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EM13MAT406Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Construir e interpretar tabelas e gráficos de frequências com base em dados obtidos em pesquisas por amostras estatísticas, incluindo ou não o uso de softwares que inter-relacionem estatística, geometria e álgebra.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13MAT406 da BNCC, a coisa soa meio complicada, mas na prática é mais simples do que parece. Essa habilidade é sobre fazer os meninos entenderem como construir e interpretar tabelas e gráficos de frequências. Isso tudo com dados que eles mesmos coletam, como se fossem pequenos pesquisadores. E a parte legal é que dá pra usar software que junta estatística, geometria e álgebra, mas também dá pra fazer de forma mais artesanal, digamos assim.

Na prática, a ideia é que os alunos consigam pegar um monte de números, entender o que eles significam e transformar isso em algo visual, como um gráfico. Antes, lá na série anterior, eles já tinham noções básicas de proporção e média, então agora a gente só aprofunda um pouco mais. Eles já sabem somar e dividir números, então o próximo passo é mostrar como esses números se comportam em situações do dia a dia.

Agora vou contar umas atividades que eu faço com a turma do 3º ano do ensino médio. A primeira atividade é bem divertida e todo mundo adora: é o "Dia da Pesquisa" na sala. Eu divido a turma em grupos de três ou quatro alunos. Aí cada grupo escolhe um tema de pesquisa que tenha a ver com o cotidiano deles. Por exemplo, na última vez que fizemos, o grupo da Julia escolheu pesquisar qual era o sabor favorito de sorvete da galera da escola. Eles saíram pela escola perguntando pros colegas e anotando as respostas.

Depois disso, voltamos pra sala e começamos a organizar esses dados em tabelas. Essa etapa leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Começamos com tabelas bem simples no papel mesmo. A turma se envolve bastante nessa parte porque são dados que eles mesmos coletaram. Quando eles já têm as tabelas prontas, aí sim levamos pro laboratório de informática e começamos a brincar com softwares simples, tipo Excel ou Google Planilhas. Eles aprendem a transformar aquelas tabelas em gráficos de barra ou pizza, por exemplo. É muito legal ver a reação deles quando veem os dados tomando forma num gráfico bonitão.

Uma outra atividade que eu gosto de fazer é chamada "Jornal Estatístico". A ideia aqui é a turma criar um mini-jornal usando dados reais da comunidade onde moram. Para isso, usamos uma folha A3 dobrada ao meio para fazer o jornalzinho. Divido a turma em duplas e cada uma fica responsável por uma "página" do jornal.

Eles precisam escolher um tema interessante, tipo quantas pessoas usam bicicletas para ir ao trabalho na região deles. Aí vão precisar coletar esses dados em casa ou no bairro durante uns dias. Depois, em sala de aula, transformam tudo isso numa reportagem com tabelas e gráficos feitos à mão mesmo.

Na última edição do Jornal Estatístico, o Pedro e o Rafael fizeram um trabalho bem bacana sobre o consumo de energia elétrica nas casas dos colegas e criaram gráficos de linha pra mostrar como o consumo variava durante os meses do ano. Todo mundo ficou impressionado com o resultado visual que eles conseguiram produzir só com lápis de cor e régua!

A terceira atividade é um desafio chamado "O Gráfico Misterioso". Eu monto alguns gráficos sem apresentar os dados originais pros alunos e entrego cópias pra turma toda. Divido eles em grupos e dou uns 30 minutos pra olharem os gráficos e tentarem descobrir quais dados poderiam ter gerado aqueles gráficos.

Esse exercício ajuda muito na interpretação crítica dos gráficos porque eles precisam discutir entre si sobre possíveis histórias por trás daqueles números. Na última vez que fizemos isso, teve até um momento engraçado quando a Ana Paula sugeriu que um gráfico de barras estava mostrando consumo de chocolate entre os alunos quando, na verdade, era sobre quantidade de horas de estudo semanal. As risadas ajudaram muito a descontrair e também aprender a importância de interpretar corretamente os gráficos.

