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EM13MAT401Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Converter representações algébricas de funções polinomiais de 1º grau em representações geométricas no plano cartesiano, distinguindo os casos nos quais o comportamento é proporcional, recorrendo ou não a softwares ou aplicativos de álgebra e geometria dinâmica.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13MAT401 da BNCC é basicamente fazer os alunos enxergarem a matemática de forma visual e prática. Não é só sobre saber fazer conta ou resolver equação no papel, é sobre pegar uma função polinomial de 1º grau, tipo aqueles y = mx + b que a gente já cansa de ver, e colocar ela num gráfico. Na prática, isso significa que o aluno tem que saber pegar aquela equação e entender como ela se comporta quando colocada num plano cartesiano. Eles têm que perceber que a inclinação da reta e onde ela corta o eixo y fazem toda a diferença.

Então, para mim, essa habilidade é como dar vida àquela equação que parece chata e estática. Os meninos têm que conseguir olhar pra função e já imaginar a reta que ela forma. E o mais interessante é quando eles percebem que dá para conectar isso com situações do dia a dia, tipo calcular juros simples ou prever gastos mensais. Isso tudo é muito legal porque daí eles entendem que aquilo não é só teoria.

E olha, essa galera do 3º ano já vem com uma bagagem da série anterior, onde eles aprenderam sobre proporções e funções lineares de maneira mais básica. Agora é hora de aprofundar isso e mostrar não só como fazer, mas entender o porquê e o como do gráfico.

Bom, vou contar como eu costumo trabalhar isso em sala. Uma das minhas atividades favoritas é uma bem simples que eu chamo de "Desenhando Funções". Uso papel quadriculado mesmo. Dou uma função para cada grupo de três alunos desenhar no papel quadriculado. Aí eles têm que identificar o coeficiente angular e o linear antes de traçar a reta. Isso dura uns 30 minutinhos no início da aula. Os alunos ficam bem empolgados porque é uma tarefa mais manual, parece até uma brincadeira. Uma vez, lembro que o João e Maria ficaram discutindo se tinham que subir ou descer com a reta – saiu até faísca ali, mas foi divertido porque eles estavam engajados e realmente tentando entender a lógica por trás.

Outra atividade legal é usar software de geometria dinâmica. Tipo assim, eu levo os meninos pro laboratório de informática e a gente usa um programa chamado GeoGebra. Esse aí ajuda muito porque você coloca a equação ali e já vê a reta formada no gráfico automaticamente. O bom disso é que eles podem experimentar trocar os valores na função e ver como isso altera a inclinação e posição da reta no gráfico. Essa aula leva cerca de 1 hora e meia porque eles ficam explorando bastante. Teve um dia que o Pedro resolveu testar valores negativos pra "ver o que acontecia" – ele se surpreendeu quando a reta começou a descer em vez de subir.

A terceira atividade é mais prática ainda: "Histórias do Dia a Dia". Nesse exercício, peço para cada grupo pensar numa situação real onde uma função linear aparece – como calcular gastos diários ou prever lucro numa venda – qualquer coisa que envolva relação linear. Eles têm que criar o problema, resolver usando a equação e depois desenhar a representação gráfica disso no papel quadriculado ou no computador com o GeoGebra se tivermos tempo extra no laboratório. Essa atividade demora cerca de duas aulas – cerca de 100 minutos – porque exige mais criatividade e resolução prática dos problemas. O resultado final é sempre interessante de ver porque cada grupo vem com algo diferente.

Uma vez, o Lucas e o Gabriel criaram um problema sobre economia de gasolina no carro do pai deles – calcularam quanto gastariam por semana baseado na distância diária até a escola e conseguiram traçar certinho no gráfico como os gastos mudavam com o preço da gasolina.

Bom, essas são algumas das atividades que faço pra trabalhar essa habilidade específica. É gratificante ver quando eles começam a entender não só como fazer mas também aplicar as funções lineares na vida real. No fim das contas, são esses momentos que fazem todo o trabalho duro valer a pena – ver os alunos saindo da sala com um entendimento melhor do mundo ao seu redor através da matemática.

