Oi, pessoal! Então, hoje eu quero falar de como eu trabalho a habilidade EM13MAT309 da BNCC com meus alunos do 2º ano do ensino médio. Em palavras simples, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a resolver e criar problemas que envolvam o cálculo de áreas e volumes de diferentes tipos de sólidos, como prismas, pirâmides e corpos redondos. E pra deixar a coisa mais prática e não só no papel, a ideia é usar situações do dia a dia, como calcular quanto material vai gastar pra pintar uma parede ou revestir uma caixa.
Esses meninos já vêm com uma bagagem do 1º ano, onde a gente trabalhou bastante a parte das formas geométricas planas, tipo calcular área de quadrado, retângulo, triângulo. O que eu faço agora é pegar essa base e adicionar uma dimensão: altura. Tipo assim, eles aprendem que um retângulo pode virar um paralelepípedo quando você dá altura pra ele, e aí tem que entender como calcular não só o perímetro da base, mas toda a área externa e o volume.
Uma das atividades que faço é chamada "Calculando o custo da pintura". Básico: dou uma caixa de papelão pra cada grupo (umas que arrumo no mercado mesmo) e peço pra eles calcularem quanto de tinta precisariam pra pintar a caixa toda. Divido a turma em grupos de quatro, porque isso ajuda na troca de ideias. Eles medem as dimensões com régua e depois fazem os cálculos. Dura umas duas aulas – na primeira eles medem e calculam, e na segunda discutimos os resultados em conjunto. Na última vez que fiz essa atividade, o João e a Beatriz se enrolaram um pouco nas contas, mas aí o grupo todo ajudou e eles acabaram entendendo melhor. Foi bacana ver como eles colaboram.
Outra atividade que rola bastante é o "Desafio do volume", onde levo umas garrafinhas PET cortadas em diferentes alturas e formas (tipo cilindro e cone). Cada aluno tem que calcular o volume das garrafas usando água. Eles enchem com água até certo ponto e medem com uma proveta. Essa atividade é legal porque mexe com a curiosidade deles – uns ficam surpresos ao ver quanta água cabe em formas diferentes. Da última vez, o Lucas ficou espantado porque achava que o cone ia caber mais água que o cilindro da mesma altura. Usamos uma aula inteira pra essa experiência mais prática.
E tem também o "Planejando o jardim", que é um projeto mais longo. Peço pra turma desenhar um minijardim usando formas geométricas sólidas para planejar canteiros e caminhos entre eles. Eles usam papel quadriculado pra desenhar a planta baixa e depois calculam a área dos canteiros pra ver quanto de terra precisariam comprar. Uso esse projeto pra trabalhar não só a matemática mas também um pouco de planejamento espacial. A galera adora soltar a criatividade nessa atividade. No ano passado, a Isabela fez um projeto super caprichado com um caminho em espiral que impressionou todo mundo na sala.
O legal é ver como essas atividades ajudam os alunos a enxergar a matemática fora do caderno, no mundo real mesmo. E outra coisa legal é que muitos começam a perceber que essas habilidades podem ser úteis em várias profissões, tipo arquitetura ou engenharia civil. E a gente sabe que quando eles veem como aquilo pode ser útil na vida deles, presta mais atenção.
Sempre tem aqueles que resistem um pouco no começo – acham trabalhoso ou complicado demais –, mas quando percebem que conseguem fazer as contas direitinho e entender como aplicar isso fora da escola, acabam ficando mais interessados. E sempre tento estar ali pra dar uma força quando vejo alguém tropeçando.
Acho importante lembrar também que usar tecnologias pode ser um super apoio nessas atividades. Às vezes uso uns aplicativos básicos no celular deles mesmo pra fazer simulações ou visualizações 3D dos sólidos que estamos estudando. Ajuda eles a visualizarem melhor as formas e entenderem como todos esses cálculos se conectam.
E é isso aí! Se alguém tiver ideias ou dicas de outras atividades pra essa habilidade, compartilha aí! É sempre bom trocar experiências e encontrar novas maneiras de engajar os meninos nessa aventura matemática. Abraço!
