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EM13CNT310Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Investigar e analisar os efeitos de programas de infraestrutura e demais serviços básicos (saneamento, energia elétrica, transporte, telecomunicações, cobertura vacinal, atendimento primário à saúde e produção de alimentos, entre outros) e identificar necessidades locais e/ou regionais em relação a esses serviços, a fim de avaliar e/ou promover ações que contribuam para a melhoria na qualidade de vida e nas condições de saúde da população.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT310 da BNCC, quando a gente lê o texto oficial, parece um bicho de sete cabeças, mas na prática é mais simples do que parece. O lance é fazer os alunos pensarem sobre os serviços que a gente usa todo dia e como isso afeta a nossa vida. Então, não é só entender o que é saneamento ou energia elétrica, mas investigar como esses serviços estão funcionando no nosso bairro, na nossa cidade, e o que dá pra melhorar pra aumentar a qualidade de vida da galera.

Na prática, os meninos precisam conseguir olhar pra própria realidade e identificar o que tá faltando ou onde as coisas podem melhorar. Por exemplo, eles têm que saber ver se o posto de saúde do bairro tá atendendo como deveria ou se a coleta de lixo acontece com a frequência necessária. Nessa altura do campeonato, eles já devem ter uma noção básica dos serviços públicos, porque lá no nono ano já começamos a falar um pouco disso, mas agora o foco é investigar e analisar de verdade, sabe? E de quebra, pensar em soluções possíveis.

Bom, aí na sala eu faço algumas atividades pra colocar isso em prática. Vou contar três delas que têm dado certo. A primeira é uma pesquisa de campo bem simples. Eu peço pra galera se dividir em grupos de uns cinco alunos e escolher um serviço básico que eles acham importante. Eles têm que entrevistar pessoas da comunidade, pode ser os vizinhos mesmo, sobre como aquele serviço tá funcionando. Por exemplo, o grupo do João da última vez escolheu transporte público. Eles foram perguntar pros moradores sobre os horários dos ônibus, se eles passam direitinho e se tem ponto perto da casa deles. Pra isso eu só preciso de papel e caneta mesmo, e o tempo total pra essa atividade é de umas duas semanas: uma semana pra eles fazerem as entrevistas e outra pra consolidar os dados e montar uma apresentação.

A segunda atividade é uma roda de conversa. Depois das pesquisas, a turma inteira se junta pra discutir os resultados que cada grupo encontrou. Juntamos todas as cadeiras num círculo e cada grupo apresenta suas conclusões por uns dez minutos. Quando o grupo do João fez a apresentação deles, por exemplo, eles falaram que descobriram que muita gente reclamava dos atrasos dos ônibus e da falta de segurança nos pontos à noite. Aí os outros alunos deram sugestões do que poderia ser feito, tipo aumentar a fiscalização ou melhorar a iluminação pública. Eu gosto dessa atividade porque ela dura só uma aula e todo mundo participa ativamente.

E olha essa terceira atividade: fazer uma proposta de intervenção! Isso mesmo, tipo um mini-projeto de ação social. Cada grupo escolhe uma das melhorias discutidas e desenvolve um plano simples que poderia realmente ser implementado. Aí eles escrevem um texto curto explicando o problema e sugerindo ações práticas para resolvê-lo. Quando fizemos isso da última vez, a turma se empolgou tanto que dois grupos acabaram indo apresentar as propostas numa reunião do conselho comunitário do bairro! O grupo da Maria sugeriu criar um mutirão de limpeza em ruas específicas onde o caminhão de lixo não passava com frequência suficiente.

Os alunos geralmente gostam dessas atividades porque elas são bem pé no chão, não fica só na teoria. E também dá espaço pra criatividade deles, porque quando chegam na parte da proposta de intervenção, podem pensar fora da caixa. E quem não gosta muito de escrever acaba se saindo bem nas entrevistas ou nas discussões orais.

Ah, e tem uma coisa engraçada: toda vez que começamos esse projeto, alguém pergunta meio incrédulo "Professor, sério mesmo que a gente vai sair entrevistando os vizinhos?". E eu sempre respondo "Sim! Esse conhecimento tá mais perto da gente do que parece". E aí vira aquela coisa de descobrir histórias incríveis dos próprios bairros onde moram.

