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EF69LP33Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão.

Oralidade *Considerar todas as habilidades dos eixos leitura e produção que se referem a textos ou produções orais, em áudio ou vídeoEstratégias e procedimentos de leitura Relação do verbal com outras semioses Procedimentos e gêneros de apoio à compreensão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, falar dessa habilidade EF69LP33 da BNCC pode parecer complicado à primeira vista, mas quando a gente leva isso pro dia a dia da sala de aula, tudo fica mais simples. Basicamente, o que essa habilidade quer é que os meninos consigam ler um texto científico, que às vezes tá cheio de palavras difíceis e um monte de informação, e consigam entender ele não só pelo que tá escrito, mas também usando imagens, gráficos, tabelas e tudo mais que acompanhar o texto. E mais: eles têm que conseguir transformar um bando de dados gráficos em texto e vice-versa.

Bom, na prática, isso é tipo quando a gente pega um texto sobre o ciclo da água que tem uma imagem mostrando as etapas: evaporação, condensação e precipitação. O aluno tem que olhar pra isso e entender essas etapas tanto pelo texto quanto pela imagem. Aí, depois, ele tem que ser capaz de pegar essa imagem e descrever tudo num texto ou pegar um texto e ilustrar com um esquema. É entender e se fazer entender, sacou? E isso se conecta muito com o que eles já tinham que saber do quinto ano, onde já começavam a trabalhar com gráficos e pequenas pesquisas.

Agora, vou contar como eu trabalho isso com a turma do sexto ano. Faço algumas atividades que os meninos curtem e que ajudam bastante a desenvolver essa habilidade. Vou dar três exemplos aqui.

Primeira atividade que eu faço é o “Caderno de Cientista”. Cada aluno tem um caderno, mas não é qualquer caderno. Nele, os meninos anotam tudo sobre experiências de ciências ou textos que a gente lê em sala. A gente começa a atividade com um texto simples, tipo sobre energia renovável. Aí, cada um precisa criar um infográfico sobre aquela energia específica. Usamos folhas sulfite, lápis de cor, canetinhas. Levo uns 60 minutos para isso, normalmente faço em duas aulas. Os meninos ficam animados quando vão desenhar, principalmente a Ana Clara, que adora pintar e sempre faz desenhos super coloridos. Quando fizemos isso na última vez, o João Vítor transformou o texto em um esquema sensacional sobre a energia solar. Ele até trouxe umas imagens de casa pra adicionar no caderno dele. Ficou show!

A segunda atividade é o “Jornal do Futuro”. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo fica responsável por uma seção do jornal: clima, saúde, tecnologia... A ideia é que eles busquem informações atuais em revistas ou na internet e depois criem um infográfico ou gráfico sobre aquilo. Dou uma aula inteira pra pesquisa e uma outra pra montagem do jornal. A parte mais legal é quando eles apresentam pros colegas o que fizeram. A última vez que fizemos, a Maria Eduarda ficou toda empolgada porque o grupo dela fez um gráfico sobre as temperaturas extremas no planeta. Eles pegaram dados reais e transformaram em algo bem visual. O Pedro Henrique, que é meio tímido, até se soltou mais na hora de apresentar.

A terceira atividade é chamada “De olho no mapa”. Nessa atividade, eu dou mapas impressos pros alunos junto com textos curtos sobre temas como biodiversidade no Brasil ou desmatamento na Amazônia. A tarefa deles é ligar as informações do texto com o mapa, apontando onde eles podem ver aquilo acontecendo de verdade. E depois, escrevem um pequeno parágrafo explicando o que entenderam daquele mapa. Essa atividade demora uma aula também. Da última vez que fizemos isso, a Luísa ficou empolgada porque ela ama mapas! Ela conseguiu relacionar direitinho o texto com as áreas desmatadas na Amazônia que estavam marcadas no mapa. Já o Gabriel ficou surpreso ao perceber como o desmatamento tinha crescido nos últimos anos.

Essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem melhor não só os textos científicos, mas também a importância de visualizar informação por outros meios além do texto escrito. É um jeito de tornar o aprendizado mais completo e dinâmico.

Bom, é isso aí! Essas atividades são apenas algumas das formas que encontrei de trabalhar essa habilidade com os meninos do sexto ano. O importante é sempre adaptar ao que eles gostam e ao nível deles pra manter todo mundo engajado e aprendendo de verdade. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências também sobre isso, tô aqui pra ouvir!

Bom, aí vocês me perguntam: "Carlos, como é que você sabe que os alunos tão pegando o jeito dessa habilidade sem aplicar uma prova?" Olha, eu sou do tipo que acredita no poder da observação, né? A gente tá ali no meio da galera o tempo todo, dá pra sacar muita coisa só de ficar de olho e de ouvido aberto.

Quando eu tô circulando pela sala, eu presto atenção nas conversas deles. É incrível quando você vê um aluno explicando pro outro. Tipo um dia, a Maria tava lá tentando entender um gráfico no livro, aí o João se aproximou e começou a explicar pra ela como ele transformaria aqueles dados em texto. Eles tavam discutindo as cores, os números, como isso tudo se encaixava no texto. Nessa hora eu pensei: "Ah, moleque entendeu!" Não tem nada mais gratificante do que ver um aluno ajudando o outro a compreender, porque isso mostra que ele não só entendeu, mas que tá confiante o suficiente pra passar adiante.

Outra coisa é quando eles começam a fazer perguntas mais elaboradas. Uma vez o Lucas falou: "Professor, por que nesse gráfico tem essa linha subindo aqui desse jeito?" Aí você percebe que ele não tá só vendo uma imagem ali, ele tá tentando interpretar, entender o significado disso no contexto do texto. Esse tipo de questionamento mostra que eles tão começando a ler além das palavras.

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que aparecem. Por exemplo, a Ana sempre confunde legenda com título de gráfico. E tem aquele caso clássico dos meninos que acham que um gráfico de barras é só pra mostrar quantidade e ponto final. O Pedro, por exemplo, uma vez fez um texto falando sobre um gráfico de barras e nem mencionou as tendências que os dados mostravam ao longo do tempo. Isso acontece porque muitos deles tão acostumados a pensar só em números brutos e não em dados como uma narrativa. Quando eu vejo esse tipo de erro na hora, eu peço pro aluno explicar pra mim o que ele entendeu do gráfico antes de começar a escrever. Aí dá pra ir corrigindo junto e mostrando como pensar diferente.

Agora, falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção pra manter o foco. Pra ele, eu costumo criar atividades em partes menores, tipo blocos de 10 minutos com pequenas pausas entre elas. Isso ajuda ele a não se sentir sobrecarregado. E também uso bastante recursos visuais e multimídia pra prender a atenção dele. Teve uma vez que usei um vídeo curto sobre um tema do texto antes de irmos para os gráficos e isso ajudou muito.

Já a Clara, que tem TEA, se beneficia bastante de rotinas bem definidas e previsíveis. Eu sempre aviso qual é o nosso passo a passo do dia na lousa antes de começarmos as atividades. Uma coisa que funciona bem demais é usar fichas coloridas pra ela poder colocar os passos em ordem cronológica e visualmente entender o processo de transformação dos dados gráficos em texto. Uma vez tentei usar umas metáforas complicadas pra explicar um conceito e vi que não deu certo; então agora procuro ser bem literal nas explicações com ela.

Então, gente, é assim que eu vou levando lá com os meninos na sala de aula com essa habilidade EF69LP33. É sempre um desafio, mas é muito gratificante ver o progresso deles aos poucos. A chave é ter paciência e estar sempre pronto pra ajustar a rota quando necessário. Cada dia é uma nova oportunidade de aprendizado tanto pra eles quanto pra mim. E aí, como vocês têm trabalhado essa habilidade nas turmas de vocês? Vamos trocar umas figurinhas? Abraços!

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