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EM13MAT312Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas que envolvem o cálculo de probabilidade de eventos em experimentos aleatórios sucessivos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13MAT312 da BNCC é basicamente sobre ensinar os meninos a resolver e criar problemas de probabilidade em situações onde tem vários eventos acontecendo um atrás do outro, sabe? Tipo assim, quando a gente fala de probabilidade, é aquela história de saber as chances de algo acontecer. Agora, imagina que você tem várias coisas acontecendo em sequência. Aí a coisa fica mais complexa, né?

Na prática, isso significa que os alunos precisam entender bem como calcular as chances não só de um evento isolado, mas de vários eventos seguidos. Por exemplo, se você joga dois dados, qual é a probabilidade de dar dois números pares? Os meninos precisam pegar o jeito de montar esse tipo de problema e também ser capazes de resolver. Eles já vêm do 1º ano do Ensino Médio com uma noção boa de probabilidade básica, só que agora a gente aprofunda um pouco mais e coloca essa ideia dos eventos sucessivos.

Bom, pra aplicar isso na sala, eu costumo fazer umas atividades bem práticas, porque os alunos aprendem melhor mexendo com as mãos e discutindo entre eles. Vou contar três exemplos do que eu costumo fazer.

Uma das atividades que os meninos adoram envolve cartas de baralho. Não precisa nada muito sofisticado: um baralho comum serve. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo recebe um baralho. Eu dou uns 30 minutos pra essa atividade. A ideia é que eles tirem duas cartas ao acaso e calculem a probabilidade de tirar, por exemplo, duas cartas vermelhas ou duas cartas do mesmo naipe. Da última vez que fiz essa atividade, o João e a Clara do meu grupo estavam super animados discutindo qual estratégia usar pra calcular isso rápido. Eles acabam se ajudando muito e aprendendo na prática.

Outra atividade que também funciona bem é o famoso experimento com moedas. É o seguinte: cada aluno pega duas moedas e tem que calcular a probabilidade de sair cara nas duas moedas quando jogadas ao mesmo tempo. Simples, mas dá pra aprofundar bastante nas discussões. Essa atividade leva menos tempo, uns 20 minutos. Da última vez que fizemos isso, o Lucas ficou todo empolgado quando percebeu que as chances não mudam se ele lançar as moedas uma por vez ou as duas juntas. E isso gerou uma discussão legal na sala sobre como esses eventos são independentes.

A terceira atividade é um pouco mais elaborada, mas os meninos gostam porque envolve "situações reais". Eu faço um "jogo" de caixa misteriosa. Coloco algumas bolas coloridas dentro de uma caixa - digamos cinco vermelhas, três azuis e duas verdes - e eles têm que calcular a probabilidade de tirar duas bolas da mesma cor em sequência sem reposição. Pra essa atividade eu costumo dar uns 40 minutos porque rola muita discussão e negociação entre eles sobre quais bolas tirar primeiro. Da última vez, o Pedro ficou insistindo que tinha um jeito "certo" de tirar as bolas pra aumentar as chances de acertar e acabou ajudando o grupo dele a entender melhor como esses cálculos funcionam na prática.

As reações dos alunos são sempre muito positivas porque essas atividades tiram eles da rotina dos exercícios escritos e ainda ajudam a fixar melhor o conteúdo. Eles acabam entendendo que probabilidade não é só número e fórmula; tem muito de lógica e estratégia envolvido também.

Enfim, são essas algumas formas que eu uso pra trabalhar essa habilidade com os meninos do 2º ano. É sempre bom ver como eles evoluem ao longo das atividades e começam a enxergar o mundo ao redor deles com outros olhos, tipo tentando aplicar essas ideias fora da sala também. É isso aí pessoal, bora continuar trocando ideias por aqui!

Aí, então, como a gente percebe que os meninos estão começando a entender esse lance de probabilidade sem precisar aplicar uma prova formal? Bom, é tudo questão de observação no dia a dia mesmo. Quando eu tô rodando pela sala, ouvindo as conversas deles, cara, dá pra sacar muita coisa. Tipo quando a turma tá discutindo um problema, e um aluno começa a explicar pro outro com segurança, usando os conceitos certinho, aí você percebe: "Opa, esse aí tá pegando o jeito".

Teve uma vez que a Mariana tava explicando pro João como calcular a probabilidade de tirar um número par num dado e depois uma carta vermelha num baralho. Cara, ela foi desenrolando o raciocínio direitinho, mostrando que tinha entendido bem a lógica de eventos sequenciais. Aí você vê que não é só decorar fórmula, sabe? Eles tão realmente entendendo o conceito por trás.

Outra situação é quando, durante uma atividade em grupo, você vê que eles começam a corrigir uns aos outros. O Lucas tava fazendo umas contas erradas e o Pedro chegou falando: "Ei, olha só, não esquece de dividir pelo número total de resultados possíveis". É nessas horas que dá para ver que alguns já dominaram o conteúdo e tão até ajudando os colegas.

Agora, sobre os erros comuns... Olha, tem uns clássicos. A Clara, por exemplo, sempre confundia quando precisava multiplicar as probabilidades de eventos independentes. Já expliquei várias vezes que são eventos que não influenciam um ao outro, tipo jogar dois dados diferentes. Mas ela insistia em somar em vez de multiplicar. Isso acontece porque eles muitas vezes estão acostumados a somar quando falam de eventos disjuntos, aí dá essa confusão.

Outro erro frequente é esquecer de considerar todos os resultados possíveis. Tipo o Thiago uma vez fez uma conta onde ele só considerou os resultados favoráveis sem dividir pelo total. Ele tava calculando a chance de tirar duas caras seguidas numa moeda e simplesmente esqueceu que tinha o resultado do coroa também na segunda jogada! Quando pego esses erros na hora, tento fazer eles visualizarem o contexto todo, tipo desenhar ou usar objetos pra simular as situações.

E quanto ao Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA... Bom, com o Matheus eu faço umas adaptações pra manter ele engajado nas atividades. Uma das coisas que funciona bem é dividir o tempo da aula em blocos menores. Assim ele consegue focar melhor sem se perder tanto. Também uso muito material visual com ele: cartões coloridos pra representar os diferentes eventos ou até jogos rápidos pra torná-lo mais ativo na atividade.

A Clara já precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Com ela eu uso bastante roteiro escrito do passo a passo das tarefas. Isso ajuda porque ela tem um pouco mais de dificuldade em seguir instruções orais no meio da bagunça da sala. E ainda criei um cantinho na sala onde ela pode ir quando precisa de um pouco mais de silêncio pra se concentrar.

Agora teve uma coisa que não funcionou muito bem com eles: uma vez tentei fazer uma atividade mais livre onde eles tinham que criar seus próprios problemas de probabilidade baseados em jogos. Achei que fosse incentivar a criatividade deles e tal, mas o Matheus ficou perdido sem as instruções claras e acabou nem participando direito. Já a Clara ficou insegura por não ter certeza se tava fazendo certo. Aprendi daí que às vezes é preciso ter direções mais claras pras atividades.

Bom, acho que deu pra compartilhar um pouco das minhas experiências com essa habilidade aí da BNCC e como venho tentando ajudar os meninos a entenderem melhor esses conceitos matemáticos no dia a dia. E olha, é sempre legal ver quando eles pegam gosto mesmo pela coisa e começam a se ajudar entre si também.

Até a próxima!

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