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EM13MAT316Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas, em diferentes contextos, que envolvem cálculo e interpretação das medidas de tendência central (média, moda, mediana) e das medidas de dispersão (amplitude, variância e desvio padrão).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EM13MAT316 da BNCC é sobre os alunos resolverem e elaborarem problemas que envolvem estatística básica, mas de um jeito bem mais profundo do que antes. Então, na prática, o que eu tenho que fazer é garantir que os meninos e meninas não só saibam calcular média, moda e mediana, mas também entendam o que essas medidas realmente significam e como elas são usadas na vida real. Além disso, entra a parte de medidas de dispersão, tipo amplitude, variância e desvio padrão. Parece complicado, né? Mas a ideia é que eles consigam interpretar esses dados em situações cotidianas e em problemas do dia a dia.

Quando os alunos chegam no 3º ano do Ensino Médio, eles já devem ter uma boa noção dos conceitos básicos da estatística, porque a gente já trabalha isso nos anos anteriores. Então o desafio agora é aprofundar essa compreensão. A conexão com o que eles já sabem é importante. Por exemplo, eles já calculavam a média das notas nas provas lá no primeiro ano, mas agora precisam entender como a média pode ser influenciada por valores muito altos ou baixos (outliers) e como a mediana pode dar uma ideia diferente da tendência central quando os dados são assimétricos. Já sobre dispersão, antes eles podiam ter ouvido falar de amplitude, mas agora é hora de entender de verdade como a variância e o desvio padrão mostram quão espalhados estão os dados em relação à média.

Sobre as atividades na sala de aula para trabalhar essa habilidade, vou contar três exemplos que tenho feito com a turma. A primeira é simples: uso dados reais sobre temperaturas registradas em Goiânia ao longo do mês. Trago esses dados impressos e divido os alunos em grupos de quatro pessoas. Cada grupo fica responsável por calcular todas as medidas de tendência central e dispersão. Eles têm uns 45 minutos pra isso, e depois fazemos uma discussão em sala sobre o que esses dados podem significar num contexto maior – como essas informações podem ser úteis para um agricultor ou mesmo pra alguém planejando um evento ao ar livre. Da última vez que fiz isso, a Maria ficou surpresa ao perceber como um único dia muito quente ou frio podia mudar a média e como a mediana nem sempre era afetada do mesmo jeito.

Outra atividade legal envolve pesquisa com os próprios alunos. Peço que cada um traga informações sobre o tempo que levam para chegar à escola todos os dias durante uma semana. Com esses dados em mãos, a gente calcula as medidas de tendência central e as de dispersão. Normalmente faço essa atividade em duplas ou trios pra garantir que todo mundo participe ativamente. Dá pra fazer isso em uma aula de 50 minutos se eles trouxerem os dados já organizados. A reação dos alunos costuma ser bem positiva porque eles veem como essas medidas ajudam a entender melhor situações do cotidiano deles mesmos. Da última vez, o Pedro comentou que achava que todos tinham o mesmo tempo de deslocamento até ver como as variações eram grandes entre eles.

A terceira atividade é mais desafiadora: criar um projeto onde eles têm que elaborar um pequeno estudo de caso usando tudo o que aprenderam. Dou liberdade pra escolherem o tema – pode ser algo relacionado ao tempo gasto em redes sociais ou à quantidade de água consumida por dia na família deles. Eles têm cerca de duas semanas para essa atividade e devem apresentar suas conclusões oralmente para a turma. Um material simples usado aqui é o Excel ou similares para tabulação dos dados. Na última apresentação desse projeto, a Ana Clara fez uma análise super interessante sobre quantas horas por semana ela passou assistindo séries online durante o período letivo e descobriu que algumas semanas tinham um desvio padrão bastante alto por causa das maratonas nos fins de semana.

Cada uma dessas atividades permite discutir não só os cálculos matemáticos envolvidos, mas principalmente as interpretações possíveis dos resultados encontrados. E esse é o grande objetivo: não basta calcular certo; é preciso entender o significado do cálculo no contexto estudado.

