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EM13MAT508Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e associar progressões geométricas (PG) a funções exponenciais de domínios discretos, para análise de propriedades, dedução de algumas fórmulas e resolução de problemas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13MAT508, parece complicada quando a gente lê o que tá escrito lá, mas na prática, o que a gente precisa fazer é ajudar os meninos a entenderem como as progressões geométricas e as funções exponenciais se relacionam. É basicamente mostrar pra eles que, quando a gente olha pro crescimento de uma PG e uma função exponencial, é algo parecido. A diferença é que na PG o crescimento acontece de forma discreta, tipo etapa por etapa, enquanto na função exponencial é mais fluido, contínuo.

Então, na prática, o aluno precisa conseguir pegar uma sequência numérica que cresce de forma geométrica e associar com o comportamento de uma função exponencial. Por exemplo, vamos supor que você tenha uma PG que começa com 2 e vai para 4, 8, 16... Eles precisam perceber que isso é como uma função exponencial de base 2. E aí entra a parte das fórmulas: deduzir aquelas fórmulas básicas da PG pra aplicar nos problemas. Ah, e tudo isso se conecta com o que eles já viram em séries anteriores sobre progressões aritméticas e funções lineares. É meio que evoluir do linear pro exponencial.

Agora, sobre as atividades que eu faço em sala de aula, vou contar umas três que sempre rolam aqui com a galera do terceiro ano. A primeira delas é bem simples e usa material que todo mundo tem: papel quadriculado e lápis de cor. Eu começo dividindo a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo pega um papel quadriculado e escolhe um número base pra começar sua PG. Eles vão representando graficamente cada termo da PG usando os quadradinhos do papel e colorindo cada etapa com uma cor diferente.

Esse processo leva mais ou menos uns 40 minutos. Durante a atividade, os meninos começam a perceber visualmente como a PG cresce rápido. Da última vez que fizemos, a Júlia ficou surpresa ao ver como os quadradinhos coloridos aumentavam quase que dobrando cada etapa. Ela até comentou: "Nossa, professor, parece mágica!". E aí eu aproveitei pra mostrar como isso se parece com o gráfico de uma função exponencial.

A segunda atividade envolve mais um trabalho de cálculo mesmo. Aí eu peço pros alunos trazerem calculadoras – sim, porque ninguém merece fazer tudo na mão! – e dou uma folha com alguns problemas pra eles resolverem em duplas dessa vez. Os problemas são coisas do tipo calcular o vigésimo termo de uma PG ou determinar a fórmula geral da sequência. Essa leva mais ou menos uns 30 minutos.

Durante essa atividade, o Lucas me chamou no canto pra perguntar se tava certo quando ele usou a fórmula da PG que deduzimos juntos anteriormente. Ele tava um pouco inseguro, mas quando viu que acertou, ficou mais confiante pra seguir com as outras questões. E isso é bem legal porque eles acabam percebendo que sabem mais do que acham.

A terceira atividade é meio que um desafio em sala: eu peço pros meninos trazerem exemplos do dia a dia ou da natureza onde eles enxerguem crescimento exponencial ou sequencial similar a uma PG. E aí a gente faz um debate rápido sobre esses exemplos. Isso leva uns 20 minutos no máximo.

Da última vez, o Pedro trouxe um exemplo curioso sobre crescimento populacional de bactérias num experimento de ciências que ele tinha lido. Ele explicou direitinho como a população dobrava num tempo fixo e comparou com a fórmula da PG. Foi bem bacana ver como ele associou os conceitos teóricos com algo concreto.

No geral, essas atividades têm funcionado bem porque ajudam os alunos a visualizarem e aplicarem os conceitos de progressões geométricas e funções exponenciais de forma prática e concreta. E o mais bacana é ver quando eles mesmos começam a fazer essas associações sem precisar que eu fique sempre guiando passo a passo. É um sinal de que tão realmente entendendo o negócio.

