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EF89LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva aqui assumida etc.

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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, vou falar um pouco sobre como costumo trabalhar essa habilidade do EF89LP15 da BNCC com a minha turma do 8º Ano. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os meninos a usar aquelas palavrinhas que ajudam a defender suas ideias e também mostrar que ouviram o que o outro disse. Então, é tipo quando eles precisam dizer "eu concordo", "discordo", ou até "do meu ponto de vista", sabe? A ideia é que eles consigam participar de um debate de maneira mais estruturada, argumentando de forma clara e sabendo dialogar respeitosamente com as opiniões dos colegas.

Bom, se a gente for pensar no que a turma já sabia da série anterior, no 7º Ano, eles já começavam a desenvolver a capacidade de expressar suas opiniões. Só que agora, no 8º Ano, a gente aprofunda isso pra que eles consigam não só falar o que pensam, mas também reconhecer e interagir com a perspectiva dos outros. É aquela coisa de não só soltar um "eu acho isso", mas também saber perguntar ou responder "por que você acha isso?" ou "como você chegou a essa conclusão?". E sempre mantendo o respeito, né?

Uma das atividades que faço é um debate em sala sobre temas atuais. Divido a turma em pequenos grupos e cada grupo escolhe um tema pra debater. Pode ser algo que tá bombando nas redes sociais ou na TV, tipo políticas públicas ou questões ambientais. Eu gosto de usar artigos de notícias impressos como material base. Cada grupo lê seu artigo e depois tem uns 30 minutos pra se preparar. Um grupo apresenta seus argumentos enquanto o outro faz perguntas ou contrapõe. Dura uns 15 minutos cada debatezinho. Os meninos geralmente reagem bem, ficam empolgados de poder falar e se expressar. Lembro bem da última vez que fizemos isso e o Pedro ficou super empolgado defendendo a importância das energias renováveis e a Ana Clara levantou uns pontos ótimos sobre os desafios econômicos dessa transição. Foi interessante porque eles usaram muito bem essas expressões da habilidade, tipo "concordo parcialmente com o que você disse".

Outra atividade que faço é um painel de discussão onde todos participam ao mesmo tempo. Escolho um tema central e coloco uma pergunta-problema no quadro. Cada aluno escreve sua opinião num papelzinho e coloca num mural improvisado que faço com cartolina. Depois, lemos algumas respostas em voz alta e discutimos em conjunto. Isso leva mais ou menos uma aula inteira. Costumo usar temas mais polêmicos pra instigar mesmo, como "A tecnologia nos aproxima ou nos afasta?". Os resultados são bem legais! Da última vez, o Lucas fez uma observação sobre como os jogos online ajudaram ele a fazer amigos durante a pandemia, enquanto a Isabela apontou que o uso excessivo do celular na hora do almoço afastava ela dos irmãos. Eles se ouviram bem e usaram várias expressões da habilidade pra concordar ou discordar.

A terceira atividade que gosto de fazer é um jogo chamado "Roda de Argumentos". Funciona assim: eu crio cartas com afirmações provocativas sobre algum tema (tipo "a escola deve acabar com os deveres de casa" ou "a internet deveria ser regulada pelo governo") e distribuo entre os alunos que formam um círculo. Cada aluno lê sua carta em voz alta e começa dizendo se concorda ou discorda, justificando com ideias próprias e usando as expressões da habilidade pra interagir com quem falou antes dele. É rápido, uns 20 minutos no máximo por rodada, mas é muito eficaz! E eles adoram porque parece mais uma conversa solta do que uma atividade formal. Na última vez que jogamos, o João fez todo mundo rir ao dizer que ele concordava com o fim dos deveres porque isso daria mais tempo pra ele aprimorar suas habilidades de guitarra!

Essas atividades ajudam muito na fluência deles ao usar operadores argumentativos, além de melhorar a capacidade de ouvir e respeitar a opinião dos outros. Claro que nem sempre é perfeito; às vezes alguém se empolga demais e esquece as regras do jogo, mas aí faz parte do aprendizado também, né? E cada vez mais vejo como eles vão ganhando confiança pra defender suas ideias sem desrespeitar os colegas.

