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EM13MAT501Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Investigar relações entre números expressos em tabelas para representá-los no plano cartesiano, identificando padrões e criando conjecturas para generalizar e expressar algebricamente essa generalização, reconhecendo quando essa representação é de função polinomial de 1º grau.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade aí da BNCC, EM13MAT501, na prática, é sobre fazer os meninos olharem pros números de um jeito diferente. Não é só pegar uma tabela e ler os números. Eles precisam ver a relação entre esses números, botar no papel como pontos num plano cartesiano e daí, começar a ver padrões. A ideia é que eles consigam generalizar esses padrões, transformando em fórmulas ou expressões matemáticas. E aí, o pulo do gato é quando eles percebem que isso pode virar uma função do primeiro grau, tipo aquelas retas que aprendemos lá no ensino fundamental.

Por exemplo, um aluno tem que olhar pra uma tabela onde tem algo do tipo: "o dobro de um número mais três" e aí, quando ele coloca esses valores no gráfico, ele percebe que todos estão alinhados numa reta. Daí, ele cria aquela expressão famosa "y = 2x + 3". É engraçado ver a cara deles quando percebem isso e fazem o "ahá!" da matemática.

Agora, a galera já vem do 2º ano do ensino médio sabendo um pouco de função do primeiro grau. Eles sabem da equação da reta e tal. Então, o desafio mesmo é fazer eles generalizarem esse conhecimento e aplicarem em novas situações. Tipo assim, em vez de só identificar a função olhando pro gráfico, eles têm que ser capazes de fazer o caminho inverso também: olhar a tabela, montar o gráfico e depois tirar a expressão da função. Parece complicado? Mas olha só como eu faço na sala!

Primeira atividade: eu uso aquelas tabelas simples que imprimimos rapidinho na escola mesmo. Distribuo pra galera numa aula normal de 50 minutos. Primeiro peço pra eles preencherem duas colunas: uma com valores aleatórios pra variável x e outra com alguma regra que eu invento na hora pra y (tipo y = 2x + 3). Aí vem a parte legal: eu divido a turma em grupos de cinco alunos, com nomes fictícios como Ana, Lucas, Maria, João e Pedro. Eles têm que trabalhar juntos pra jogar isso num plano cartesiano que desenham no caderno.

A primeira vez que fiz essa atividade, o Lucas ficou confuso com as linhas do caderno se misturando com os pontos do gráfico. Eles começaram a discutir sobre onde cada ponto devia ficar e foi interessante ver a Ana ajudando o grupo a entender como conectar os pontos pra formar uma reta. No final da aula, todo mundo tava conseguindo identificar que era uma função do primeiro grau só olhando pro gráfico.

A segunda atividade é mais prática e leva umas duas aulas de 50 minutos cada. A gente faz um experimento com bolinhas de gude ou qualquer material pequeno e repetido que achamos na sala. Eu levo uma caixa cheia dessas bolinhas e distribuo algumas por grupo. Cada grupo tem que criar uma tabela onde o x é o número de bolinhas e o y é o peso total delas numa balança (improvisada com materiais que pegamos ali mesmo). Eles começam a perceber rapidamente que tem uma relação direta entre o número de bolinhas e o peso total.

Na última vez que fizemos isso, a Maria ficou empolgada em medir certinho as bolinhas e acabou contagiando a turma toda. Quando sentaram pra botar tudo num gráfico, ficaram surpresos ao ver que formava uma reta perfeita. E aí foi só alegria quando perceberam que era uma função linear e conseguiram escrever a expressão da função sem minha ajuda direta.

A terceira atividade é mais desafiadora e leva umas três aulas. Criamos uma situação em que os alunos têm um negócio fictício vendendo cupcakes. Eles têm que estimar custos fixos (como aluguel) e variáveis (como os ingredientes), criar uma tabela de custos versus lucro baseado no número de cupcakes vendidos e depois representar isso no plano cartesiano.

No último ano, lembro bem do João se destacando nesse exercício. Ele conseguiu relacionar as vendas diretamente com o lucro sobre os custos depois de criar um gráfico super organizado. E foi legal ver ele explicando pro grupo como funcionava a questão dos lucros crescentes conforme aumentavam as vendas.

Essas atividades são muito boas porque exigem dos alunos aquele raciocínio lógico matemático além da prática manual de desenhar gráficos. Tudo isso ajuda eles não apenas a reconhecer padrão como também a pensar criticamente sobre os números na vida real — não só nas provas ou exercícios.