E por hoje é isso! Se alguém tiver outras ideias ou experiências bacanas sobre como trabalhar essa habilidade em sala, manda aí. Tô sempre aberto pra aprender também!

Então, na prática, o aluno precisa conseguir pegar uma sequência numérica que tá crescendo e identificar se aquilo é uma progressão geométrica, se é uma função exponencial ou se não é nada disso. Aí, um dos meus jeitos favoritos de ver se os meninos entenderam mesmo, sem precisar de uma prova formal, é prestar atenção em como eles resolvem um probleminha sozinho. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, eu sempre dou uma olhada nos exercícios que a galera tá fazendo no caderno. Se eu vejo alguém fazendo sozinho e explicando pro colega do lado como chegou naquele resultado, opa, é sinal de que tá entendendo.

Teve um dia que eu tava circulando e ouvi o João explicando pra Maria como ele resolveu uma sequência. Cara, foi bacana demais! Ele disse: "Olha, você só precisa ver se a razão entre os termos é constante. E se for, é PG!" E aí ele foi mostrando os passos pra ela. A Maria ficou tão feliz quando entendeu que gritou "Ahhh entendi! É só multiplicar pelo mesmo número cada vez!" Esse é o tipo de coisa que me faz ter certeza de que o aluno pegou a ideia.

Agora, os erros mais comuns... Bom, tem aquela clássica confusão entre progressão aritmética e progressão geométrica. A Ana vive confundindo as duas. Uma vez ela veio até mim com uma sequência e disse: "Professor, a razão aqui é 5." Aí eu olhei e falei: "Ana, mas essa sequência aqui está somando 5 toda vez, não multiplicando." E ela: "Ahhh verdade!" Muita gente vem com essa ideia de que só porque tem uma 'razão', tá relacionado com multiplicar sempre. Eu sempre tento explicar esses conceitos com exemplos visuais, mostrando gráficos ou desenhando no quadro pra galera visualizar melhor.

Aí também tem aqueles meninos que às vezes fazem conta errada só porque esqueceram de seguir a ordem das operações matemáticas direitinho. O Pedro é famoso por isso. Uma vez ele veio me mostrar um exercício e o resultado tava estranho. Aí perguntei como ele chegou naquele número e vi que ele tava multiplicando antes de somar porque achou que não fazia diferença. Eu sempre reforço: "Olha, Pedro, lembra daquela regrinha das operações? Primeiro as multiplicações e divisões, depois somas e subtrações."

E quando eu falo do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, já tenho algumas estratégias que funcionam bem pra eles. Com o Matheus, o segredo foi quebrar as atividades em partes menores. Ele fica muito ansioso quando vê aquele montão de coisa pra fazer de uma vez só. A gente começou a usar um timer pra cada parte do exercício. Tipo assim: "Matheus, você tem 10 minutos pra resolver essas duas questões." Isso ajuda demais ele a manter o foco.

Com a Clara foi um pouco diferente. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer em cada aula, então comecei a fazer um quadro com a rotina do dia pra ela ver logo no começo da aula. E outra coisa que funciona bem com ela é usar materiais visuais. Ela se dá muito bem com quadros coloridos e gráficos visuais que ajudam a conectar as ideias entre PGs e funções exponenciais.

Agora teve uma estratégia que não funcionou tanto pro Matheus: tentar incentivá-lo a estudar usando músicas ou vídeos barulhentos na internet. Eu achava que ia ajudar a prender a atenção dele mas foi um tiro no pé porque ele começava a prestar atenção na música e esquecia da matemática. Já com a Clara teve um dia que tentamos fazer um jogo em grupo sobre PGs e ela não curtiu tanto assim porque achou bagunçado demais.

Bom gente, acho que é isso por hoje! É incrível ver como cada aluno aprende de um jeito diferente e como pequenas mudanças no nosso jeito de ensinar podem fazer toda a diferença né? Espero ajudar mais gente compartilhando essas experiências por aqui! Agora vou lá corrigir uns exercícios dos meninos, qualquer dúvida ou sugestão só chamar! Até mais!

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