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EM13MAT106Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Identificar situações da vida cotidiana nas quais seja necessário fazer escolhas levando-se em conta os riscos probabilísticos (usar este ou aquele método contraceptivo, optar por um tratamento médico em detrimento de outro etc.).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, EM13MAT106, tem um quê de tomar decisão na vida real, sabe? É sobre fazer escolhas considerando riscos, mas com a Matemática no meio. Tipo assim: os meninos precisam aprender a pensar que, em situações do dia a dia, eles têm que considerar as probabilidades. Vamos imaginar uma situação super comum: escolher um método contraceptivo. O aluno precisa entender que existem riscos associados a cada escolha e que esses riscos têm uma base matemática, estatística. Não é só sobre saber a fórmula, é sobre usar isso pra decidir.

Bom, esses meninos chegam do nono ano já com uma noção básica de probabilidade – tipo, sabem calcular aquelas chances de sair cara ou coroa numa moeda – mas o desafio no primeiro ano do ensino médio é ampliar isso pra coisas mais complexas. É mostrar que a matemática tá em tudo, inclusive nas decisões que eles vão ter que tomar pro resto da vida.

Agora eu vou contar três atividades que rolam lá na minha sala. A primeira é mais teórica, mas não deixa de ser prática. Eu levo recortes de jornais e revistas com notícias sobre saúde e tecnologias. Aí a tarefa dos alunos é identificar o que envolve probabilidade ali. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco, e cada grupo fica com uma notícia diferente. Eles têm uns 30 minutos pra discutir entre eles e depois cada grupo apresenta pros outros. A turma sempre se anima quando consegue encontrar exemplos claros, tipo quando eles veem que tal vacina tem 95% de eficácia. Teve uma vez que o João Pedro ficou tão empolgado que queria aprofundar no assunto e falou até em pesquisar mais sobre as vacinas na internet.

Outra atividade que eu gosto bastante é um debate sobre escolhas médicas. Eu trago dois casos fictícios simples: um paciente precisa escolher entre dois tratamentos médicos, um com 70% de sucesso e efeitos colaterais leves e outro com 90% de sucesso, mas com efeitos colaterais sérios. Divido a turma em dois grandes grupos e peço pra eles defenderem uma escolha ou outra. Dou 15 minutos pra eles se prepararem e depois começamos o debate na sala toda mesmo. Isso dura mais uns 30 minutos. A galera adora, porque além de matemática, eles treinam argumentação. Na última vez que fizemos, a Ana Clara estava super empolgada defendendo o tratamento com maior eficácia, mas foi interessante ver o Lucas apresentar argumentos bem elaborados sobre os riscos dos efeitos colaterais.

A terceira atividade é prática e divertida: o jogo das probabilidades diárias. Cada aluno traz pra sala um exemplo de decisão cotidiana onde a probabilidade tá envolvida – pode ser escolher um caminho diferente pra evitar trânsito baseado em dados do Waze ou apostar num time num bolão da escola baseado no histórico de jogos passados. Eles explicam pros colegas qual foi a decisão, quais eram as opções e quais riscos estavam envolvidos. A gente faz isso durante uma aula inteira (cerca de 50 minutos). Da última vez, a Mariana trouxe uma discussão sobre quais chances ela tinha de ganhar um concurso cultural da escola com base no número de participantes e no histórico dos vencedores anteriores. Foi engraçado ver como todo mundo começou a fazer contas e discutir estratégias.

No fim das contas, essas atividades são maneiras de conectar o conteúdo teórico com o mundo real dos alunos. Eles percebem que a matemática não é só número e fórmula: é ferramenta pra vida toda. E olha, eu vejo que mesmo os alunos mais tímidos acabam se envolvendo nessas discussões porque são coisas que fazem parte do cotidiano deles. É sempre legal ver a turma saindo da sala discutindo o tema além do horário da aula.

