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EF03MA18Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escolher a unidade de medida e o instrumento mais apropriado para medições de comprimento, tempo e capacidade.

Grandezas e medidasSignificado de medida e de unidade de medida
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF03MA18 com os meninos do 3º ano é um desafio legal e divertido. A BNCC fala de escolher a unidade de medida e o instrumento mais apropriado pras medições, mas na prática, o que a gente quer é que a criançada consiga olhar pra uma situação e saber que tipo de medida usar. Tipo assim: se vão medir o comprimento do pátio da escola, entendam que precisa de uma trena ou fita métrica e não de uma régua comum. Ou se vão ver o tempo de uma corrida, saber que precisam de um cronômetro, e não apenas contar nos dedos. A ideia é que eles entendam o que faz sentido em cada situação.

No 2º ano, os alunos já têm uma noção básica das unidades de medida porque a gente começa a introduzir isso devagar. Lá, eles aprendem sobre medir com passos ou palmos e começam a entender o conceito de medidas não padronizadas. No 3º ano, a gente aprofunda isso e traz as medidas mais "oficiais" e os instrumentos específicos. Queremos que eles façam essa escolha com consciência.

Agora, vou contar algumas atividades que eu faço pra desenvolver essa habilidade com a turma.

Uma atividade que faço é a "Estação de Medidas". É bem simples. Eu levo à sala vários objetos: copos d'água, fitas métricas, cronômetros (pode ser o do celular mesmo) e recipientes como garrafas PET. Aí divido a turma em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco alunos. Cada grupo tem que passar por estações diferentes onde vão medir algo - na primeira estação medem o tempo que leva pra um colega atravessar a sala correndo; na segunda medem a quantidade de água que cabe num recipiente usando copos menores; na terceira medem o comprimento da mesa com a fita métrica. Cada estação leva uns 10 minutinhos. Os alunos curtem muito porque é dinâmico e eles se sentem meio cientistas fazendo experimentos. Da última vez que fiz, a Ana trocou as medidas de capacidade com as de comprimento e ficou confusa - foi ótimo porque discutimos como cada unidade tem um propósito.

Outra atividade bacana é a "Caça ao Tesouro". Antes da aula, eu escondo algumas pistas pela escola que levam os alunos até um "tesouro" - pode ser um pacote de biscoitos ou algo simples. Essas pistas são medições que eles têm que fazer corretamente pra encontrar a próxima dica. Por exemplo, "caminhe 10 metros para o leste" ou "conte 30 segundos até chegar no banco do pátio". Pra essa, uso papel e caneta pra escrever as pistas e uma bússola só pra dar um toque extra. Leva uns 40 minutos no total e deixa todo mundo bem animado. Teve um dia que o Lucas simplesmente quis correr em vez de medir os 10 metros certinhos - aí ele começou a incentivar o grupo a prestar mais atenção nos passos.

A última atividade que gosto é um "Dia da Feira". A gente simula uma feirinha na sala, onde os alunos trazem frutas (ou eu levo algumas) pra medir o peso usando balanças improvisadas - pode ser uma régua com um peso fixo numa ponta equilibrada por objetos na outra ponta. Eles aprendem sobre equilíbrio e medição. Organizamos em duplas dessa vez e leva quase toda a aula porque além de medir, eles vendem e compram as frutas por notas fictícias. A reação deles é sempre muito boa porque além da matemática, eles acabam aprendendo um pouco sobre negociação. Uma vez, o João ficou impressionado quando viu que podia usar moedas fictícias pra pagar menos por uma fruta maior.

Bom, essas atividades ajudam muito porque são práticas e os meninos podem relacionar com coisas do dia a dia. Na real, quando eles percebem que medir é útil em várias situações da vida real, tudo faz mais sentido pra eles. E aí eles ficam perguntando se podem usar as fitas métricas na hora do recreio também!

Acho que é isso! Se vocês tiverem outras ideias ou dicas pra trabalhar essa habilidade tão importante, compartilhem também! Sempre bom trocar experiências com quem tá no mesmo barco!

