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EM13MAT301Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas do cotidiano, da Matemática e de outras áreas do conhecimento, que envolvem equações lineares simultâneas, usando técnicas algébricas e gráficas, com ou sem apoio de tecnologias digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13MAT301 da BNCC, a ideia é que os meninos consigam resolver e criar probleminhas do dia a dia que envolvam equações lineares simultâneas. E aí não é só fazer conta, né? É entender mesmo como aquilo funciona, como eles podem usar isso pra resolver situações reais. Tipo assim, se eles forem comprar alguma coisa e precisarem dividir o valor entre várias pessoas ou se forem calcular quantos produtos precisam vender pra cobrir um custo, essas são situações práticas onde eles podem aplicar equações lineares. E o legal é que a gente pode usar tanto métodos algébricos tradicionais quanto gráficos, dá até pra usar a tecnologia pra ajudar nisso.

Agora, os alunos do 2º ano já vêm com uma noção de resolução de equações simples do primeiro grau, e isso é bacana porque a gente só vai aprofundando. Eles já entendem o básico de como resolver uma equação, então o desafio é mostrar como fazer isso com mais de uma variável ao mesmo tempo. E eles também já viram no ano anterior como representar essas equações graficamente com retas. O que eu faço é conectar essas duas coisas: mostrar que resolver um sistema de equações nada mais é do que descobrir onde essas retas se cruzam.

A primeira atividade que faço é bem simples e usa papel quadriculado. Eu divido a turma em duplas pra facilitar a interação e a troca de ideias entre eles. Eu dou umas situações problemas pra eles resolverem e representarem graficamente, coisa do tipo: “Lucas comprou 3 canetas e 2 cadernos por R$20,00 e Maria comprou 2 canetas e 3 cadernos por R$25,00. Qual o preço de cada item?” Aí eles têm que escrever as equações que representam essas situações e desenhar as retas no papel quadriculado pra ver onde elas se encontram. Geralmente essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos.

Na última vez que fiz essa atividade, teve uma situação engraçada com o João e o Pedro. Eles estavam discutindo sobre o ponto de interseção das retas e não estavam conseguindo achar a solução certa. Então eu cheguei lá e disse: “Gente, onde elas se encontram é a resposta de vocês! Olha de novo.” Aí foi aquela luzinha acendendo nas cabeças deles quando perceberam que estavam errando na hora de traçar as retas no gráfico.

Outra atividade que adoro fazer é usar uma ferramenta digital tipo o GeoGebra, que é ótimo pra mostrar graficamente como as alterações nas equações mudam o gráfico. Aí já não precisa mais do papel quadriculado físico. Eu levo os meninos pro laboratório de informática, coloco cada um em um computador (ou dois por computador quando não tem máquina suficiente), e passo por eles algumas situações pra resolver usando o software. O objetivo aqui é eles mexerem nas equações e verem em tempo real como isso afeta as interseções. Isso sempre surpreende eles porque é uma forma bem visual de entender o conceito.

Lembro da Letícia durante essa atividade, ela estava se divertindo tanto alterando os valores das equações e vendo as mudanças no gráfico que até falou: “Nossa, prof, agora eu entendi! É tipo brincar com linhas virtuais!” Eu ri muito porque é bem isso mesmo, fazer matemática virar algo mais palpável e visual.

A terceira atividade é uma discussão em grupo sobre problemas reais que eles mesmos trazem. Eu peço para pensarem em algo prático, algum problema da vida deles ou até mesmo da escola, e tentarem traduzir isso em equações. Pode ser sobre dividir custos numa festa ou planejar gastos mensais com dinheiro da mesada. Eles trabalham em grupos de quatro ou cinco alunos para poderem discutir bastante entre si antes de apresentar para a turma toda.

A última vez que fiz isso surgiu um problema interessante da Ana: ela queria saber como dividiria os custos de um passeio escolar entre os amigos se cada um fosse pagar uma parte diferente. Eles montaram as equações juntos e tentaram achar uma solução justa para todos. Foi bem legal ver eles colaborando mesmo em algo que seria visto como só mais um probleminha de matemática.

