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EF89LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar entrevistas orais com pessoas ligadas ao fato noticiado, especialistas etc., como forma de obter dados e informações sobre os fatos cobertos sobre o tema ou questão discutida ou temáticas em estudo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, partindo do levantamento de informações sobre o entrevistado e sobre a temática e da elaboração de um roteiro de perguntas, garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática, realizar entrevista e fazer edição em áudio ou vídeo, incluindo uma contextualização inicial e uma fala de encerramento para publicação da entrevista isoladamente ou como parte integrante de reportagem multimidiática, adequando-a a seu contexto de publicação e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática.

LeituraEstratégias de produção: planejamento, realização e edição de entrevistas orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP13 da BNCC parece complicada quando a gente lê, mas na prática, é tudo uma questão de organizar o pensamento e a fala dos meninos. Basicamente, a ideia é eles aprenderem a entrevistar de forma organizada: sabem o que perguntar, pra quem perguntar, e como montar isso de um jeito que faça sentido. Antes disso, no 7º ano, a galera já estava familiarizada com alguns gêneros textuais e a importância de se comunicar bem. Agora, eles têm que juntar essas habilidades: planejamento, execução e edição de uma entrevista. É tipo fazer eles entenderem que não é só chegar e sair perguntando qualquer coisa. Eles têm que saber por que aquela pergunta é importante e como essa entrevista vai ser usada depois.

Eu sempre começo explicando que uma entrevista boa depende de conhecer bem o tema e a pessoa que vai ser entrevistada. Então, tem todo um trabalho prévio: pesquisar sobre o assunto, entender o contexto, pensar nas perguntas que vão realmente trazer informações relevantes. E depois que a entrevista tá feita, vem a edição: escolher os melhores trechos, contextualizar tudo bonitinho e fechar com uma conclusão que amarre a conversa. Parece complicado? Pode ser um pouco no começo, mas os meninos pegam rápido.

A primeira atividade que faço é chamada "Quem é você?". É bem simples. Eu peço pra turma se organizar em duplas e cada um tem que entrevistar o colega sobre um tema simples: pode ser “um dia inesquecível”, por exemplo. Eu dou dez minutinhos pros meninos conversarem e montarem um roteiro com cinco perguntas. Depois disso, eles têm mais cinco minutos pra conduzir a entrevista com o colega. O material que uso é só papel e caneta mesmo. A ideia é ser rápido e direto pra eles pegarem o ritmo da coisa. Na última vez que fizemos isso, teve uma dupla, o João e a Mariana, que improvisou um microfone com um lápis! Eles fizeram as melhores perguntas sobre uma viagem da Mariana pro interior de Goiás. O exercício foi divertido e fez o pessoal perceber a diferença entre perguntar algo bacana ou só enrolar.

Outra atividade interessante é a "Entrevista com o especialista". Aí já é mais elaborada. Eu levo um amigo ou conhecido meu que entende de um tema específico. Na última vez chamei o Luís, que é biólogo e falou sobre biodiversidade aqui no Cerrado. Antes disso, a turma toda precisava pesquisar sobre o Cerrado e fazer um levantamento sobre quais questões eram importantes pra entender melhor esse bioma. Eles tinham cerca de uma semana pra se preparar. Dividi a sala em grupos de quatro ou cinco alunos pra cada grupo montar seu roteiro de perguntas. No dia da entrevista com o Luís, cada grupo teve tempo de fazer duas perguntas principais, então eles precisavam escolher bem quais perguntas queriam priorizar. A reação foi ótima; enquanto uns ficavam nervosos pra fazer as perguntas certas, outros até se empolgaram demais! O Pedro perguntou se tinha alguma cobra gigante no Cerrado — meio fora do roteiro planejado — mas rendeu boas risadas!

E finalmente, quando toda essa parte oral fica bacana, eu parto pra parte de edição em áudio ou vídeo. Nesse ponto usamos os celulares dos próprios alunos pra gravação (todo mundo tem um hoje em dia). A tarefa aqui é gravar uma introduçãozinha explicando quem vai ser entrevistado e qual o tema da entrevista antes de começar a fazer as perguntas gravadas. Depois gravam a conclusão deles sobre o que aprenderam ou acham importante daquela conversa toda. Existem apps gratuitos de edição simples que lhes mostrei como usar — nada sofisticado, mas dá conta do recado. Eles têm duas aulas para concluir essa etapa — cerca de 100 minutos no total. A última vez caiu como uma luva porque coincidiu com um projeto maior sobre consumo consciente na escola. O grupo da Ana Clara fez uma entrevista incrível com a professora de Ciências sobre reciclagem e editou direitinho pra apresentar na feira cultural da escola.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade ajuda os meninos não só na comunicação oral e escrita mas também faz com que pensem criticamente sobre como obter e apresentar informações de forma relevante e coerente. Além disso tudo, ainda promove aquela interação bacana entre eles e instiga a curiosidade natural sobre os temas discutidos em sala.

