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EM13MAT302Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Construir modelos empregando as funções polinomiais de 1º ou 2º graus, para resolver problemas em contextos diversos, com ou sem apoio de tecnologias digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, esse negócio de trabalhar a habilidade EM13MAT302 da BNCC é assim: a gente quer que os alunos entendam como usar funções polinomiais de 1º ou 2º grau pra resolver problemas do dia a dia, sabe? Tipo, ver uma situação e conseguir montar um modelo matemático pra achar uma solução. Quando eu explico isso pros meninos, eu falo que eles têm que saber olhar um problema, entender o que tá acontecendo e usar a matemática pra responder alguma coisa. Isso pode ser descobrir quantos pães uma padaria vendeu num dia ou calcular se vale a pena comprar um celular à vista ou parcelado. E não é só decorar fórmula, sabe? Eles precisam compreender como aplicar essas fórmulas em situações práticas.

A galera que tá no 2º ano já vem com uma bagagem do ano anterior, onde trabalharam bastante com função afim e quadrática. Então, eles já têm uma noção do formato das funções, como o gráfico se comporta e tal. O desafio agora é fazer eles usarem isso pra resolver problemas mais complexos, entenderem o contexto antes de sair fazendo conta. Aí entra essa habilidade que é dar um passo além só da técnica matemática, é aplicar no mundo real.

Agora vou contar umas atividades que faço na sala pra trabalhar essa habilidade com os meninos. A primeira atividade que sempre dá certo é a simulação de um negócio simples. Por exemplo, eu peço pros alunos planejarem a abertura de uma barraquinha de limonada. Olha só: cada grupo tem que calcular custos fixos (tipo aluguel do espaço e licença) e variáveis (ingredientes). Uso papel, lápis e algumas planilhas impressas pra eles anotarem tudo. Divido a turma em grupos de quatro e dou umas duas aulas pra essa tarefa. Os alunos têm que prever quanto precisam vender pra ter lucro, usando uma função do 1º grau pra relacionar custo e lucro. A última vez que fiz isso, o João e a Ana discutiram porque ele queria colocar o preço alto e ela achava melhor vender mais barato e em maior quantidade. Foi legal porque eles tiveram que usar muito raciocínio matemático pra chegar num consenso.

Outra coisa bacana é usar aplicativos de gráfico no celular ou tablet da escola, quando tem disponível. Eu proponho problemas do cotidiano deles mesmos. Teve uma vez que falei sobre o tempo de viagem até o colégio usando ônibus ou carro dos pais. Aí a galera tinha que montar funções do 2º grau considerando paradas de ônibus ou trânsito nas ruas. Eles usaram os aplicativos pra plotar os gráficos das funções e compararam o tempo total de viagem nas diferentes situações. Leva uma aula só e os alunos ficam bem engajados porque adoram mexer com tecnologia. O Pedro ficou todo empolgado quando percebeu que andar de ônibus levaria menos tempo se ele saísse meia hora mais cedo por causa do trânsito.

Uma terceira atividade que faço é a análise de um jogo esportivo, tipo futebol ou basquete, usando funções quadráticas pra modelar o movimento da bola. Esses jogos são temas comuns na vida deles e ajudam a entender conceitos como vértice da parábola no contexto do ponto mais alto que a bola atinge numa cesta ou num chute ao gol. No último semestre, fizemos isso numa quadra da escola com auxílio de vídeos gravados pelos próprios alunos no celular enquanto jogavam. Eles tinham que estimar os parâmetros da função quadrática que descrevia o movimento e depois verificar com cálculos se a bola entraria ou não na cesta ou no gol. Isso normalmente leva umas duas aulas práticas e mais uma aula teórica pra fechar os conceitos matemáticos por trás dos vídeos gravados.

Tudo isso ajuda a tornar o aprendizado mais significativo porque os alunos veem como a matemática tá presente na vida deles de verdade. É aquela coisa: quando eles percebem que sabem usar a matemática pra resolver coisas reais, ganham confiança e passam a gostar mais da disciplina. Semana passada mesmo, depois das atividades de esporte, a Mariana falou "Professor, nunca imaginei que dava para usar equação pra saber se ia fazer gol!". Isso mostra que tão pegando gosto pela coisa.

