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EF69LP39Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota, gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos estabelecidos.

OralidadeEstratégias de produção: planejamento e produção de apresentações orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade da BNCC, EF69LP39, a coisa parece meio complicada no papel, mas na prática dá pra entender de um jeito bem mais simples. Basicamente, a ideia é ensinar os meninos a fazer uma entrevista de verdade. Eles precisam escolher um tema que querem explorar, decidir quem seria legal de entrevistar sobre esse assunto, e daí vão atrás das informações sobre essa pessoa e o tema em si. Depois disso, eles têm que bolar um roteiro de perguntas, mas não é só seguir o roteiro, tá? Eles precisam estar atentos durante a entrevista pra poderem fazer perguntas novas baseadas nas respostas que receberem. E depois, é claro, vêm as anotações, as gravações e o uso dessas informações de jeito legal.

O que eu sempre digo pros meus alunos é que isso não é só pra fazer entrevista não. É uma baita habilidade pra vida! Eles vão usar isso pra sempre: saber perguntar, ouvir direito e usar as respostas pra entender melhor. Quando eles chegam no sexto ano, já têm uma noção básica de comunicação oral e escrita lá do quinto ano, mas agora a gente aprofunda. Eles já sabem fazer perguntas básicas e contar histórias curtas, aí a gente pega isso e transforma num projeto mais complexo.

Então, vou te contar como eu faço isso na sala. Primeira atividade que eu gosto de usar é a nossa "Entrevista na Família". Olha, o material é simples: papel e caneta pro rascunho das perguntas e o celular deles (ou da família) pra gravar. A turma fica toda animada porque eles escolhem alguém da própria família pra entrevistar. Pode ser o avô, a mãe que tem uma profissão bacana, um primo que sabe fazer algo interessante... Daí eu dou dois dias pra eles se prepararem. Eles precisam pesquisar sobre o tema que escolheram e pensar nas perguntas. Na última vez que fiz essa atividade, a Larissa entrevistou a avó sobre receitas antigas da família. Os olhos dela brilhavam contando como descobriu a história por trás do doce de abóbora! Os alunos adoram e sempre saem com informações novas sobre suas próprias famílias.

A segunda atividade é a "Roda de Entrevistas na Sala". Aqui eu trago alguém interessante da comunidade pra sala de aula. Pode ser um bombeiro, um escritor local ou até alguém da escola mesmo que tenha uma história legal pra contar. O material é ainda mais simples: só papel pras anotações porque eu mesmo gravo tudo com meu celular. Divido os alunos em grupos de cinco ou seis e cada grupo precisa pensar em uma pergunta diferente. A entrevista acontece de modo que cada grupo faz uma pergunta por vez. Levamos em torno de 40 minutos pra toda atividade rolar. Na última vez que fizemos isso, trouxemos o Seu Jorge, que é jardineiro aqui da escola há muitos anos. Os meninos ficaram fascinados quando ele contou das plantas medicinais e como ele cuida delas com carinho.

A terceira atividade é "Entrevista com um Personagem". Essa é mais criativa e rola dentro da sala mesmo. Uso papéis onde cada aluno escreve o nome de um personagem histórico ou fictício que eles gostam (às vezes dou uns temas tipo heróis nacionais, inventores famosos). Aí eles se revezam sendo entrevistador e entrevistado. Dessa vez eles só precisam de papel pra anotar as respostas em forma de roteiro mesmo. Essa atividade dura uns 30 minutos por personagem porque tem sempre muita risada e algumas divagações criativas! Uma vez o Pedro foi "entrevistar" o Dom Pedro II e acabou descobrindo umas curiosidades históricas divertidas pra compartilhar com os colegas depois!

Essas atividades ajudam muito os alunos a soltarem a língua e perderem aquele medo de perguntar ou falar em público. E mais do que isso: começam a entender a importância de ouvir bem o outro quando ele fala. Cada passo dessa habilidade da BNCC vai se encaixando conforme eles praticam e percebem que conseguem conduzir uma entrevista sem ficar só naquela coisa mecânica do roteiro.

