Voltar para Matemática e suas Tecnologias 1º EM Ano
EM13MAT104Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar taxas e índices de natureza socioeconômica (índice de desenvolvimento humano, taxas de inflação, entre outros), investigando os processos de cálculo desses números, para analisar criticamente a realidade e produzir argumentos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, quando a gente fala dessa habilidade EM13MAT104 da BNCC, estamos falando de algo muito importante pra vida dos alunos. Não é só sobre entender números ou saber fazer conta. É sobre entender como esses números afetam a nossa vida e o que eles significam na prática. A habilidade é sobre interpretar taxas e índices, tipo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), taxas de inflação e outras coisas que parecem complicadas, mas são super relevantes no nosso dia a dia.

Na prática, o que a gente quer é que o aluno veja uma notícia no jornal dizendo que a inflação subiu e entenda o que isso significa na vida dele, na família dele. Ou quando falam que o IDH de um país é tanto, eles conseguem pensar: “Poxa, isso quer dizer que lá as pessoas têm mais ou menos qualidade de vida.” É uma questão de ler a realidade ao nosso redor e poder argumentar sobre ela com uma base sólida. Isso se conecta com muita coisa que a galera já viu em anos anteriores, tipo porcentagem, média, gráficos. Tudo isso dá aquela base pra eles começarem a interpretar esses dados mais complexos.

Agora vou contar como eu trabalho isso em sala. Primeiro, gosto de começar com uma atividade simples usando notícias reais. Eu trago jornais ou imprimo matérias da internet falando sobre economia. Eu peço pra turma se dividir em grupos e cada um escolhe uma matéria pra ler e discutir. Eles têm que identificar qual taxa ou índice tá sendo falado ali e tentar explicar pro resto da turma do que se trata aquilo. Aí depois discutimos juntos: “O que isso muda na vida das pessoas?” Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Da última vez que fizemos isso, a Ana Clara ficou impressionada ao perceber como a inflação mexe até nos preços do mercado que ela frequenta todo mês.

Outra atividade que faço é um debate sobre IDH. Aí eu uso dados dos países mais desenvolvidos comparando com o Brasil. Primeiro dou um tempo (umas duas aulas) pra eles pesquisarem na internet sobre os indicadores do IDH: educação, renda e expectativa de vida. Depois dividimos a turma em dois grupos. Um defende que o IDH é um bom indicador do desenvolvimento de um país e outro critica, dizendo que ele não mostra tudo. As reações são muito boas! O Gustavo, por exemplo, sempre vem com argumentos fortes sobre saúde e educação influenciando diretamente na qualidade de vida.

Uma terceira atividade é uma simulação de inflação dentro da sala de aula. Essa é divertida! Eu dou pra cada grupo um orçamento fictício pras “compras do mês”. Aí coloco preços nos produtos comuns (arroz, feijão, leite) e faço um sorteio pra ver quanto cada item vai subir na próxima “rodada”. Eles têm que adaptar o orçamento conforme a inflação sobe nos produtos ao longo das aulas — normalmente fazemos isso por umas quatro aulas seguidas, tipo um jogo mesmo. Os alunos se empolgam demais! Vira quase uma competição saudável entre os grupos pra ver quem consegue terminar com mais produtos na cesta básica sem estourar o orçamento inicial. Da última vez, o João Pedro ficou chocado ao perceber como pequenos aumentos acabam fazendo uma diferença gigante no final do mês.

Eu uso essas atividades porque acho importante mostrar como matemática não é só número abstrato e fórmula chata. Tem tudo a ver com política, economia, nossa vida diária mesmo! E o legal é ver os alunos começando a entender isso também e perceberem o quanto podem usar esse conhecimento pra formar opiniões próprias e criticar aquilo que leem por aí. E eles se sentem mais confiantes quando percebem que conseguem debater sobre temas tão importantes assim.

Bom, galerinha, espero ter dado umas ideias legais aí pra quem tá querendo trabalhar essa habilidade na prática. Se alguém tiver sugestões ou quiser compartilhar o que tá fazendo também, manda aí! É sempre bom trocar experiência e aprender juntos, né? Abraço!

