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EM13MAT307Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Empregar diferentes métodos para a obtenção da medida da área de uma superfície (reconfigurações, aproximação por cortes etc.) e deduzir expressões de cálculo para aplicá-las em situações reais (como o remanejamento e a distribuição de plantações, entre outros), com ou sem apoio de tecnologias digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13MAT307, tá pedindo pra gente ensinar os alunos a medirem áreas de formas diferentes e a deduzirem expressões pra calcular essas áreas em situações do dia a dia. No fim das contas, é pra galera conseguir olhar pra um espaço e pensar em como medir aquele trem de forma prática. Tipo assim, se um estudante tá na roça e precisa saber quanto de terra ele vai plantar, ele tem que ter ideia de como calcular aquela área. Daí, a gente parte da ideia deles já entenderem cálculo de áreas mais basicão, que aprenderam no 1º ano do ensino médio, tipo quadrado, retângulo. Agora a brincadeira fica mais séria: a gente vai pra áreas mais complexas e reais.

Pra trabalhar isso com os meninos do 2º ano do ensino médio lá na escola, eu faço umas atividades que a turma curte bastante. Vou contar três que sempre rolam na minha aula.

Primeira atividade: mapa da escola. Eu imprimo um mapa simples da nossa escola, sabe. Aquela planta baixa que mostra tudo de cima. Entrego pros grupos que formo na sala, geralmente 4 ou 5 alunos juntos. Essa atividade dá pra fazer em uma aula só, tipo uns 50 minutos. O material? É só o mapa impresso e lápis colorido. Eles precisam calcular as áreas de diferentes partes da escola: quadra de esportes, pátio, salas de aula... a galera fica animada porque é um espaço que eles conhecem bem. Quando fiz essa atividade da última vez, o João, que é meio tímido, acabou se destacando no grupo dele porque ele é bom em perceber detalhes no mapa. Ele até ajudou os colegas a entenderem que a quadra não era exatamente um retângulo perfeito por causa dos cantos arredondados e sugeriu uma forma de calcular mais precisa.

Segunda atividade: a horta da escola. A gente tem uma hortinha comunitária lá na escola (não é das maiores, mas dá pro gasto). Nessa atividade, levo a turma até a horta e a missão é medir as áreas onde estão plantadas diferentes coisas: alface, couve, tomate... Aí divido eles em duplas ou trios pra facilitar. A turma usa fita métrica dessa vez e papel pra anotar tudo. Essa atividade é mais prática e costuma levar umas duas aulas porque primeiro eles medem e depois voltamos pra sala pra calcular mesmo. Os alunos sempre curtem sair da sala e mexer um pouco com terra e plantações. E o interessante é ver como alguns alunos que às vezes não se dão bem com números acabam se destacando aqui; o Miguel por exemplo, que não gosta muito de matemática no papel, adorou essa parte prática e conseguiu pensar numa forma diferente de reorganizar a plantação pra aproveitar melhor o espaço.

Terceira atividade: recreação no parque. Essa é uma saída que faço quando consigo autorização da escola. Levo os alunos até um parque perto da escola e dou uma missão: eles precisam imaginar que vão organizar um evento ali e têm que planejar o uso do espaço. Como eles fariam pra dividir áreas para shows, barracas de comida e espaços de descanso? Pra isso usam papel milimetrado (levo uns blocos comigo) e régua. A galera gosta porque parece ser coisa de adulto, sabe? Planejamento de verdade. Isso leva umas três aulas: uma no parque calculando medidas (dá pra usar aplicativos no celular que medem distâncias também), outra organizando as ideias no papel milimetrado e uma terceira apresentando as ideias uns pros outros na sala.

Engraçado foi quando fizemos essa atividade pela última vez... A Mariana teve uma ideia genial de fazer um mini festival literário junto com o evento imaginário deles no parque. Ela distribuiu os espaços pensando em 'salas' de leitura ao ar livre. O grupo dela apresentou tudo tão bem que até deu vontade de ver aquilo acontecendo mesmo.