Acho muito bacana ver os meninos se envolvendo com essas questões porque muitas vezes reclamamos dos serviços públicos sem saber direito como eles funcionam ou porque falham. E ao final das atividades dá pra perceber que eles saem com outro olhar sobre o lugar onde vivem e se sentindo mais parte ativa dessas mudanças que querem ver acontecer.

Bom pessoal, era isso que eu queria compartilhar com vocês hoje. Essas experiências têm sido muito positivas aqui na sala e espero que inspire outros professores também! Abraço!

Aí pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EM13CNT310. Já falei das atividades que curto fazer com os alunos, mas acho legal explicar como eu sei que eles estão aprendendo. Porque, na real, a gente não precisa sempre de prova formal pra perceber isso. No dia a dia mesmo, em sala de aula, dá pra sacar quando o aluno pegou a ideia. Tipo, quando tô circulando pela sala e ouço as conversas, é ali que tá o ouro. Quando o José vira pro João e diz "mas a gente tá sem coleta seletiva no bairro porque tal coisa", ou quando a Ana explica pra Beatriz como que a falta de energia elétrica afeta a segurança lá onde ela mora. É nesses momentos que você percebe: "ah, esse entendeu".

Outro exemplo foi uma vez que eu pedi pra galera fazer uma apresentação sobre os serviços de transporte na cidade. A Maria começou a falar sobre as linhas de ônibus e como os horários não fazem sentido. Quando ela fez aquelas conexões que você não espera, tipo relacionar isso com o tempo que as pessoas têm pra curtir com a família, eu pensei: "pronto, é isso!". Ela entendeu.

Agora, erro comum... tem uns clássicos. O Pedro, por exemplo, direto confunde causa com consequência. Ele chega e me diz que a poluição causa a falta de saneamento básico — e não o contrário! Aí vejo que ele ainda tá meio perdido. Então eu paro tudo e explico na hora com exemplos do dia a dia dele. Pergunto: "Pedro, lembra daquele córrego lá perto de casa? A qualidade da água lá afeta como?". E aí ele vai conseguindo organizar melhor as ideias.

Outra coisa é quando eles esquecem de considerar o contexto geral. Tipo assim, a Joana só foca na questão da coleta de lixo sem perceber que a falta de reciclagem também tá ligada ao consumo excessivo da galera por lá. Então a gente volta pra questão inicial e eu pergunto: "Joana, mas quem consome tudo isso? Como você pode fazer diferente?". É puxar eles de volta pro todo.

E aí tem o Matheus que tem TDAH. Com ele, eu preciso adaptar algumas coisas. Por exemplo, em atividades muito longas, ele perde o foco rapidinho. Então uso muito material visual com ele — tipo infográficos ou pequenos vídeos — porque ajudam ele a se manter engajado. E divido as tarefas em partes menores. Em vez de pedir um texto longo sobre o uso da água na comunidade, peço pequenos depoimentos em vídeo ou áudio que ele pode gravar no celular.

Já com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela se beneficia bastante com uma rotina bem definida e previsível. Então sempre deixo claro o cronograma do dia logo no começo da aula e faço uso de objetos sensoriais pra ajudá-la na concentração durante as tarefas. Uma vez usei um mapa tátil das regiões da cidade pra ela explorar onde ficam os principais serviços públicos e isso ajudou demais.

Agora, nem tudo funciona, viu? Tentei uma vez usar uma atividade em grupo grande com a Clara pensando em socialização e foi meio desastroso porque ela ficou sobrecarregada com tantas interações ao mesmo tempo. Aí percebi que é melhor deixá-la trabalhar em pares ou grupos menores onde ela se sente mais segura.

E no fim das contas, é isso aí: cada aluno tem seu jeito de aprender e de se conectar com o conteúdo. O importante é criar um ambiente onde eles se sintam à vontade pra explorar e expressar essas conexões.

Bom gente, acho que é isso por hoje. Espero ter contribuído aí com algumas ideias pra quem também tá lidando com essa habilidade nas aulas. Qualquer coisa, tô por aqui. Abraço!

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