Espero que esse relato ajude outros professores a pensar em novas formas de abordar essa habilidade! Se alguém tiver outras ideias ou experiências pra compartilhar, tô por aqui pra conversar!

Então, continuando o assunto, perceber que os alunos aprenderam essa habilidade é bem diferente de aplicar uma prova formal. A prova é só uma parte do processo, sabe? O que eu gosto mesmo é de ver o desenrolar na sala de aula, no dia a dia. Tipo quando eu tô circulando pela sala, passando de carteira em carteira e pego aquele momento em que a Letícia tá explicando pro Joãozinho como ela descobriu o valor do coeficiente angular só olhando pro gráfico. É nesses momentos que você vê a luzinha acendendo, sabe?

Outro jeito que eu percebo é quando eles começam a discutir entre si sobre o que acontece com a reta se você mexer no coeficiente linear. Aí você vê que eles não tão só decorando, mas realmente entendendo o impacto das mudanças. Teve um dia que eu tava ouvindo as conversas e o Lucas virou pra Maria e falou: "Ah, então se a reta tá subindo é porque o número que tá multiplicando o x é positivo, né?" E a Maria respondeu: "É! E se ela tá cortando o eixo y bem em cima, quer dizer que aquele número independente ali no fim é maior." Quando você pega essas trocas, aí você sabe que eles tão começando a pegar a manha.

Mas claro que tem os erros comuns desse conteúdo. Ah, como tem! Um dos mais comuns é quando o aluno esquece que a inclinação da reta depende do coeficiente angular. Já vi muito aluno, tipo a Carla, desenhar uma reta quase horizontal achando que o coeficiente era grande só porque o número parecia grande sozinho. Aí eu tenho que lembrar eles de comparar com uma representação visual e não só com os números isolados. Outro erro clássico é confundir o coeficiente linear com o ponto onde a reta corta o eixo y. O Pedro vivia trocando as bolas nesse aí até entender que aquele valor não é só um número perdido ali, mas tem um papel certinho no gráfico.

Quando pego esses erros na hora, tento não corrigir direto. Eu gosto de perguntar outras coisas pra eles pensarem. Tipo: "E se você mudasse esse número aqui, como a reta ia se comportar?" Isso faz eles revirem os conceitos na cabeça e normalmente chegam na correção sozinhos. Isso ajuda mais do que só falar "tá errado".

Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, é um desafio e tanto às vezes, mas também muito recompensador. O Matheus tem TDAH, então ele precisa de mais tempo às vezes e de atividades que prendam mais a atenção dele. Uso muito material colorido e deixo ele se movimentar pela sala quando tá muito agitado. Tem dias que desenhar num quadro branco portátil funciona muito melhor do que qualquer folha impressa. Teve uma vez que ele conseguiu explicar pra turma toda sobre as funções enquanto desenhava no quadro. Ele tava tão empolgado que nem percebeu o tempo passar.

A Clara, por outro lado, tem TEA e precisa de rotinas bem definidas. Eu sempre tento deixar claro o cronograma do dia pra ela logo cedo. O uso de figuras e cartões com passos a seguir ajuda demais! Tem um aplicativo no tablet onde ela pode montar gráficos e ver animações das retas se movendo conforme altera os valores; isso faz uma diferença enorme pra ela entender cada parte da equação.

Claro que nem sempre tudo funciona como planejado. Já tentei usar jogos interativos na internet achando que ia bombar com todo mundo e não fez tanto sucesso assim com eles dois. Às vezes desconcentram mais do que ajudam. Mas olha, é sempre questão de estar atento ao que funciona com cada um e ir ajustando as estratégias.

Bom, acho que já falei demais por hoje! Espero ter dado uma ideia clara de como as coisas rolam lá no cotidiano da sala de aula com essa habilidade matemática. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui pra gente continuar essa troca! Valeu demais pela atenção e até a próxima!

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