conversam.

Quanto ao Matheus com TDAH e a Clara com TEA, esses dois me fazem sempre repensar como planejo minhas aulas. O Matheus é cheio de energia e se distrai fácil. Por isso, preciso dividir as atividades em partes menores pra ele. Tipo se a tarefa é criar um diálogo longo, divido em trechos curtos pra ele focar e não perder o fio da meada. E dou sempre um feedback rápido e positivo pra manter ele motivado.

Já a Clara precisa de um ambiente mais estruturado. Pro caso dela, deixo tudo bem claro no quadro, com passos numerados do que ela precisa fazer em cada atividade. Ela responde muito bem a essas instruções visuais e também gosta quando dou tempo extra pra ela processar a informação. Mas olha só: uma vez tentei usar muitos materiais coloridos achando que ia ajudar, mas notei que ela ficava mais dispersa ainda. Descobri que menos é mais pra ela: menos estímulos visuais, mais clareza.

Ah, e uma coisa que realizei ao longo do tempo é que essas adaptações não servem só pra eles dois. Elas acabam beneficiando toda a turma de modos diferentes. Dá um trabalhinho a mais sim, mas a recompensa de ver todo mundo avançando vale muito.

Bom, pessoal, minha vivência com essa habilidade EF69LP19 tem sido uma baita jornada enriquecedora. Esses meninos vivem me surpreendendo com o jeito deles de aprender e se expressar. Cada aula é um desafio novo e uma alegria nova também.

Espero que compartilhem aqui as experiências de vocês também! Trocar essas histórias sempre ajuda a gente a crescer como educador nessa caminhada. Até a próxima conversa!

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