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EF69LP28Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo: Proibição: “Não se deve fumar em recintos fechados.”; Obrigatoriedade: “A vida tem que valer a pena.”; Possibilidade: “É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis”, e os mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas, em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo: “Que belo discurso!”, “Discordo das escolhas de Antônio.” “Felizmente, o buraco ainda não causou acidentes mais graves.”

Produção de textosModalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com essa habilidade EF69LP28 da BNCC no 6º ano pode parecer meio complicado à primeira vista, mas quando a gente põe em prática, acaba percebendo que é uma maneira bem interessante de desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação dos alunos. A grosso modo, essa habilidade fala sobre como os alunos devem observar e usar a linguagem para expressar obrigações, permissões e proibições (modalidades deônticas) em textos, além de demonstrar juízo de valor nos textos políticos e propositivos. É tipo quando a gente conversa sobre regras do dia a dia ou expressa nossa opinião sobre alguma coisa.

Na prática, o aluno precisa conseguir identificar frases que indicam obrigação, permissão ou proibição. Por exemplo, "Você deve fazer a tarefa de casa" (obrigação), "Você pode sair mais cedo hoje" (permissão), ou "É proibido falar durante a aula" (proibição). Além disso, eles precisam ser capazes de perceber quando alguém está expressando uma opinião ou fazendo um julgamento, como "Esse filme é fantástico!" ou "Eu não gostei da atitude dele".

Essa habilidade se conecta com coisas que os meninos já sabem lá do 5º ano. Eles já viram regras básicas em textos instrucionais, por exemplo. O que a gente faz agora é aprofundar isso e trazer pra um contexto mais real e até mais envolvente pra eles.

Agora vou contar como eu faço isso na sala de aula com três atividades que costumo aplicar.

A primeira atividade eu chamo de "Caixa das Regras". Eu preparo algumas tirinhas ou recortes de jornais e revistas com frases que exemplificam obrigação, permissão e proibição. Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe uma caixa com essas tirinhas, e eles têm que ler e discutir entre si qual é o tipo de modalização presente em cada frase. Geralmente essa atividade leva uma aula inteira. Os alunos adoram porque é meio que uma competição saudável entre os grupos. Uma vez, a Júlia, que é super atenta, pegou uma tirinha que dizia "É permitido sonhar alto" e começou uma discussão engraçada com o Felipe sobre o que significava "sonhar alto". Foi bom ver eles expandindo o significado além do literal.

Outra atividade que eu gosto bastante é o "Julgamento Simulado". Funciona assim: escolhemos um tema polêmico, algo que esteja na mídia e que faça sentido pra eles. Podem ser questões como "deveria ser obrigatório o uso de uniforme na escola?" ou "as crianças deviam ter limite para o tempo de tela?". Eu divido a turma em dois grupos: um defende a posição a favor e o outro contra. Eles têm um tempo pra preparar seus argumentos usando frases modalizadoras. É interessante porque eles não só praticam essa questão das modalidades, mas também desenvolvem habilidades de pesquisa e argumentação. Essa atividade costuma levar duas aulas. No último julgamento que fizemos sobre o uso do uniforme, o Lucas surpreendeu todo mundo quando fez uma defesa apaixonada sobre como o uniforme promove igualdade entre os alunos. Foi demais ver ele argumentando com tanta paixão.

E por último, faço o "Diário Crítico". Essa é uma atividade individual onde os alunos escrevem pequenos textos opinativos sobre temas do interesse deles usando frases modalizadoras apreciativas. Podem ser temas como "minha série favorita", "um passeio inesquecível" ou até mesmo "as férias perfeitas". Dou liberdade pra eles escolherem o tema que quiserem desde que usem as modalidades apreciativas. Essa atividade leva normalmente uma aula para escrever e mais uma para compartilhar algumas leituras na sala. Numa dessas atividades, o Pedro escreveu sobre seu amor por videogames, dizendo "É maravilhoso poder explorar mundos novos sem sair de casa", enquanto a Ana trouxe um texto todo emocionado falando sobre as férias incríveis que passou na casa da avó no interior. Esses momentos são muito ricos porque eles não só aprendem sobre modalização mas também acabam conhecendo melhor uns aos outros.