Bom, pessoal, espero ter ajudado! Qualquer dúvida ou sugestões diferentes de atividades me fala aí! Abraços!

Continuando aqui sobre a habilidade EF89LP13, a gente sabe que os meninos estão pegando a ideia quando começa a rolar uma troca mais madura entre eles. Tipo assim, tô circulando pela sala enquanto eles estão em grupos discutindo as perguntas que vão fazer numa entrevista fictícia que eu propus. Daí, o Pedro vira pra Ana e solta: "Mas será que essa pergunta vai fazer sentido pro entrevistado? A gente tá buscando saber isso mesmo?" Quando vejo essas sacadas, já sei que estão começando a internalizar o processo.

Ou então, quando eu ouço a Mariana explicando pro João: "Cara, esse jeito de perguntar parece mais interrogatório do que entrevista... tenta reformular pra não deixar a pessoa desconfortável." Aí penso: "Poxa, Mariana tá ligada!" E não é só isso, às vezes, na roda de conversa que faço no final da aula pra eles refletirem sobre o trabalho do dia, aparecem comentários tipo: "Ah, percebi que se a gente não souber bem o que quer perguntar, fica tudo confuso e a pessoa não responde o que a gente precisa." Essas impressões deles são sinais de que tão no caminho certo.

Agora os erros comuns... Olha, tem uns clássicos. O Lucas, por exemplo, vive começando as entrevistas sem se apresentar direito ou sem contextualizar o entrevistado. Aí eu paro ele na hora e digo: "Lucas, se você não explicar quem você é e por que tá fazendo essa entrevista, como espera que o entrevistado se abra com você?" Acho que ele fica meio empolgado e esquece dessa parte essencial de entrada.

Já a Júlia tem mania de fazer perguntas muito fechadas, tipo "Você gosta de história?" em vez de algo mais aberto como "O que te fascina na história?" Eu percebo que é falta de confiança na hora de formular a pergunta e medo da resposta se alongar demais. Quando pego isso durante as simulações, paro e tento deixar ela mais à vontade: "Júlia, pensa que quanto mais aberta a pergunta, mais rico vai ser o material que você pode conseguir pra sua entrevista."

Sobre o Matheus com TDAH, olha... com ele preciso estar sempre buscando formas de prender a atenção sem sobrecarregar. Uma coisa que funciona muito é dividir a atividade em partes menores e dar um tempo definido pra cada uma. Tipo assim: primeiro pensar nas perguntas (10 minutos), depois discutir no grupo (15 minutos) e por aí vai. Ele também se beneficia bastante quando uso recursos visuais pra apoiar as instruções. Coisas simples como infográficos ou mapas mentais ajudam ele a visualizar melhor o processo e focar.

Com a Clara que tem TEA é um pouco diferente. Ela precisa de um ambiente mais organizado e previsível. Então sempre deixo claro o cronograma da aula e aviso com antecedência qualquer mudança. Durante as atividades em grupos, às vezes coloco ela com colegas específicos que sei que conseguem dar aquele apoio extra sem pressionar. E olha, uma coisa interessante é que ela adora usar tecnologia! Quando possível, deixo ela escrever as perguntas no computador ou tablet, parece ajudar ela a estruturar melhor o pensamento.

O que não deu certo? Ah, já tentei uma vez fazer todo mundo participar de um debate improvisado pensando em ajudar no desenvolvimento da habilidade. Pro Matheus foi caótico demais porque ele perdeu o foco rápido com tantas vozes ao mesmo tempo. E pra Clara foi desafiador demais lidar com a imprevisibilidade das falas. Aprendi aí que preciso sempre adaptar as atividades conforme preciso deles.

Bom, gente... é isso aí! Cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a nós estarmos atentos e nos adaptarmos. E olha... apesar dos desafios diários, nada paga ver o progresso deles quando essas pecinhas começam a se encaixar! Valeu pela troca aqui no fórum. Até a próxima!

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