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EM13LGG603Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e coletivos nas diferentes linguagens artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro) e nas intersecções entre elas, recorrendo a referências estéticas e culturais, conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e políticos) e experiências individuais e coletivas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, então vamos lá. Essa habilidade EM13LGG603 da BNCC parece meio complicada quando a gente lê pela primeira vez, mas no fundo ela é bem prática. É sobre fazer os meninos e meninas usarem a criatividade, cada um do seu jeito, e também trabalharem juntos, criando coisas novas usando as artes. Tipo, eles têm que colocar a mão na massa nas artes visuais, música, teatro, dança e até misturar tudo isso, sabe? E a ideia não é só criar por criar. Eles têm que trazer a cultura deles, as referências que eles conhecem lá de fora da escola, as experiências de vida deles. É botar um pouco do mundo deles na arte que fazem.

Aí você pode me perguntar: "Carlos, mas eles já vêm preparados disso do ano passado?" Bom, de alguma forma sim, né? No primeiro ano do ensino médio a gente já começa a introduzir essa ideia de expressar individualidade e trabalhar em coletivo. Mas agora no segundo ano, o negócio ganha mais camadas. Eles já têm uma base e a gente aprofunda, trazendo a necessidade de usar referências culturais e históricas. É como se eles tivessem que ampliar o olhar e trazer mais vida e história pras criações.

Agora vou contar o que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade. Uma das atividades que sempre faço é a famosa "Oficina de Colagem Cultural". Os materiais são simples: revistas velhas, tesoura, cola e cartolina. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco pessoas e dou um tema pra eles se inspirarem, tipo "identidade", "o futuro", ou "nossa cidade". Eles têm cerca de duas aulas pra fazer a colagem e depois apresentam pros colegas. E olha só, na última vez que fiz isso rolou uma coisa muito bacana. O Joãozinho, que sempre foi meio quietão e reservado, se soltou contando a história por trás da colagem do grupo dele sobre identidade. Ele trouxe umas referências da família dele que ninguém conhecia e foi lindo ver como os colegas respeitaram e se interessaram em aprender mais sobre aquilo.

Outra atividade que faço é chamada "Slam de Poesia". Aqui o material necessário é só papel e caneta, mas eu deixo aberto pra eles usarem o celular pra pesquisa ou como quiserem. Cada aluno cria um poema autoral sobre um tema escolhido pela turma – geralmente coisas que estão no noticiário ou que eles têm vivido. Aí organizo um evento em sala mesmo onde cada um apresenta seu poema pros outros. O legal é ver como a galera usa referências musicais ou até falas de filmes nas poesias deles. Na última vez que fizemos isso, a Ana mandou super bem. Ela trouxe um poema incrível sobre desigualdade social e usou trechos de músicas do rap nacional como referência. A turma ficou super impressionada e rolou até debate depois.

Por fim, tem uma atividade que é sucesso garantido: "Cena Improvisada". Aqui usamos um material mais flexível: caixas de papelão, panos velhos e qualquer outra coisa que possa servir de figurino ou cenário improvisado. Divido a turma em grupos pequenos e eles têm um tempo curto (tipo meia aula) pra montar uma cena teatral baseado num tema surpresa que dou na hora. Depois apresentam pro resto da classe. Na última execução dessa atividade o Lucas saiu com uma ideia super inusitada: uma cena sobre um futuro onde máquinas substituem sentimentos humanos. Ele usou como cenário umas caixas de papelão empilhadas representando prédios frios e sem vida. O interessante foi ver como ele trouxe referências de ficção científica dos filmes que assiste pra construir a narrativa.

E aí o que percebo nessas atividades é como os alunos ficam mais engajados quando podem trazer um pouco do mundo deles pra sala de aula. Eles se sentem valorizados ao perceberem que suas histórias pessoais importam e podem se transformar em arte. Além disso, essas atividades coletivas ajudam muito no desenvolvimento do respeito pelo trabalho dos outros e na prática de ouvir o outro – habilidades importantíssimas pra vida toda.