O legal dessas atividades é ver como elas vão transformando as aulas em momentos dinâmicos e interativos. E aí você percebe que eles não só aprenderam sobre modalização mas também se tornaram mais críticos e atentos ao jeito que a linguagem influencia nossas decisões diárias.

Enfim, é assim que eu tenho trabalhado essa habilidade na minha turma do 6º ano. Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, estou sempre aberto pra aprender também!

Então, gente, continuando sobre essa habilidade EF69LP28, uma das coisas que mais me anima é perceber o momento em que os meninos realmente captam a ideia da aula. Não precisa de prova formal pra ver isso, não. É no dia a dia mesmo, quando tô circulando pela sala e ouço as conversas entre eles. Sabe aquele momento em que um aluno tá explicando pro outro? É uma beleza! Tipo a Marcela, uma vez, tava explicando pro Lucas que "não pode" nem sempre significa que é proibido, às vezes é só um jeito de sugerir que algo não é uma boa ideia. E ela deu um exemplo de quando fala pro irmão mais novo que ele não pode comer doce antes do jantar. Aí ela foi e disse: "É claro que pode, mas não deve, né?". Rapaz, nesse momento eu percebi: essa aí entendeu o recado!

Outro jeito é quando eles tão trabalhando em grupos. Eu fico ali só escutando e observando. Outro dia, o João Pedro e a Mariana tavam discutindo um texto político e ela falou: "João, tá vendo que aqui o autor diz que 'devemos cuidar do meio ambiente'? Isso não é só uma opiniãozinha dele, é tipo uma obrigação moral que ele tá querendo passar". Quando aparecem essas sacadas assim, eu já sei que eles tão pegando a ideia.

Agora, claro, não é sempre que tudo sai redondinho. Os erros mais comuns surgem quando eles misturam as ideias ou interpretam errado as modalidades deônticas. Tipo o Felipe, que em um texto argumentativo escreveu "todos devem gostar de matemática", mas aí ele queria dizer mesmo era "seria bom se todos gostassem", como se fosse uma sugestão. Acontece muito também de eles confundirem a diferença entre um juízo de valor e uma regra mesmo. A Paula, por exemplo, disse numa discussão que "a gente tem que estudar todos os dias" como se fosse uma lei universal. Aí eu cheguei junto e expliquei que isso era mais uma opinião dela sobre o que é bom pra ela mesma.

Quando esses errinhos aparecem, eu tento pegar na hora mesmo. Chamo eles de lado e pergunto: "O que você quis dizer aqui?", e vou guiando até eles perceberem o deslize por conta própria. É um trabalho contínuo de conversar e dar exemplos do cotidiano deles.

Agora, falando sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então as estratégias pra eles precisam ser diferentes. Pro Matheus, o importante é quebrar as atividades em partes menores e deixar bem claro o início e fim de cada etapa. E ele adora quando eu uso cartões coloridos pra indicar o que vem depois. Outro dia fizemos um jogo de tabuleiro com perguntas sobre o tema da aula e ele conseguiu se concentrar muito melhor.

Já com a Clara, as imagens e mapas mentais são essenciais. Ela entende melhor quando vê tudo visualmente organizado. Uma vez tentei usar só texto e ela não conseguiu acompanhar direito a discussão sobre um artigo de revista. Quando substituímos por gráficos e esquemas visuais, tudo fluiu bem melhor. E tem também as pausas programadas durante a aula pra ela processar a informação no ritmo dela.

Claro que nem sempre dá certo logo de primeira. Um material todo cheio de cores pro Matheus às vezes acaba distraindo ele mais ainda, então tive que ir ajustando até achar o equilíbrio certo.

Acho que é isso, pessoal! Ensinar essa habilidade EF69LP28 tem seus desafios, mas também muitas recompensas quando vemos os alunos realmente entendendo e aplicando no dia a dia. Cada turma é diferente e os caminhos pra chegar lá também variam bastante.

Bom, vou ficando por aqui. Espero ter ajudado com essas ideias e experiências! Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais ideias.

Abraços!

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