Bom, essas são algumas das maneiras como trabalho essa habilidade com os meninos aqui em Goiânia. Sei que cada turma é diferente, mas espero que essas ideias possam inspirar vocês aí também!

Agora, saber se os meninos realmente entenderam sem aplicar uma prova formal é tipo um radar que a gente desenvolve com o tempo. Quando eu tô andando pela sala e vejo a cara de concentração deles enquanto fazem um exercício, já dá aquele estalo de que estão pegando o jeito. Tem uma menina, a Júlia, que quando entende algo, ela começa a explicar pro colega do lado com uma empolgação que é contagiante. Eu fico só de olho e sei que ela realmente entendeu porque ela consegue traduzir o conteúdo pra alguém que ainda tá meio perdido, usando as próprias palavras. Outro dia vi ela falando pro Lucas que a função era tipo uma receita de bolo: "Olha, pra chegar no bolo, tem que seguir os passos direitinho, senão o negócio desanda". E era isso! A analogia dela ajudou o Lucas a entender melhor.

Aí tem o Pedro, que é mais quieto. Ele não vai sair explicando pra todo mundo, mas quando tá na dúvida ou percebe algum erro, ele levanta a mão e pergunta: "Professor, mas isso quer dizer que se eu mudar essa parte aqui, o resultado no gráfico vai ser diferente?" Quando ele faz esse tipo de pergunta, eu vejo que ele tá raciocinando além do básico, tá questionando e pensando fora da caixa.

Agora, os erros comuns... Ah, esses acontecem bastante. Um exemplo clássico é confundir os conceitos de coeficiente e termo independente nas funções do segundo grau. A Camila uma vez veio toda confiante dizer que pra resolver um problema ela só precisava achar o termo independente e substituir. Só que aí ela tava usando o termo errado e a resposta saía completamente diferente do esperado. Eu expliquei pra ela que o coeficiente é tipo a inclinação de uma rampa: ele te diz como as coisas vão subir ou descer. Já o termo independente é onde essa rampa começa no gráfico. Usei uns objetos da sala pra desenhar na hora e pareceu fazer sentido pra ela.

Outra coisa comum é eles esquecerem de considerar todas as soluções possíveis em equações quadráticas. O Vinícius sempre esquecia da segunda raiz até eu começar a fazer ele ler em voz alta tudo que escrevia. Isso fez ele perceber onde tava pulando etapas.

Já com o Matheus e a Clara, a história é diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem divididas em partes menores. Se deixo tudo pra fazer direto, ele fica perdido ou desmotivado. Então, em vez de dar uma tarefa inteira de uma vez, faço pequenas pausas e foco no passo a passo com ele. Tipo assim: "Primeiro vamos montar a equação juntos, depois você tenta resolver sozinho". E olha, tem funcionado bem. Uma coisa que não deu certo foi deixar ele usar fones com música enquanto trabalha; atrapalhou mais do que ajudou.

A Clara tem TEA e precisa de instruções bem claras e visuais. Uso muitos gráficos coloridos e cartazes com passos resumidos quando explico pra toda turma. Outra coisa que ajuda é dar mais tempo pra ela processar as informações antes de pedir que ela responda. Uma vez tentei usar jogos interativos no computador achando que seria bom pra ela, mas não rolou bem porque tinha muita informação visual ao mesmo tempo. O que realmente fez diferença foi estabelecer uma rotina previsível nas aulas; isso traz segurança pra ela.

No final das contas, o segredo tá em observar cada aluno como uma pessoa única e adaptar as atividades conforme necessário. Nem sempre é fácil e tem dia que parece que nada funciona como deveria, mas aí vêm momentos como esses em que eles se ajudam ou quando percebem sozinhos onde erraram... E é isso que faz tudo valer a pena.

Bom, gente, acho que compartilhei um pouco sobre como percebo o aprendizado dos meninos sem precisar de provas formais e como lido com os erros comuns e com alunos com necessidades especiais na sala. Espero ter ajudado alguém aí com essas histórias! Até a próxima!

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