Aí, gente, continuando aqui sobre como percebo que a galera tá pegando a habilidade sem precisar aplicar prova. Olha, é bem no dia a dia mesmo, quando tô circulando pela sala, ouvindo as conversas, vendo aquele brilho no olho quando eles acertam algo. Tem um menino na minha turma, o Lucas, que adora ajudar os outros. Uma vez vi ele explicando pra Mariana como usar a régua pra medir o desenho do mapa que a gente tava fazendo. Ele chegou todo contente e falou: "Mari, você começa aqui no zero e vai até o final da linha, tá vendo? Aí você vê quanto deu." E ela, prestando atenção, fez igualzinho e acertou. Aí eu pensei: "Pronto, o Lucas já entendeu!"

Outra situação foi com a Júlia. Estávamos medindo o tempo de algumas atividades físicas, tipo uma corrida no pátio. A Júlia logo pegou o cronômetro e começou a marcar direitinho os tempos dos colegas. Era uma alegria ver ela explicar pro João que não adianta só contar até 10 na cabeça, que pra marcar mesmo precisa do cronômetro. Nessas horas é que a gente percebe que eles estão não só entendendo mas também aplicando o conhecimento de maneira prática e ajudando uns aos outros.

Agora, falando dos erros comuns, sempre tem uns tropeços no caminho, né? O Gabriel, por exemplo, sempre confunde centímetros com metros. Uma vez ele tava medindo a mesa da sala e disse que tinha 200 metros. Eu ri um pouco por dentro, aí expliquei: "Gabriel, tá meio grande isso aí! Vamos medir de novo?" Mostrei pra ele como olhar as marcações na régua e percebi que ele confundia as unidades porque não tinha muita noção de escala. Aí peguei uns exemplos do dia a dia pra ajudar: "Imagina 200 metros, é mais ou menos o tamanho de duas quadras de futebol! Nossa mesa é bem menor que isso."

Outra coisa comum é a galera misturar as unidades quando tá medindo líquidos. Tipo assim, a Ana uma vez tava ajudando na cozinha da escola e falou que tinha colocado 1 litro de farinha num copo medidor de 250 ml. Eu perguntei: "Ana, será que coube isso tudo mesmo?" Quando ela viu o erro e entendeu a diferença de capacidade dos recipientes ficou toda sem graça, mas nunca mais errou!

No caso do Matheus, que tem TDAH, eu preciso estar sempre pensando em formas diferentes de prender a atenção dele e dar espaço pra ele se movimentar um pouco mais. Às vezes ele fica inquieto nas atividades muito longas ou paradas demais. Então, tento sempre dividir as tarefas em partes menores e intercalo com atividades onde ele pode se mexer mais, tipo medições no pátio ou atividades práticas em grupos pequenos. Aí ele consegue se concentrar melhor em cada etapa sem perder o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, eu tento usar materiais visuais mais concretos e claros. Cartazes com desenhos das unidades de medida ajudam bastante. Às vezes as instruções verbais não são suficientes pra ela entender logo de cara, então dou um exemplo físico ou mostro com objetos reais. Ela também se dá melhor com uma rotina previsível, então mantenho um cronograma visual na sala pra ela saber o que vem depois.

Uma coisa que funciona muito bem com os dois é o uso de tecnologia. Aplicativos de medição no tablet são bem interativos e eles adoram! Já tentei também vídeos curtos explicativos sobre diferentes instrumentos de medida e eles ficam bem mais engajados. O que não funcionou tão bem foram aquelas atividades só de leitura e escrita durante muito tempo sem intervalos ativos; mais dispersão ainda.

Bom, pessoal, são esses os desafios e alegrias do dia a dia lidando com a habilidade EF03MA18. Ver os alunos crescendo nesses pequenos detalhes do cotidiano me dá aquela satisfação como professor. Espero que compartilhar um pouco da minha experiência possa ajudar outros aí na caminhada também! Até a próxima conversa!

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