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EM13MAT315Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Investigar e registrar, por meio de um fluxograma, quando possível, um algoritmo que resolve um problema.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13MAT315 da BNCC é uma daquelas coisas que faz a gente se sentir um pouco cientista e um pouco detetive com os meninos. Porque, no fim das contas, a ideia é fazer eles investigarem e registrarem como um algoritmo resolve um problema usando fluxogramas. Ah, e isso tudo é um jeito bonito de dizer que eles precisam entender o passo a passo de como resolver uma situação, tipo uma receita de bolo.

Na prática, essa habilidade significa que o aluno precisa ser capaz de pegar um problema e desenrolar ele em partes claras e organizadas. Por exemplo, se você pede pra galera calcular a quantidade de tinta que precisa pra pintar uma parede, eles precisam entender cada passo: medir a parede, calcular a área, saber quanto cada lata de tinta cobre... e por aí vai. O fluxograma entra aí pra deixar isso visualmente mais claro. E o bacana é que eles já vêm do 1º ano tendo noção dessas coisas mais básicas como passos em resoluções matemáticas, mas agora a gente adiciona mais camadas. Eles já sabem fazer operações, resolver equações simples, pensar em sequência lógica... então é show ver essa evolução.

Agora, sobre as atividades que faço na sala, tem algumas que sempre acabam dando super certo. Uma delas é a famosa atividade do "Caminho da Casa". Essa é bem prática e os alunos adoram porque mexe com uma coisa que eles fazem todo dia: pensar no caminho de casa pra escola. Primeiro, levo algumas cartolinas e canetinhas coloridas pro pessoal. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 pessoas (geralmente deixo eles escolherem com quem querem trabalhar porque acaba rendendo mais). Peço pra cada grupo criar um fluxograma de como seria o caminho ideal de casa até a escola, considerando tempo e segurança. Isso ocupa uma aula inteira fácil, mas vale a pena porque eles precisam pensar nos detalhes e discutir entre si qual opção é melhor. Da última vez que fiz isso, a Ana deu a ideia de incluir paradas pro lanche no meio do caminho, o que gerou uma baita discussão divertida sobre tempo gasto versus fome.

Outra atividade legal é o "Desafio do App". Aqui, eu uso algo bem simples: papel sulfite e lápis. Divido eles em duplas e dou um problema: criar um algoritmo básico pro funcionamento de um aplicativo fictício que avisa quando é hora de regar as plantas. Eles têm que pensar em condições climáticas, tipo se tá chovendo ou não, e também no tipo de planta. Dou umas duas aulas pra isso porque envolve pesquisa rápida na internet também. A reação deles costuma ser muito positiva; a galera se envolve muito e vira quase uma competição pra ver quem cria o app mais interessante. O João e o Pedro da última vez até queriam continuar depois da aula!

E tem também a atividade do "Chef Matemático", que é mais curta mas igualmente eficaz. Nessa, eu levo algumas receitas simples impressas (tipo bolo de caneca) e peço pra turma montar o fluxograma das etapas da receita. Eles já têm as receitas mastigadas em texto, mas precisam transformar aquilo em passos bem definidos num fluxograma. Isso ocupa meia aula apenas, mas ajuda muito a fixar o conceito porque eles veem na prática como dividir algo complexo em partes menores. A Julia achou engraçado porque na primeira vez desenhou tudo meio confuso e teve que refazer depois que viu como o colega dela tinha feito.

O legal dessas atividades é ver como cada aluno responde diferente aos desafios. Sempre tem aquele mais empolgado com cores e desenhos nos fluxogramas, uns que mergulham nos detalhes técnicos dos algoritmos... e outros que são ótimos líderes nas discussões do grupo. E isso sem contar aquelas pequenas surpresas quando alguém quietinho solta uma ideia genial e arranca aplausos da turma.