No fim das contas, são essas experiências ricas em sala de aula que fazem toda diferença no aprendizado deles. Quando eles conseguem usar as informações da entrevista pra escrever um texto bacana ou apresentar pros colegas aquilo que aprenderam, aí sim dá pra ver que valeu a pena todo esforço! E assim seguimos com as entrevistas: treinando a escuta ativa, o respeito ao outro e principalmente o prazer por aprender algo novo sempre!

Aí, gente, quando você vê no dia a dia que um aluno entendeu mesmo essa habilidade de fazer entrevista, é uma sensação incrível. Eu percebo que eles pegaram o jeito não só por causa de uma prova ou tarefa escrita, mas pelo jeito como eles começam a interagir mais naturalmente entre si e com as ideias que estão explorando. Por exemplo, às vezes tô circulando pela sala e ouço a conversa entre eles. Quando um aluno tá falando sobre o tema da entrevista com empolgação, tentando entender mais e até já pensando em como adaptar as perguntas dependendo das respostas que receberam, aí eu sei que a coisa tá fluindo. Tipo aquele dia que a Ana estava explicando pro João sobre como ela adaptou uma pergunta porque a pessoa entrevistada tinha trazido uma informação nova e inesperada. Ela disse algo tipo "eu ia perguntar sobre tal coisa, mas daí a pessoa mencionou isso e eu segui por esse caminho". Nessa hora pensei: "ah, essa entendeu".

Outro exemplo é quando você vê os alunos ajudando uns aos outros. Semana passada o Pedro estava meio travado sem saber como seguir com as perguntas dele numa simulação de entrevista. Aí chegou o Lucas e começou a dar umas ideias do que ele poderia perguntar com base no que já tinha ouvido. E não era só repetir o roteiro ensinado, era realmente pensar no assunto ali na hora. Esses momentos são ouro pra mim.

Claro que nem tudo são flores. Tem os erros comuns que sempre aparecem quando os alunos estão começando. Uma coisa que vejo direto é eles ficarem presos demais ao roteiro e não ouvirem de verdade as respostas. Tipo a Júlia, que uma vez fez todas as perguntas direitinho, mas não pescou que a entrevistada tinha dado uma dica valiosa pro tema dela. E isso acontece porque eles ficam preocupados em seguir o roteiro à risca e esquecem que a entrevista é uma conversa viva. Quando pego esse erro na hora, costumo interromper gentilmente e apontar o momento exato em que dá pra explorar mais com base no que foi dito. Isso ajuda eles a perceberem como podem ser mais flexíveis.

Agora, lidando com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí as estratégias têm que ser adaptadas mesmo. Pro Matheus, eu tento dividir as atividades em partes menores e mais concretas. Ele se beneficia muito de um tempo mais subdividido, então faço uns intervalos curtos entre uma parte e outra da atividade pra ele dar uma despressurizada. Também uso recursos visuais como gráficos ou cartazes pra ajudar ele a entender o fluxo da entrevista. Com ele, o que não funcionou foi deixar ele só com texto pra ler e interpretar sozinho por muito tempo.

Pra Clara, eu percebi que ela se dá melhor quando tem um ambiente mais previsível e menos barulhento. Então às vezes organizo um espaço mais tranquilo pra ela trabalhar, longe do agito da sala toda. Ela também responde bem quando uso materiais visuais bem claros e estruturados. Algo que funcionou muito foi usar cartões coloridos com palavras-chave ou perguntas pra ela ter como referência durante a entrevista. Sabe o que não deu certo? Enfiá-la direto num grupo grande sem um preparo prévio ou explicações detalhadas.

Bom, gente, acho que é isso por hoje sobre essa habilidade e essas experiências na sala de aula. Cada dia é um aprendizado novo pra mim também. Se puderem compartilhar como vocês lidam com essas situações parecidas, seria ótimo. Vou adorar trocar umas ideias. Valeu pela atenção e até a próxima!

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