Então, resumindo, trabalhar essa habilidade da BNCC envolve usar situações reais pra explicar conceitos matemáticos complexos de forma prática e significativa pros alunos. Dessa forma, além de aprenderem matemática, eles também desenvolvem habilidades críticas e analíticas importantes pro futuro deles. E olha, ver a galera engajada em entender como essas medidas se aplicam na vida não tem preço! É sempre bom ver quando as luzinhas das ideias acendem na cabeça deles! Abraço aí pra todo mundo e até a próxima história de sala!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EM13MAT316, tem uma coisa que eu acho super importante: perceber quando o aluno realmente entendeu o conteúdo, sem precisar de uma prova formal. Isso é mais no dia a dia mesmo, sabe? Tipo quando a gente tá circulando pela sala. Um exemplo claro disso foi outro dia, quando eu tava acompanhando uma atividade de interpretação de gráficos. A Letícia tava explicando pro João como ela chegou na conclusão sobre a mediana de um conjunto de dados. Ela disse: "João, você precisa organizar os valores na ordem correta primeiro, e aí pega o do meio. Se tiver dois, faz a média deles!" Nesse momento, deu pra ver que ela realmente tinha sacado como funciona a mediana, porque não só fez, mas conseguiu passar pros outros.

Outra coisa que acontece é quando você ouve as conversas entre eles. Um dia, eu tava andando pela sala e ouvi o Lucas discutindo com a Maria sobre por que o desvio padrão era importante. Ele falou assim: "Maria, imagina dois times de futebol com médias de gols iguais. O desvio padrão mostra se um time faz mais gols em alguns jogos e poucos em outros, enquanto o outro pode ser mais constante." A hora que ele usou esse exemplo prático do futebol, percebi que ele tinha captado bem o conceito de dispersão dos dados.

Agora falando dos erros mais comuns... Um clássico é na hora de calcular a média ponderada. A Ana sempre confunde isso e acaba calculando como se fosse uma média simples. Eu já peguei ela fazendo assim: "Ah, professor, somei todas as notas e dividi pelo número de provas!" Aí eu explico de novo, dizendo que na média ponderada você tem que multiplicar cada nota pelo seu peso antes de somar tudo e dividir pelo total dos pesos. E aí ela sempre diz: "Ah, agora entendi!" até a próxima vez que ela confunde de novo. Acho que esses erros acontecem porque é um conceito que parece simples à primeira vista, mas tem essa pegadinha do peso.

Outro erro comum é na interpretação dos gráficos. O Pedro, por exemplo, sempre acha que quanto maior a barra no gráfico de barras, melhor é alguma coisa. Aí eu tenho que reforçar pra ele que depende do contexto do que estamos analisando. Uma vez ele falou todo empolgado que a barra maior num gráfico sobre poluição era o país "mais avançado". Foi hilário, mas preocupante também! Nessas horas, tento explicar com exemplos práticos e às vezes até trazer uns gráficos de notícias reais pra analisarmos juntos.

Sobre os alunos com necessidades especiais, tipo o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA... Com o Matheus, eu tento ser bem dinâmico nas atividades. Faço ele participar mais ativamente porque sei que ele perde o foco fácil se ficar só sentado ouvindo. Teve uma vez que fizemos um jogo com dados pra entender probabilidades e ele ficou super engajado porque tinha que se mover e pensar rápido. Já com a Clara, eu adapto o material visualmente porque sei que ela responde bem a isso. Uso muitos esquemas e cores diferentes nos gráficos pra facilitar a compreensão dela. Teve uma vez que usei um aplicativo com animações interativas sobre estatísticas e ela adorou!

Agora sobre o tempo... pro Matheus é importante dar pequenas pausas pras atividades não ficarem cansativas demais pra ele. Já tentei deixar ele sair da sala por 5 minutos pra dar uma volta e voltar mais focado, mas nem sempre foi eficaz porque às vezes ele demorava demais e perdia parte da explicação seguinte. O jeito foi incluir essas pausas diretamente nas atividades mesmo.

Enfim, galera, é isso! Cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a nós tentar perceber isso no dia a dia mesmo. Não é fácil sempre acertar de primeira, mas vale muito ver aqueles momentos em que eles brilham por terem entendido alguma coisa complicada. E aí seguimos juntos nessa missão! Até o próximo post!

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