Bom, é isso gente. Eu vejo essa habilidade como uma forma de realmente conectar o conteúdo da escola com o dia-a-dia dos alunos e prepará-los não só academicamente mas também emocionalmente pro mundo lá fora. Se tiverem alguma ideia ou outra experiência pra compartilhar sobre isso também estou aqui pra ouvir!

E aí, continuando aqui sobre a habilidade EM13LGG603. Olha, pra saber se os meninos tão pegando o jeito da coisa, eu não fico só naquelas provas formais, não. Eu gosto mesmo é de ficar circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, nas expressões, no jeito que mexem no material. Tipo assim, quando eu percebo que eles tão discutindo entre si sobre como fazer uma cena de teatro ou qual música escolher pro vídeo que tão produzindo, já é um sinal de que a coisa tá fluindo.

Teve uma vez que a Joana tava explicando pro Lucas como ela pensou na coreografia que eles iam usar na apresentação de dança. Ela descrevia como queria transmitir uma emoção específica através dos movimentos e o Lucas ouvia atentamente, até dava umas sugestões. Aí pensei: “Ah, esse grupo entendeu a proposta”. Ou quando vejo o Rafael todo empolgado mostrando pro grupo dele um desenho que fez e explicando as referências que usou. Esses momentos são ouro pra gente perceber que o aprendizado tá acontecendo no dia a dia.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha… tem uns que aparecem sempre. Tipo o Pedro, que é super criativo mas às vezes se empolga tanto que esquece de alinhar as ideias com o grupo. Aí o projeto fica meio desconexo porque cada um tá indo pra um lado diferente. Isso acontece porque a galera às vezes não dá tanta importância pro planejamento antes de começar a criar. Eu sempre tento reforçar que antes de sair fazendo, é preciso ter uma conversa clara com todo mundo do grupo pra organizar as ideias.

Outra situação comum é quando eles confundem referências culturais com copiar algo já existente. A Luana uma vez trouxe uma música de um artista famoso e queria usar na íntegra num projeto de vídeo da turma. Eu expliquei pra ela que a ideia era se inspirar e não reproduzir igualzinho. A gente acabou conversando sobre como ela podia misturar elementos da música com outras influências dela própria.

Sobre como lido com o Matheus e a Clara, é assim: cada um tem suas necessidades e eu vou adaptando as coisas à medida que vamos nos conhecendo mais. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de foco nas tarefas. Então, eu costumo dividir as atividades em etapas menores pra ele se concentrar numa coisa por vez. Se o projeto é criar uma peça de teatro, por exemplo, primeiro ele pensa só no tema, depois só nos personagens, e por aí vai. Ah, eu também deixo ele escolher aonde quer sentar na sala, porque ele se sente melhor num canto mais tranquilo onde não tem tanto barulho.

Já a Clara que tem TEA gosta de seguir uma rotina bem definida e às vezes não se sente confortável em atividades em grupo com muitos alunos ao mesmo tempo. Então eu crio pares menores em vez de grupos grandes quando possível e dou um cronograma bem claro das atividades do dia. E pra ela funcionar bem, uso materiais visuais mais estruturados, tipo um storyboard pronto pra ela encaixar as ideias dela.

Uma coisa que não deu muito certo foi quando tentei deixar eles livres demais sem qualquer guia nas primeiras aulas. O Matheus ficou meio perdido e a Clara não sabia por onde começar. Aprendi rapidinho que precisava dar pelo menos um ponto de partida mais firme antes de soltar as rédeas.

Bom, então acho que é isso por hoje pessoal! Espero ter ajudado um pouco com essas histórias e dicas aí do dia a dia na sala. Tô por aqui no fórum se alguém quiser trocar mais ideias ou tiver perguntas também! Grande abraço!

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