No fim das contas, o importante dessas atividades todas é mostrar pros alunos que matemática não é só número aleatório no papel ou na tela. Tem propósito, tem aplicação real e pode ser até divertido quando você vê na prática. Então é isso aí pessoal! Espero ter ajudado a clarear um pouco como trabalhar essa habilidade na sala de aula com os meninos! Se tiverem outras ideias ou sugestões diferentes, podem mandar aqui!

do escalonamento quanto o método da substituição, por exemplo. Eu gosto de dar uma liberdade pra galera escolher o que achar mais fácil, porque o importante é que eles entendam o conceito.

Bom, mas falando agora de como percebo que eles aprenderam sem precisar aplicar prova formal... Olha, é aquele momento mágico quando você tá andando pela sala e vê o aluno fazendo aquela cara de "ahá, entendi!" Sabe quando a gente se pega pensando "será que eles realmente entenderam ou só tão decorando?" Pois é, é nessa hora que a gente descobre de verdade.

Teve um dia que eu tava andando pela sala e vi a Júlia explicando pro Pedro como resolver um probleminha que eu passei. Ela usou as palavras dela, coisa simples, mas tava ali mostrando que ela entendeu o raciocínio por trás. Falou algo como "ó Pedro, você tem que isolar essa variável aqui porque assim dá pra ver quanto vale aquele número ali", foi aí que pensei "essa pegou a ideia direitinho". E é nessas conversas entre eles que a gente percebe. Outra situação foi quando o João chegou pra mim e disse "professor, já terminei, posso ajudar a Sara?" Ele não só entendeu como tava confiante o suficiente pra ensinar. Quando vejo essas coisas sei que tô no caminho certo.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso sempre tem. Acho que um dos erros que eu mais vejo é quando os alunos confundem o método da substituição com o método da adição. Tipo assim, o Lucas uma vez tava tentando resolver duas equações e começou a somar tudo sem perceber que algumas coisas precisavam ser isoladas primeiro. Ele achou que dava pra somar qualquer coisa ali e pronto. Aí fui lá e mostrei pra ele "olha Lucas, aqui você precisa isolar uma das variáveis primeiro e depois substituir na outra equação", e ele fez "aaah, agora entendi". Acho que esse erro acontece muito porque eles querem resolver a equação rápido demais sem pensar nos passos certos.

Outro erro comum é na hora de montar as equações a partir de um problema do dia a dia. Lembro do caso da Ana, que se confundiu toda na hora de transformar um problema em equação porque ela pensou no total de uma maneira e não viu que tinha duas variáveis diferentes. Aí tive que sentar com ela e mostrar como separar as informações direito antes de montar a equação. No geral, esses erros vêm de pular etapas ou não analisar bem o problema antes de começar a resolver.

Sobre os alunos com necessidades específicas como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, já tive que adaptar várias coisas. Pro Matheus, o importante é manter ele sempre engajado e interessado. Então gosto de dividir as atividades em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado e também uso jogos matemáticos ou atividades em dupla pra ele estar sempre em movimento. Uma vez usei palitos coloridos pra eles montarem as equações fisicamente antes de passar pro papel e isso ajudou bastante ele.

Já com a Clara, é mais sobre ter um ambiente tranquilo e previsível. Eu deixo bem claro qual vai ser a rotina da aula logo no início e dou exemplos visuais sempre que possível. Uso muito gráfico colorido e esquemas passo a passo porque isso funciona bem pra ela. Um dia fizemos uma atividade onde cada aluno tinha um papel específico numa encenação de mercado, tipo vendedor ou comprador. Ela adorou ser a caixa registradora porque era algo bem definido e com passos claros.

Uma coisa importante é sempre ter paciência e observar como eles estão reagindo às atividades pra ajustar quando necessário. Já tentei usar vídeos explicativos mais longos mas percebi que não era muito eficaz, nem pro Matheus nem pra Clara... Eles precisam mesmo é de interação direta e material concreto.

Bom gente, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado com essas dicas e exemplos do dia a dia! Se alguém tiver outra experiência ou sugestão, tô aqui sempre aberto pra aprender também. Fiquem à vontade pra comentar! Até mais!

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