É isso aí! Esse tipo de trabalho ajuda muito os alunos a consolidar o conhecimento e ainda faz eles se sentirem mais confiantes na hora de lidar com funções polinomiais do primeiro grau nas provas ou na vida mesmo. A galera sempre se empolga quando consegue desvendar esses mistérios dos números! Até mais!

Por exemplo, um aluno tem que olhar pra uma tabela de crescimento populacional e perceber que não é só um monte de número solto. Tem um comportamento ali, um crescimento que pode até ser previsível se você botar no papel direitinho. Aí vamos identificando padrões, vendo se cresce de 2 em 2, de 3 em 3, e assim por diante. E quando a galera começa a perceber isso, dá pra ver o brilho no olho deles.

Agora, como eu percebo que o aluno aprendeu sem aplicar prova formal? Olha, é tudo na base da observação. Eu fico de olho mesmo. Quando tô circulando pela sala, aproveito pra escutar as conversas deles. Outro dia tava o Lucas explicando pro Pedro sobre como colocar os pontos no plano cartesiano. Aí ele disse: "Você só tem que pegar o x aqui e o y ali e botar nas suas devidas casas." Nessas horas eu penso: "Ah, esse entendeu!" Porque se ele tá conseguindo explicar pro colega, com as palavras dele, é sinal que absorveu bem a coisa.

Outra hora foi a Ana. Ela tava lá fazendo um exercício e de repente começou a falar sozinha: "Se tá crescendo assim, então a fórmula vai ficar desse jeito." Ela pegou o padrão do exercício e aplicou uma expressão matemática sem ninguém precisar dar a resposta na mão dela. Esse tipo de raciocínio é que mostra que captaram a essência do que a habilidade pede.

Agora, falando sobre os erros mais comuns, nossa... Bom, tem uns clássicos. Um erro típico é quando eles invertem os eixos x e y na hora de plotar os pontos. Lembro do João, que toda vez fazia isso e reclamava que o gráfico dele tava "de cabeça pra baixo". Isso acontece porque, na pressa ou distração, eles não conferem se estão usando a ordem correta. O que faço é sempre reforçar: "Gente, x é horizontal e y é vertical. Imagina sempre o chão (x) e a parede (y)." Tento corrigir na hora e fazer com que corrijam sozinhos depois.

Outra situação comum é quando confundem progressão aritmética com geométrica. A Larissa mesmo já chegou pra mim falando: "Professor, multipliquei ali mas não bateu com o resto." Aí eu percebi que ela tava tentando aplicar uma razão geométrica onde era aritmética. Isso acontece porque os termos "progredir" e "crescer" acabam meio misturados na cabeça deles. Então faço bastante exercício lúdico com exemplos do dia a dia pra fixar melhor essas diferenças.

E aí tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na turma. Pra eles, tenho que adaptar algumas coisas. Com o Matheus, por exemplo, percebi que ele se distraía muito com tanta informação no quadro. Então comecei a usar cartazes menores, focando numa informação de cada vez. Ele gosta de cores também, então eu destaco algumas partes importantes com cores diferentes. Isso ajuda ele a manter o foco por mais tempo.

Já com a Clara, ela tem um jeito mais visual de entender as coisas. Não adianta só falar ou escrever no quadro; preciso mostrar imagens, vídeos curtinhos explicativos ou usar softwares interativos nos tablets da escola. Uma vez mostrei um vídeo explicativo simples sobre funções do primeiro grau e vi ela acenar positivamente enquanto assistia. É ali que sei que ela tá captando a ideia.

Organizar o tempo também é crucial pros dois. Com o Matheus, faço pausas mais frequentes durante as atividades pra ele se movimentar um pouco sem perder completamente o fio da meada. Já pra Clara, dou mais tempo pra ela concluir os exercícios porque sei que ela trabalha no ritmo dela e isso precisa ser respeitado.

O que não funcionou? Bom, tentei uma vez usar jogos competitivos na aula achando que ia engajar todo mundo, mas percebi que pro Matheus foi demais; ele ficava agitado demais e acabava se perdendo nas regras. Então aprendi que preciso adaptar essas atividades pra serem mais colaborativas do que competitivas quando ele participa.

E assim vou tocando as aulas aqui em Goiânia. É sempre desafiador e recompensador ver cada um dos meninos encontrando seu próprio caminho pra entender matemática do jeito deles. Cada dia uma descoberta nova.

Vou ficando por aqui agora, pessoal! Espero ter ajudado quem tá passando por essas mesmas experiências ou vai começar a lidar com elas em breve. Até a próxima!

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