Enfim, são esses momentos que fazem valer a pena ser professor. Ver a galera se engajando nas atividades e aplicando o que aprendem no dia a dia me dá uma satisfação enorme. Cada aluno tem seu ritmo, mas no final das contas todos acabam aprendendo não só matemática mas também habilidades valiosas pro futuro.

Espero que essas ideias ajudem vocês aí do fórum também! Qualquer coisa é só chamar pra gente trocar mais figurinhas. Abraço!

ar isso em algo visual, tipo um gráfico ou tabela, que faça sentido tanto pra eles quanto pra qualquer pessoa que veja. O bacana é quando chega aquele momento que você percebe que o aluno sacou a coisa. E olha, não tô falando de prova, não. Digo no dia a dia mesmo.

Circulando pela sala, eu vejo muito disso. Às vezes tô andando entre as mesas e escuto o Gabriel explicando pro amigo como ele organizou os dados da pesquisa deles. Ele fala com tanta segurança e clareza que você percebe que ele entendeu além do que foi passado. Quando um aluno consegue explicar pra outro, é sinal certo de que aprendeu. É tipo quando a Paula, que sempre foi meio tímida, se anima em mostrar o gráfico dela porque, nas palavras dela, "ficou bonitão e faz sentido". É nesses momentos que a gente vê o aprendizado acontecendo.

Outro sinal é nas conversas entre eles. Tem dia que parece que nem estão falando de matemática, mas aí você percebe que tão discutindo como fazer a média dos números ou qual tipo de gráfico é melhor. Já aconteceu de eu ouvir o Lucas corrigindo a Marcela sobre como calcular uma porcentagem porque ela tinha esquecido um detalhe importante, e ele fez isso de um jeito tão natural que me deixou animado.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem uns clássicos que sempre aparecem. A Letícia, por exemplo, tava empolgada com a tabela dela mas esqueceu de colocar a fonte dos dados. Isso é normal porque eles tão começando a lidar com essa coisa de pesquisa e esquecem que cada parte tem sua importância. Aí, eu dou aquele toque: "Letícia, lembra que sem fonte ninguém sabe de onde vieram os números e isso pode fazer diferença". Outro erro bem comum é na hora de interpretar os gráficos. O Pedro uma vez fez um gráfico lindo, mas na hora de explicar não conseguia dizer o que os dados mostravam de fato. Ele só dizia "tá aqui" e pronto. Aí eu chamei ele e falei: "Pedro, pensa assim: se você fosse explicar pra sua avó o que esse gráfico quer dizer sobre os dados dos alunos da sala, como faria?". Isso geralmente ajuda a clarear as ideias.

Com relação aos alunos com necessidades específicas como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu sempre busco adaptar as atividades pra eles também. Com o Matheus, eu tento fazer com que as tarefas sejam bem divididas em etapas pequenas e claras. Uso bastante material visual e gráfico porque facilita o foco dele. Teve uma atividade em que usei cartões coloridos pra ele categorizar dados antes de montar o gráfico, e ele adorou! Outra coisa é dar pequenos intervalos pra ele se movimentar sem perder a linha do raciocínio.

Já com a Clara, as instruções precisam ser super detalhadas e às vezes mais visuais também. Eu uso muitos esquemas e mapas mentais nas atividades dela. Descobri que ela responde muito bem quando tem um roteiro claro do que precisa fazer. Uma vez ela ficou meio perdida numa atividade em grupo porque não sabia exatamente qual era sua parte. Depois disso começamos a usar checklists visuais pras etapas das atividades, e isso tem sido ótimo pra ela.

Agora, vale dizer também o que não funciona: pro Matheus, atividades muito longas sem pausas ou mudanças acabam não rendendo tanto; ele se dispersa se não tiver algo prático pra fazer logo de cara. E com a Clara, se as instruções são muito vagas ou mudam muito no meio do caminho, ela fica ansiosa e perdida.

Enfim, olha só ou tanto de coisa que rola nesse dia a dia nosso! Dá trabalho? Dá! Mas quando você vê aquele brilho no olho dos meninos entendendo algo novo ou superando uma dificuldade... ah! Vale cada segundo! E vocês por aí? Como têm lidado com esses desafios nas salas de aula? Vamos trocar umas ideias aí!

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