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EM13MAT303Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar e comparar situações que envolvam juros simples com as que envolvem juros compostos, por meio de representações gráficas ou análise de planilhas, destacando o crescimento linear ou exponencial de cada caso.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Aqui é o Carlos Eduardo, e hoje quero compartilhar com vocês um pouco de como eu trabalho a habilidade EM13MAT303 com a galera do 2º ano do Ensino Médio. Pra quem tá chegando agora e ainda não pegou a manha, essa habilidade é sobre interpretar e comparar situações de juros simples e compostos. É uma coisa que parece complicada, mas quando a gente traz pra realidade deles, fica mais fácil.

Na prática, essa habilidade é sobre entender como o dinheiro cresce ao longo do tempo dependendo do tipo de juros. Os alunos precisam conseguir olhar um gráfico ou uma planilha e saber dizer se o crescimento é linear ou exponencial. Então, eles têm que identificar qual situação tá envolvendo juros simples e qual tá envolvendo juros compostos. Lá no 1º ano, eles já viram um pouco sobre porcentagem e operações básicas com números racionais. Isso ajuda bastante porque os conceitos de porcentagem são fundamentais pra entender os juros.

Uma das atividades que faço é bem simples: pegar anúncios de financiamentos ou empréstimos que saem em jornais ou na internet. Trago esses materiais pra sala e divido os meninos em grupos. Cada grupo fica com uma situação diferente pra analisar. A ideia é que eles se reúnam e tentem descobrir quanto vai custar determinado financiamento em um ano, por exemplo, comparando o cenário de juros simples e compostos. Aí dá uns 40 minutos pra eles trabalharem nisso, e depois fazemos uma discussão em sala.

Uma situação engraçada foi com o João e a Mariana. Eles estavam analisando um financiamento de carro e o João jurava que tinha algo errado porque o valor tava ficando muito maior nos juros compostos. Quando ele finalmente entendeu que os juros estavam "rendendo", ele fez uma cara de surpresa que fez a sala toda rir. Foi algo que fixou bem na mente deles, essa diferença entre linearidade dos simples e exponencial dos compostos.

Outra atividade é usar uma planilha no computador. Como a escola tem laboratório, sempre agendo uma aula lá. Com planilhas do Excel ou Google Sheets, eles podem ver na prática como os valores crescem ao longo dos meses/anos tanto para juros simples quanto para compostos. Peço pra fazerem gráficos pra visualizar melhor essa diferença no crescimento dos valores. Gasto umas duas aulas inteiras nisso, porque muitos têm dificuldade com o uso da ferramenta no início.

Lembro da última vez que fizemos isso, o Lucas tava tão fascinado que ele começou a criar cenários malucos, tipo empréstimo de bilhões pra ver como o gráfico ficava gigante nos juros compostos. Aí ele chegou pros colegas e falou "Se eu fosse rico assim, nunca ia querer pagar juros compostos!" Foi legal porque gerou debate sobre a importância de entender essas diferenças na vida real.

Por fim, tem a atividade do "caso real". Trago histórias reais (claro, sem expor ninguém) de pessoas que caíram em armadilhas financeiras por não entenderem bem os juros. Aí discuto com eles quais decisões essas pessoas tomaram erradas e como poderia ter sido diferente se tivessem tido conhecimento prévio. Não uso material físico aqui, só distribuo algumas folhas com a história escrita e deixo eles debaterem em grupos pequenas soluções possíveis.

Nessa última vez, a Júlia ficou super envolvida numa história de um casal que perdeu quase tudo por causa de um empréstimo mal calculado. Ela até comentou: "Meu Deus, parece novela isso!" E sabe? É bem assim mesmo. Conectar essas habilidades com situações do dia-a-dia faz toda a diferença.

Bom gente, é isso aí! Trabalhar habilidades como essas pode parecer um desafio inicial, mas quando a gente traz pra realidade dos alunos e usa exemplos concretos que fazem parte do cotidiano deles, tudo flui melhor. Espero ter ajudado algum de vocês aí com ideias ou inspiração pra dar aula sobre esse tema. Abraços!

Olha, gente, perceber que os meninos realmente entenderam um conteúdo sem aplicar uma prova formal é quase uma arte, viu? Mas depois de um tempo a gente pega os sinais. Um dos indícios mais claros é quando eu tô circulando pela sala e vejo aquele aluno que antes tava meio perdido agora todo empolgado tentando explicar pro colega o que acabou de aprender. Tipo, uma vez eu tava passando pelas mesas e vi o Joãozinho mostrando pra Maria como ele calculou o montante dos juros compostos num exemplo que dei. Ele desenhou uma linha do tempo no caderno dela e tava falando com tanta convicção! Ali eu pensei: "Ah, esse entendeu".

Outra coisa que eu observo bastante são as conversas entre eles. Às vezes eu paro meio disfarçado perto de uma rodinha e fico ouvindo o papo. Quando eles começam a usar termos certos e fazer perguntas pertinentes uns pros outros, já é um sinal forte. Tipo assim, quando ouvi a Ana perguntando pro Lucas por que na fórmula de juros compostos a taxa tem que ser elevada ao tempo, eu soube que ela tava pensando além do básico.

Agora, os erros mais comuns... Tem vários. Os meninos, por exemplo, muitas vezes confundem quando usar juros simples e quando usar composto. Já vi várias vezes o Pedro calculando a rentabilidade de um investimento a longo prazo usando juros simples porque ele acha mais fácil. E aí dá aquela diferença gritante no resultado né? Acontece muito também de misturarem as fórmulas ou esquecerem de converter a taxa de juros pra mesma unidade do tempo. A Camila direto bota a taxa anual sem dividir por 12 quando o tempo tá em meses. Isso acontece porque eles tão tão focados em lembrar da fórmula que esquecem de pensar na lógica do problema.

Quando eu pego esses erros na hora, gosto de sentar ao lado deles e pedir pra me explicarem o raciocínio. Só escutar já ajuda a eles mesmos se darem conta do erro. Muitas vezes eles falam alguma coisa como "Ah, tá vendo, professor? Eu viajei aqui." E aí é só questão de mostrar o caminho certo novamente.

Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, já aprendi um bocado com eles. Pro Matheus, preciso ter atividades mais curtas e diretas. Se eu passo uma lista longa de exercícios, ele se perde rapidinho. Então eu corto em partes menores e dou pequenas recompensas a cada parte concluída, tipo um tempinho pra ele levantar ou mexer no celular. Funciona bem e ele fica mais focado.

Com a Clara é outra abordagem. Ela responde bem a roteiros visuais e previsíveis. Gosto de usar gráficos coloridos e fluxogramas pra mostrar os passos das fórmulas matemáticas. E preciso tomar cuidado com mudanças bruscas na rotina porque isso desestabiliza ela. Já aconteceu uma vez de mudar o tema no meio da aula sem aviso e foi um caos; depois disso planejo melhor as transições.

Bom, pessoal, acho que por hoje é isso! Espero ter conseguido passar um pouco da minha experiência com vocês. Qualquer dúvida ou se quiserem trocar ideia sobre outras estratégias é só falar aqui! Abraços!

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