E aí, como é que eu sei se o aluno entendeu mesmo sem fazer uma prova? Bom, isso vem muito das observações do dia a dia. Quando estou circulando pela sala, dá pra sentir quando a ficha caiu. É aquele momento que você olha pro aluno e ele tá com o olhar atento, fazendo anotações que fazem sentido, ou até quando ele faz uma pergunta mais elaborada que mostra que ele tá pensando além do básico.

Teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e o Joãozinho tava explicando pra Mariazinha como ela podia usar uma regra de três simples pra entender umas porcentagens que estavam no material. Ele disse: "Olha, Maria, é só pensar assim: se o preço era 100 e agora é 110, a inflação foi de 10% porque aumentou 10 em cima de 100". Quando eu ouvi isso, pensei: "Ah, o Joãozinho pegou a ideia". Eu adoro quando eles explicam um pro outro porque fica claro que entenderam. Isso vale mais que qualquer prova.

Outra coisa é ouvir as conversas entre eles. Às vezes não vou nem mentir, eu fingo que tô distraído só pra pegar esses diálogos valiosos. Eles falam sobre coisas do dia a dia e tentam aplicar o que aprenderam. Tipo quando a Ana comentou com a amiga que o preço do leite subiu e tentou explicar por que isso afetava o bolso dos pais dela com base nas aulas. Isso é música pros meus ouvidos, galera.

Agora, os erros mais comuns... Ai ai... Tem de tudo um pouco. Um erro clássico é confundir porcentagem com valor absoluto. Tipo assim, o Pedro uma vez achou que um aumento de 20% no preço era igual a 20 reais a mais, sem levar em conta qual era o valor original. É um erro bobo mas muito comum. Isso acontece porque ainda tão se acostumando a pensar em termos relativos e não absolutos. Quando vejo isso na hora, paro tudo e volto nos exemplos práticos: "Imagina que um chocolate custa 5 reais... Se subir 20%, quanto custa agora? Não são 20 reais, né?" Aí eles começam a entender.

Outra confusão é com as taxas compostas. A galera muitas vezes acha que dá pra somar as porcentagens ano a ano como se fosse simples assim. A Maria uma vez achou que se a inflação foi de 10% num ano e de 5% no outro, então nos dois anos foi de 15%. Precisei mostrar pra ela que tem um cálculo diferente aí, usando exemplos do tipo "se você bota dinheiro na poupança...".

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA... Cada um tem seu jeitinho de aprender. Pro Matheus funciona bem dividir as atividades em partes menores e dar intervalos entre elas. Em vez de passar a aula toda num exercício só, eu coloco ele pra fazer uns pequenos desafios e depois dou um tempinho pra ele mexer com outra coisa. E uso recursos visuais também porque ajuda ele a focar melhor. O Matheus responde muito bem quando aplico jogos educativos, como aqueles de arrastar e soltar no tablet, porque mantêm ele interessado e ativo.

Já com a Clara, eu preciso ser um pouco mais organizado na rotina e claro nas instruções. Tudo pra ela precisa estar bem definido desde o começo da aula: o que vamos fazer, como vamos fazer e por quanto tempo cada coisa vai durar. Eu uso uns cartões visuais com ela pra ajudar na compreensão do conteúdo e dou uns avisos antes de mudar de atividade porque mudanças muito bruscas não funcionam bem.

Uma coisa que não deu certo foi tentar misturar esses métodos pros dois ao mesmo tempo. O que ajuda o Matheus pode dar errado pra Clara e vice-versa. Com o tempo aprendi a adaptar individualmente, mesmo que dê um pouquinho mais de trabalho.

Enfim, galera, sempre tem jeito da gente perceber quem tá entendendo e quem precisa de mais ajuda sem ter que aplicar prova formal. O segredo tá no dia a dia da sala de aula mesmo, nas interações que muitas vezes passam batido mas são ricas em informação sobre o aprendizado deles. E claro, cada aluno é único; personalizar ajuda muito mais do que insistir em um método só.

Bom, vou ficando por aqui. Espero ter ajudado alguém com essas histórias da minha turma. Se alguém tiver outra dica ou história parecida pra compartilhar, manda aí! Tamo junto nessa caminhada da educação! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13MAT104 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.