Aí é isso aí! Essas atividades não só ajudam os meninos a entenderem como medir áreas na prática, mas também fazem eles pensarem fora da caixa e usarem criatividade. E vamo combinar que isso é super importante pro futuro deles, seja lá qual for o caminho que escolherem seguir depois da escola. Bom, espero que essas ideias ajudem quem tá aí do outro lado da tela pensando em como trabalhar essa habilidade na sala. Se alguém já fez algo parecido ou tem outra ideia legal, compartilha aí também!

Aí, galera, continuando a prosa... como é que a gente percebe que os alunos tão pegando a matéria sem fazer aquela prova formal, né? Bom, no dia a dia da sala de aula, a gente acaba virando meio que um detetive. Quando tô circulando pela classe, eu fico de ouvido atento nas conversas, sempre espiando o que eles tão falando entre eles. Uma coisa que eu gosto de fazer é dividir eles em grupos e dar algum problema pra resolver que exija mesmo deduzir expressões pra calcular áreas. E é incrível como você percebe quem já tá pegando o jeito quando vê um aluno explicando pro outro. Tipo, teve um dia que o Lucas tava explicando pra Marcela como medir uma área irregular usando triângulos e retângulos. Ele disse algo assim: “Olha, se você dividir esse pedaço aqui em triângulos, dá pra calcular só usando base vezes altura, aí soma tudo no final.” Naquela hora eu pensei “ah, esse entendeu.”

E aí tem aqueles momentos mágicos durante as atividades em que você vê a lâmpada acender sobre a cabeça de alguém. Outro dia, tava caminhando pela sala e vi a Sofia medindo o pátio da escola com os colegas. Ela pegou o giz e começou a desenhar no chão, dividindo tudo em figuras mais fáceis de calcular e dizendo: “Aqui dá um quadrado, aqui dá outro. Soma tudo e pronto!” Era ali que dava pra ver que ela não só entendeu o método como também tava aplicando na prática.

Agora, vamos falar dos erros comuns. Ah, como tem erro nessa caminhada! E faz parte, né? O João, por exemplo, uma vez se enrolou todo porque tentou medir uma área circular como se fosse um retângulo. Ele simplesmente ignorou que era redondo! E olha que eles já tinham estudado isso no ano passado. Acredito que esse tipo de erro acontece porque os meninos às vezes ficam nervosos ou apressados e acabam esquecendo de pensar direitinho. Quando pego um erro desses na hora, eu chego junto e faço perguntas, tipo: “João, e se você olhasse de outro jeito? Como daria pra medir essa parte aqui sem ser um retângulo?” Fazendo ele pensar e visualizar mesmo.

Outra situação comum é quando eles esquecem de converter unidades. A Camila uma vez fez um cálculo todo em centímetros mas o resultado era pra estar em metros quadrados. Aí já viu a confusão, né? Nesse caso, eu sempre lembro a galera de revisar as unidades antes de fazer qualquer soma ou multiplicação.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Olha, com o Matheus que tem TDAH, eu percebo que ele precisa de uma estrutura mais flexível nas atividades. Se eu der uma atividade longa e monótona, ele já perde o foco rapidinho. Por isso, tento quebrar as tarefas em partes menores e dou intervalos frequentes para ele poder se movimentar um pouco sem perder o fio da meada. Funciona bem também deixar ele usar materiais concretos nas mãos enquanto pensa nas respostas. Às vezes uso jogos interativos ou atividades que mexem com o corpo pra ajudar ele a manter a concentração.

A Clara tem TEA e precisa de instruções claras e visuais. Com ela eu sempre uso cartazes com passos visuais do que fazer primeiro, segundo e assim por diante. Também dou tempo extra pro caso dela precisar processar as informações com calma. O ambiente previsível ajuda muito também: sempre explico o que vai acontecer no dia e qualquer mudança no cronograma eu aviso antes.

Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer os dois trabalharem juntos nos mesmos grupos grandes sem adaptação nenhuma. Matheus ficava impaciente e a Clara ficava sobrecarregada com tanto estímulo ao mesmo tempo. Eu percebi então que grupos menores ou pares são melhores pra eles.

Bom, é isso aí pessoal! Cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a nós acharmos essas pistas no dia a dia pra saber como tão indo. E claro, errar faz parte do processo! Vamos trocando ideia por aqui e aprendendo juntos. Abraço!

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