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EF03MA12Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever e representar, por meio de esboços de trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a movimentação de pessoas ou de objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com base em diferentes pontos de referência.

GeometriaLocalização e movimentação: representação de objetos e pontos de referência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03MA12 da BNCC é bem interessante e até divertida de trabalhar com a turma do 3º ano. Na prática, a gente tá falando da capacidade dos alunos descreverem e representarem caminhos, trajetos ou o movimento de pessoas e objetos no espaço, tipo como se fossem pequenos mapas ou maquetes. Eles têm que entender direções, mudanças de sentido e pontos de referência, que é algo que eles já começaram a pegar o jeito lá no 2º ano quando começamos a discutir localização e movimentos mais simples.

Pra mim, o grande lance é fazer com que os meninos consigam, por exemplo, saber como ir de um lugar pra outro usando pontos de referência. Tipo assim: "Saia daqui da sala de aula, vire à esquerda na biblioteca, siga reto até o pátio..." E também tem que conseguir desenhar isso num papel ou montar uma maquete simples. Aí eles vão usando esse conhecimento no dia a dia, sem nem perceberem que estão praticando uma habilidade matemática.

Vou contar como faço isso em sala com umas atividades que a galera costuma curtir bastante:

A primeira atividade que faço é bem simples: uma espécie de "caça ao tesouro" dentro da escola. Uso apenas papéis e lápis pra dar as instruções. Divido a turma em pequenos grupos, tipo quatro ou cinco alunos no máximo, e cada grupo recebe um conjunto de instruções escritas que eles precisam seguir pra encontrar um "tesouro" escondido. Esse tesouro pode ser qualquer coisa boba, tipo um adesivo ou uma balinha. Costumo usar uns 30 minutos pra essa atividade, incluindo o tempo de preparação com os monitores.

Os alunos curtem bastante essa atividade e ficam super empolgados. Uma vez, o Joãozinho pegou o papel e saiu correndo na frente da turma dele! Tinha tanta certeza que sabia onde era o "tesouro" que nem leu direito as instruções. Acabou parando na sala dos professores, achando que tinha alguma coisa lá. Foi uma risada só!

Outra atividade que faço é construir maquetes da escola com caixas de papelão e materiais recicláveis. Aí o material aqui pode ser qualquer coisa disponível: caixas pequenas, tampinhas, canudinhos. Cada grupo fica responsável por uma parte da escola: biblioteca, pátio, cantina... A montagem em si leva um pouco mais de tempo, geralmente uma aula inteira (uns 50 minutos), mas o entusiasmo deles compensa! Eles adoram ver suas ideias tomando forma.

Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria se empolgou tanto com as tampinhas que criou uma série de árvores ao redor do "pátio" dela. O mais legal foi ver os outros grupos pegarem a ideia dela pra melhorar suas maquetes também.

Finalmente, gosto de uma atividade ao ar livre onde os alunos têm que criar um trajeto num espaço aberto (como o pátio ou quadra) usando giz para desenhar no chão. Dou um tema tipo "a viagem do carro pelo bairro", e eles têm que desenhar o trajeto incluindo casas, ruas e rotas diferentes. Essa atividade pode ser organizada em duplas ou trios pra facilitar a interação entre eles. A duração fica por volta dos 40 minutos.

Nesse dia específico fez tanto sol que achei que os meninos iam cansar rápido, mas o Miguel e a Carla estavam tão focados no desenho deles que nem se importaram. E aí começou uma disputa saudável entre os grupos pra ver quem fazia o desenho mais criativo! Voltei pra sala depois com todo mundo querendo contar como foi. Isso mostra como engajamento é tudo, né?

Essas atividades ajudam muito os alunos a desenvolverem não só a habilidade específica da EF03MA12 mas também outras competências como trabalho em equipe e criatividade. E olha só: quando eles começam a perceber os lugares de referência na escola ou até em casa fica visível como entendem melhor as direções e trajetos.

É sempre bom trocar essas ideias aqui no fórum com vocês porque sei que cada professor tem sua forma única de trabalhar essas habilidades na sala de aula. Então é isso aí! Se alguém tiver outras dicas ou formas diferentes de trabalhar essa habilidade vou adorar ouvir.

Até mais!

E aí, continuando essa conversa sobre a habilidade EF03MA12, uma coisa que sempre observo pra perceber se os meninos realmente entenderam sem precisar aplicar uma prova formal é durante as atividades em grupo. Olha, quando circulo pela sala, dá pra ver aqueles olhos brilhando quando eles pegam o jeito da coisa! Tem aquele momento mágico que a gente percebe que o aluno sacou. Tipo assim, outro dia eu vi a Ana explicando pro João como chegar no refeitório usando o desenho que eles tinham feito. Ela usou palavras como "vira à direita" e "segue reto até" com tanta confiança que ficou claro que ela tinha entendido o conceito de direção e trajetória.

Outra situação foi com o Lucas e o Pedro. Eles estavam discutindo como representariam no papel o caminho até a biblioteca da escola. O Lucas descreveu usando referências, tipo "passa pelo bebedouro", e o Pedro estava todo animado desenhando. Quando um aluno consegue explicar pro outro ou até mesmo usar elementos do cotidiano deles, eu sei que tá no caminho certo. E essas conversas espontâneas são ouro, porque mostram o entendimento real do conceito.

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, aí é aquela história né, errar faz parte do aprender. O Gabriel, por exemplo, tinha uma dificuldade danada em entender quando um caminho dava volta e voltava ao ponto de início. Ele ficava meio perdido com a ideia de circular num espaço fechado. Isso acontece porque eles ainda estão desenvolvendo essa noção espacial mais complexa. Pra ajudar, eu passo mais tempo com ele mostrando exemplos práticos, tipo fazer o trajeto com ele pela quadra várias vezes até ele fixar.

A Sofia confundia sempre esquerda e direita, mas isso é super comum nessa idade. A estratégia foi marcar as mãos dela com fitas coloridas por uns dias: uma cor pra direita e outra pra esquerda. E aos poucos, fiz ela sempre associar essas cores às direções, até que deixou de ser necessário.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Cara, cada um desses alunos requer um olhar atento e algumas adaptações nas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que sejam mais dinâmicas, então eu sempre procuro envolver ele em tarefas que tenham movimento físico. Por exemplo, ao invés de só desenhar o trajeto no papel, a gente faz uma espécie de caça ao tesouro onde ele precisa seguir pistas pela escola. Isso ajuda a manter ele focado e engajado.

A Clara, por outro lado, tem TEA e responde melhor a rotinas bem estruturadas e previsíveis. Com ela, eu uso cartões visuais que mostram etapas do que precisa ser feito, tipo um passo a passo visualmente claro do trajeto ou atividade. E olha, isso tem funcionado bem porque ela consegue visualizar cada etapa antes de partir para a execução.

Já tentei usar aplicativos no tablet pra ambos pensarem em trajetos no formato digital, mas não deu muito certo. O Matheus ficava distraído com outros jogos do tablet e a Clara se incomodava com as mudanças repentinas na tela. Então voltei pro básico do papel e das atividades físicas mesmo.

Olha aí esse papo já tá grande! Espero que essas histórias ajudem vocês nas salas de aula por aí. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, manda ver! Sempre bom trocar ideias.

Até a próxima!

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