No fim das contas, acredito que essas práticas realmente ajudam eles a desenvolver não só habilidades linguísticas importantes mas também competências sociais super valiosas pro futuro deles. E se tiverem outras dicas ou experiências pra compartilhar, tô por aqui pra trocar figurinhas!

Bom, se a gente for pensar no dia a dia da sala de aula, é sempre um desafio perceber se os meninos realmente aprenderam uma coisa ou não, sem a tal da prova formal. Mas eu fico ali, circulando na sala, prestando atenção nas conversas, e dá pra perceber uns sinais bem claros de que eles estão entendendo o conteúdo. Sabe quando você vê um aluno explicando pro outro como usar aquelas palavrinhas mágicas que a gente ensina? É ali que você percebe que eles internalizaram. Teve uma vez que o Pedro tava lá, tentando argumentar com a Ana sobre um tema de debate. E ele virou pra ela e falou bem assim: “Do meu ponto de vista, isso não faz muito sentido porque...”. E eu só fiquei ali no meu canto pensando “ah, esse entendeu mesmo”.

Outra situação que me marcou foi quando a Mariana, que é bem quietinha, começou a discordar do João durante uma discussão em grupo. E ela foi tão polida, dizendo “Eu vejo de um jeito diferente, João. Acho que...”. Nessa hora eu pensei: missão cumprida! Essas situações mostram que eles tão usando aquilo que a gente ensina de uma forma natural, que é o melhor jeito de perceber o aprendizado.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, tem uns padrões que são clássico. A Sofia, por exemplo, sempre esquece de usar as expressões de concordância ou discordância. Ela já começa direto com a opinião dela e às vezes parece até meio rude. Isso acontece porque é natural deles quererem logo expressar o que pensam sem dar aquele tempinho pra considerar o que o outro falou. E aí eu sempre tento pegar isso na hora. Paro tudo e digo: “Sofia, tenta começar concordando ou discordando do que o colega disse primeiro”. Com paciência e repetição ela vai pegando a manha.

Outro erro comum é usar as palavras erradas pra se referir ao próprio ponto de vista ou ao do outro. Tipo o Gabriel falando “Eu também discordo” quando ele quer dizer “Eu concordo”. Dá uma confusão danada! Então eu paro e faço uma mini revisão ali na hora: “Gabriel, o que você quis dizer mesmo? Vamos tentar de novo?” E assim ele vai ajustando.

Agora falando do Matheus e da Clara... Ah, esses dois me ensinam tanto quanto eu ensino pra eles. O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações nas atividades pra conseguir focar melhor. Eu comecei a dar pra ele algumas tarefas em partes menores e uso muito timer. Ele sabe que tem aquele tempo X pra fazer uma parte da atividade e isso ajuda demais. Também deixo ele levantar e dar umas voltas pela sala pra espairecer. Isso funciona bem. Uma vez tentei usar uma tabela cheia de adesivos coloridos pro Matheus marcar as etapas concluídas, mas ele ficou mais entretido com os adesivos do que com a tarefa... Então é sempre testando e ajustando.

Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é um pouco diferente. O visual ajuda muito com ela, então eu criei uns cartõezinhos com as frases prontas tipo “Eu concordo”, “Eu discordo” com desenhos representativos de cada expressão. Isso ajuda ela a se localizar na conversa. Às vezes ela se perde quando a discussão fica muito rápida, então dou um tempinho extra pra ela processar e responder no ritmo dela. Uma coisa que não funcionou foi tentar colocar ela em grupos grandes logo de cara; ela ficou bem sobrecarregada. Então agora começamos devagarinho, em duplas ou trios onde ela se sente mais segura.

A gente vai aprendendo junto todo dia né? Acho que o segredo é observar bastante e estar disposto a adaptar sempre que precisar. No fim das contas, cada aluno é único e o jeito como eles aprendem também.

Bom pessoal, espero ter ajudado compartilhando essas experiências aí da minha turma. Adoro ouvir como vocês lidam com essas coisas também! Qualquer coisa tô por aqui, vamos trocando ideia! Abraço!

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