Oi, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EM13MAT309, quero contar como eu percebo que os alunos realmente aprenderam o que a gente tá trabalhando, sem precisar aplicar prova formal. Aí, eu sempre fico atento quando tô circulando pela sala, de olho nas conversas entre eles. É engraçado, mas você sabe que o aluno entendeu quando ele consegue explicar pro colega de um jeito que eu mesmo não conseguiria. Tipo, teve um dia em que o Pedro tava tentando resolver um problema sobre o volume de uma pirâmide. Ele tava meio perdido, mas aí a Ana chegou e começou a explicar pra ele usando uma comparação com aquele brinquedo de montar pirâmides que eles usavam na educação infantil. Ela falou: "Pensa nisso como se fosse aquele brinquedo, só que agora você precisa imaginar o espaço dentro dele". Quando vi isso, pensei: "Ah, essa menina tá afiada!"
E tem aquelas vezes em que o aluno tá desenrolando uma explicação e, do nada, ele mesmo solta um "Ah, agora entendi!" Daí você sabe que ele tá ligando os pontos. Outro dia, o Lucas tava discutindo com a Mariana sobre quanto tempo ia demorar pra encher uma piscina usando duas torneiras. Ele fez umas contas com ela e, mesmo errando no começo, ele percebeu sozinho onde errou e corrigiu. Essa capacidade de identificar e corrigir o próprio erro é um dos sinais mais claros de compreensão. Isso sem contar quando eles começam a usar termos do conteúdo fora do contexto da aula. Na hora do intervalo, ouvi o João falando com a galera sobre como calcular quantos pisos iam precisar pra reformar a quadra da escola. É nessas horas que você percebe que a coisa pegou.
Falando em erros comuns que eles cometem, não posso deixar de mencionar aqueles deslizes clássicos. Por exemplo, muitos deles confundem unidades de medida. A Juliana uma vez tava super empolgada calculando a área de um cilindro e acabou misturando centímetros com metros. Resultado: deu tudo errado! E isso acontece porque às vezes eles tão tão focados no cálculo em si que esquecem de checar as unidades. Quando pego um erro desse na hora, dou uma pausa e chamo a atenção pra importância de manter as unidades consistentes. Outra coisa comum é esquecer fórmulas básicas ou aplicá-las fora do contexto certo. Como o Felipe que usou a fórmula de área de cilindro pra calcular volume. Nessas horas eu costumo pedir pra eles revisitarem o enunciado do problema pra ver se faz sentido com o resultado que tão obtendo.
Agora, sobre a questão de lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Bom, com o Matheus eu preciso ser bem dinâmico na abordagem. Tarefas longas não funcionam muito bem pra ele, porque ele perde facilmente a concentração. Então divido as atividades dele em partes menores e dou pequenas pausas entre elas. Também uso recursos visuais mais chamativos e materiais manipulativos sempre que possível. Por exemplo, ao invés de só ler um problema escrito no quadro sobre volume de sólidos, eu dou pra ele modelos físicos pra mexer e entender melhor.
Já com a Clara, que tem TEA, preciso me atentar mais às instruções claras e diretas. Ela se sai melhor quando sabe exatamente onde vai chegar com a atividade. Uso também gráficos simples e cores para destacar etapas dos problemas ou fórmulas importantes. Uma estratégia que tem funcionado bem é oferecer exemplos práticos antes das tarefas teóricas – isso ajuda ela a fazer associações mais concretas.
Teve uma vez que tentei usar música durante uma atividade pra ver se estimulava mais engajamento geral da sala. Olha, não funcionou como eu esperava não! O Matheus ficou ainda mais distraído com a música e a Clara se incomodou com o barulho extra. Aí voltei atrás nessa ideia rapidinho.
Enfim, cada aluno tem seu jeitinho e suas necessidades diferentes né? Acho importante estar sempre atento pra ajustar as atividades de modo que todos se sintam incluídos e possam aprender no seu próprio ritmo.
Bom gente, vou ficando por aqui! Espero ter ajudado vocês a entender melhor como tento tornar essas aulas mais integradas e efetivas pros alunos. Bora trocar mais ideias nos próximos posts! Abraço!