No final das contas, trabalhar com algoritmos e fluxogramas ajuda os alunos não só na matemática, mas na vida prática mesmo. Eles aprendem a organizar pensamentos, resolver problemas complexos em partes menores e até trabalhar melhor em equipe. É gratificante acompanhar esse crescimento todo.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter dado umas ideias boas aí pro pessoal. A gente vai trocando essas dicas porque sempre é bom ter carta na manga pra prender a atenção dos meninos nas aulas. Até mais!

E aí, pessoal! Continuando aqui sobre a habilidade EM13MAT315, é bacana ver como a gente consegue perceber que os meninos estão entendendo sem precisar de prova formal, né? Eu particularmente gosto de andar pela sala enquanto eles estão trabalhando nas atividades, dá pra captar muita coisa. Tipo assim, às vezes vejo eles trocando ideia, e é incrível como, do nada, uma conversa me faz pensar "ah, esse entendeu".

Teve uma vez que eu tava circulando e ouvi o João explicando pra Maria como ele resolveu uma parte do problema. Ele falou algo tipo: "Olha, primeiro você precisa separar o que é dado e o que a gente precisa achar, depois segue a receita que o professor passou". Aí ele foi desenhando com o dedo no ar enquanto explicava, e eu só observando de longe. É nessas horas que você percebe que o menino encaixou as peças do quebra-cabeça e tá compartilhando o entendimento dele.

Outra coisa que ajuda muito é quando um aluno pergunta algo pra um colega e o outro responde com facilidade e ainda complementa: "Não, é porque isso aqui tem que vir antes disso ali, senão não dá certo". Esse tipo de diálogo entre eles é um sinal claro de que eles realmente entenderam a lógica por trás do processo.

Agora, falando dos erros mais comuns, ah... tem cada situação! O Pedro, por exemplo, sempre esquecia de verificar as condições iniciais de um problema antes de começar a desenvolver o algoritmo. Ele já saía fazendo sem parar pra pensar se tinha toda a informação necessária no lugar certo. A causa disso? Muitas vezes é ansiedade ou pressa de terminar logo. O que eu faço é chamar ele pra uma conversa rápida e dizer: "Pedro, vamos respirar e revisar antes de correr com tudo?" Aí a gente volta juntos até o início do problema e repassa os passos com calma.

Já a Ana sempre confundia os operadores lógicos nos fluxogramas. Ela usava "e" no lugar de "ou", e vice-versa. Isso geralmente acontece porque essas palavrinhas parecem simples mas causam um nó na cabeça quando se tá aprendendo. Pra ajudar, eu costumo fazer umas analogias com coisas do dia a dia. Tipo: "Ana, pensa assim: 'e' é quando precisa dos dois ingredientes na receita; 'ou' é quando basta só um deles."

Agora, sobre trabalhar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, aí o desafio é diferente mas gratificante. Com o Matheus, eu sempre tento quebrar as atividades em partes menores. Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho. Se dou uma tarefa grande de cara, ele fica ansioso e dispersa. Então organizo em etapas curtas com pausas programadas pra ele se movimentar. E olha, usar recursos visuais faz uma diferença tremenda! Às vezes um simples quadro branco portátil pra ele desenhar os fluxogramas já ajuda a manter o foco.

Com a Clara, que tem TEA, procuro ser bem claro nas instruções e também mantenho uma rotina previsível nas aulas. Isso dá segurança pra ela saber o que vai acontecer em seguida. Usar cores diferentes nos materiais também funciona bem – ela adora! Mas já percebi que barulho demais atrapalha muito ela. Então, procuro criar um cantinho mais sossegado na sala onde ela pode trabalhar sem tantas distrações.

Bom gente, é isso aí! Ensinar essas habilidades de algoritmos vai além da matemática e tecnologia: envolve entender cada aluno em sua individualidade. Espero ter ajudado compartilhando um pouco dessas experiências. Vamos nos falando por aqui! Abraço!

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