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EM13MAT203Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Aplicar conceitos matemáticos no planejamento, na execução e na análise de ações envolvendo a utilização de aplicativos e a criação de planilhas (para o controle de orçamento familiar, simuladores de cálculos de juros simples e compostos, entre outros), para tomar decisões.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13MAT203 da BNCC, o que eu entendo é que a ideia é deixar os meninos preparados pra usar a matemática no dia a dia. Não é só saber fazer conta, mas aplicar isso em situações reais, tipo mexer com aplicativos e planilhas pra tomar decisões práticas. Um exemplo clássico é aquele lance de fazer um orçamento familiar ou calcular juros. É tipo ensinar eles a não serem pegos de surpresa ao tentar entender suas próprias finanças. Os alunos precisam conseguir pegar um aplicativo ou uma planilha, colocar os números lá, mexer nas fórmulas, e tirar conclusões úteis. Isso tudo tem uma base no que eles aprenderam antes, como as operações básicas, porcentagem, noções de juros e tal. A diferença agora é colocar isso em prática com ferramentas digitais.

Aí vou contar três atividades que faço com a minha turma do 2º ano do Ensino Médio. Numa dessas atividades, a ideia é simular um orçamento familiar. Eu divido os alunos em grupos de 4 ou 5 e dou uma folha com um cenário fictício pra cada grupo. Tipo assim: "Vocês ganham X por mês e têm essas contas pra pagar". Os materiais são simples: folha impressa e computador com acesso a planilhas (pode ser Google Sheets ou Excel). Eles têm que listar todas as despesas mensais, pensar em formas de economizar, e ver o que sobra no fim do mês. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos. Os alunos geralmente se empolgam, ainda mais quando percebem que não é tão fácil quanto parece. Da última vez, o João ficou surpreso ao ver que se economizasse no lanche daria pra guardar um bom dinheiro no final do ano.

Outra atividade que funciona bem é a simulação de investimentos simples. Eu introduzo o conceito de juros compostos e explico como funciona o crescimento do dinheiro ao longo do tempo com exemplos bem concretos. Depois, eles usam um simulador online onde podem inserir valores mensais e taxas de juros pra ver como o dinheiro cresce. Peço que façam diferentes simulações pra diferentes horizontes de tempo e taxas de juros. Essa atividade leva uma aula só, mas dá pano pra manga nas discussões posteriores. O Paulo, por exemplo, ficou super interessado e começou a perguntar sobre investimentos reais.

A terceira atividade envolve os simuladores de cálculo de financiamentos, como aqueles de compra de carro ou casa. A gente imagina cenários onde eles querem comprar algo grande e precisam ver quanto ficariam as parcelas dependendo do valor da entrada ou da taxa de juros. Aqui a ideia é eles entenderem como pequenas mudanças nessas variáveis podem causar grandes impactos no valor final pago. Essa costuma ser uma das atividades preferidas porque muitos já têm esse sonho de comprar um carro ou uma casa própria. Isso leva mais tempo, tipo umas três aulas, porque envolve muitas variáveis e cálculos mais complexos. Da última vez que fiz essa atividade, a Ana ficou chocada ao ver como um aumento pequeno na taxa de juros mudava tanto a parcela.

Claro que tem sempre aquele aluno que acha tudo uma chatice, mas a maioria se engaja bem quando vê o quanto isso tem a ver com a vida real deles. E aí você vê que estão começando a entender o valor da matemática além dos livros. Eles saem das atividades com uma visão diferente do que podem fazer com o conhecimento que têm na mão.

Enfim, eu acho muito importante essas atividades práticas porque elas mostram pros meninos como usar o que aprenderam na matemática em situações reais e úteis pro dia a dia deles. É isso aí, espero que tenha ajudado!

Aí, pessoal, continuando sobre a habilidade EM13MAT203, uma coisa que faço é ficar atento em como os meninos estão lidando com as atividades no dia a dia. Não é só na hora da prova, sabe? Quando tô circulando pela sala, eu sempre presto atenção nas conversas entre eles. Tipo assim, outro dia tava rolando uma atividade onde eles precisavam usar uma planilha pra calcular o custo de uma viagem. O João e a Maria estavam discutindo sobre como colocar os custos de combustível e pedágio na tabela. Aí, ouvi o João dizendo pra Maria: “Olha, tem que considerar o preço por quilômetro pra saber quanto vai dar no total.” Na hora pensei: "Ah, esse entendeu a lógica da coisa". É nessas horas que vejo que eles tão sacando como aplicar a matemática.

E quando um aluno explica pro outro? Cara, isso é ouro! Tava observando o Lucas explicando pro Pedro como ele usou a fórmula pra calcular os juros compostos numa planilha. Tipo assim, ele tava falando: “Pedro, é só tu pegar o valor inicial e multiplicar pelos juros mais um, elevado ao período.” Esse jeito descomplicado de explicar me mostrou que o Lucas realmente internalizou o conceito.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem vários. Um dos erros frequentes é na conversão de medidas. A Letícia, por exemplo, tinha umas dificuldades pra converter quilômetros pra metros na hora de calcular a distância numa planilha. Ela sempre esquecia de multiplicar por mil. Isso acontece porque às vezes eles estão tão concentrados na fórmula que esquecem essas coisinhas básicas de unidade. Quando percebo isso na hora, eu faço eles voltarem e pensarem: “Qual a unidade inicial e qual a final?” Ajuda muito!

Outra coisa que rola direto é quando os meninos confundem o conceito de aumento percentual com valor absoluto. O Gustavo tava calculando o aumento no preço de um produto e achou que era só somar um valor fixo em vez de calcular o percentual em cima do preço original. Isso acontece porque eles veem o número percentual e não ligam ele ao valor base. Eu sempre tento trazer exemplos do dia a dia, tipo falar sobre descontos em lojas e como funciona.

E agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que sejam mais fragmentadas, sabe? Tipo dividir a tarefa em partes menores e dar intervalos regulares pra ele se movimentar um pouco. Um dia fizemos um exercício de cálculo de orçamento familiar e eu dividi em etapas: primeiro só listar as despesas, depois focar nos ganhos e assim por diante. Pro Matheus funcionou bem porque ele conseguia focar em uma coisa por vez sem ficar sobrecarregado.

Já a Clara, que tem TEA, se beneficia muito com instruções claras e visuais. Eu sempre tento usar mais gráficos e imagens nas atividades dela. Uma vez fizemos uma atividade sobre tendências de mercado usando gráficos de linha e barras. Ela curtiu muito porque conseguia visualizar as informações de maneira mais concreta. O que não funcionou foi quando usei metáforas ou situações muito abstratas; ela ficava perdida.

Olha, acho que é isso! Eu sempre procuro adaptar as atividades pra ajudar cada um dos meninos a aprender do jeito deles. E gosto muito de ver quando eles começam a ajudar uns aos outros; cria um ambiente bacana demais na sala. Compartilhem aí também as experiências de vocês! Até a próxima conversa por aqui!

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