E mesmo os meninos que têm mais dificuldade em matemática acabam se interessando porque eles veem sentido no aprendizado deles. Afinal, quem diria que escolher um caminho diferente pra vir pra escola poderia ter tanta matemática envolvida, né? Então é isso, pessoal: trabalhar essa habilidade é preparar nossos alunos pra serem pensadores críticos e decidirem melhor na vida adulta – o que é fundamental nos dias de hoje. Abraço!

uma certa base, mas às vezes meio torta, sabe? Então a gente vai ajustando os ponteiros, mas sem ficar só na teoria. Porque, olha, perceber que o aluno aprendeu algo, sem aplicar prova formal, é meio que um sexto sentido de professor. A gente começa a sacar pelas pequenas coisas no dia a dia.

Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala, eu presto atenção nas conversas dos grupos. Tem a Maria e a Joana, por exemplo, que sempre discutem sobre os exercícios em voz alta. A Maria fala algo tipo: "olha, se a gente usar essa fórmula aqui, dá pra ver que as chances de chover amanhã são bem maiores do que usar só a previsão da TV." E quando a Joana responde algo como "é mesmo, mas será que dá pra confiar tanto assim nos números?", eu já fico com aquele sorriso interno, tipo "ah, essas aí tão sacando o espírito da coisa". Elas tão indo além da fórmula e começando a questionar e raciocinar juntas.

Outra coisa é quando o aluno explica pro outro. Teve uma vez que o Pedro tava ajudando o Lucas. O Lucas tava meio perdido num exercício sobre probabilidades de eventos dependentes. Aí o Pedro chegou e disse: "olha, é como se você tivesse escolhendo entre pegar ônibus ou carona. Se você já sabe que o seu amigo pode te dar carona amanhã, a chance de você pegar ônibus muda." Quando ele usou esse exemplo concreto do dia a dia, eu pensei: "é isso! Esse tá entendendo e ainda por cima ajudando os colegas."

Claro que nem todo mundo pega de primeira. Os erros mais comuns acontecem por alguns motivos. Muita gente ainda confunde eventos independentes com dependentes. Tipo o João, uma vez ele achou que jogar duas moedas ao mesmo tempo era um evento dependente porque ele pensou que o resultado de uma moeda influenciava a outra. Esses erros acontecem porque às vezes eles se agarram na lógica cotidiana de causa e efeito e esquecem que na estatística certos eventos são realmente independentes.

Quando pego um erro desses na hora, eu procuro voltar pro básico sem fazer com que eles se sintam mal. Tento explicar usando exemplos práticos: "João, pensa assim: se você joga uma moeda e depois outra, o resultado da primeira não altera em nada a segunda. Às vezes ajuda fazer eles vislumbrarem que na Matemática as coisas são um pouco mais frias do que no mundo real."

Agora sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA. Com o Matheus, o desafio é manter ele focado nas atividades. O que funciona pra ele é dividir as tarefas em pedaços menores e dar pequenas pausas entre essas partes. Tipo assim: se tem um exercício longo, eu faço divisões e vou dando feedback em cada mini-etapa. E às vezes uso material visual colorido porque ajuda ele a focar mais.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ter um ambiente mais tranquilo e organizado. Pra ela, eu tento manter as instruções bem claras e diretas no papel ou na lousa. E ela responde muito bem quando uso exemplos fixos e consistentes pra não criar confusão ou ansiedade. Também percebi que usar histórias visuais ajuda muito. Uma vez fizemos juntos um gráfico sobre escolhas alimentares usando desenhos de frutas e legumes que ela adorava; isso fez toda a diferença.

Claro que nem tudo funciona sempre de primeira. Com o Matheus às vezes preciso mudar o plano no meio da aula se vejo que ele tá ficando muito agitado. Já tentei usar música baixa de fundo pra ele relaxar mas não deu muito certo; acabou distraindo ele mais ainda. E com a Clara, uma vez tentei usar um jogo interativo online achando que ia engajar ela mais... mas acabou sendo agitado demais e ela ficou afastada do resto da turma por uns dias.

É isso aí pessoal! Não tem fórmula mágica não (ironicamente falando em matemática), mas é sempre um exercício de paciência e adaptação constante. Cada aluno é único e entender isso faz toda a diferença no nosso trabalho no dia a dia. Espero ter contribuído com esses exemplos do meu cotidiano! Qualquer coisa tô por aqui pra gente trocar ideia. Abraço!

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