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EF03MA24Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Resolver e elaborar problemas que envolvam a comparação e a equivalência de valores monetários do sistema brasileiro em situações de compra, venda e troca.

Grandezas e medidasSistema monetário brasileiro: estabelecimento de equivalências de um mesmo valor na utilização de diferentes cédulas e moedas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF03MA24 da BNCC, o que tô querendo dizer aqui é que os meninos precisam aprender a lidar com grana de verdade, sabe? Não é só saber que a nota de 50 é azul e tem a onça pintada. É mais do que isso. Queremos que eles resolvam e criem problemas com dinheiro do jeito que a gente faz no dia a dia, tipo quando vão comprar um lanche ou juntar as moedas pra comprar um brinquedo novo. É sobre entender que 10 moedas de R$ 0,10 são iguais a uma nota de R$ 1,00 e que dá pra combinar notas e moedas de várias formas pra alcançar o mesmo valor.

No terceiro ano, eles já têm uma noção básica de soma e subtração, né? Vêm do segundo ano sabendo contar até 100, pelo menos. Então, nessa fase, o desafio é aplicar isso nas situações práticas com dinheiro. Eles devem ser capazes de fazer essas contas sem se embolar, entender o troco quando compram algo e até inventar probleminhas como "se eu tenho R$ 5,00 e gasto R$ 2,50, quanto sobra?" Coisa assim.

Agora vou contar um pouco como faço isso na sala.

Uma atividade que eu gosto muito é a simulação de mercadinho. Olha só, eu junto um monte de produtos vazios (tipo caixa de cereal, lata de leite em pó, coisas que a galera da cozinha aqui de casa ajuda a juntar), e aí faço umas etiquetas de preço com valores entre R$ 0,50 e R$ 10,00. Distribuo essas coisas em mesas na sala, criando as seções do "mercado". A turma é dividida em clientes e caixas por cerca de 50 minutos. Eu dou um valor em dinheiro fictício (aquelas notas e moedas de plástico) pra cada cliente e eles precisam comprar algumas coisas dentro do orçamento. A ideia é eles calcularem quanto podem gastar e quanto vão receber de troco. A primeira vez que fiz essa atividade, foi engraçado ver o Marcos tentando comprar tudo com uma nota só porque não queria gastar as moedas. O pessoal se diverte muito, mas aprende também!

Outra atividade legal é o jogo do troco. A gente organiza em duplas ou trios e usa cartas numeradas que representam valores em dinheiro. O desafio aí é dar o troco certo baseado num "preço" escolhido pelas cartas. Funciona assim: um aluno saca uma carta que diz quanto ele "gastou" e o outro tem que pagar o troco certo usando as cartas que tem na mão. Leva uns 30 minutos por rodada e as crianças ficam empolgadas tentando achar o jeito mais rápido de dar o troco certo. Um dia desses a Ana deu um show ao perceber que podia dar R$ 2,00 com duas cédulas de R$ 1,00 enquanto o João tava lá pensando em usar quatro notas de R$ 0,50! É bacana demais ver eles pensando.

E tem também um lance bem simples mas super eficaz: o uso das cédulas e moedas em papel para criar probleminhas entre eles mesmos. Eu dou um valor total e eles precisam pensar em diferentes jeitos de formar esse valor usando as cédulas e moedas artificiais. Tipo assim: "Como é que podemos fazer R$ 7,30?" Eles têm que ser criativos nas combinações! Dou uns 20 minutinhos pra inventarem os problemas e depois mais uns 20 pra pedirem pros colegas resolverem. A última vez rolou uma história divertida porque a Luísa inventou um problema onde o valor dava certinho usando todas as moedas disponíveis e ficou toda animada quando viu a turma se embolando um pouco pra resolver.

Os meninos reagem bem demais a essas atividades porque são práticas e têm aquele toque de brincadeira que atrai a atenção deles. Eles não percebem que estão aprendendo coisas tão importantes pro dia a dia deles enquanto trabalham juntos, discutem soluções diferentes e veem onde erraram ou acertaram. Acho fundamental trazer essa habilidade pro concreto assim porque prepara os pequenos pro mundo real lá fora.

Bom, acho que deu pra ter uma ideia de como trago essa habilidade pro cotidiano da minha turma do terceiro ano. Cada vez que faço essas atividades vejo eles se envolvendo mais com o aprendizado da matemática aplicada ao sistema monetário e isso me deixa bem satisfeito como professor! Então é isso aí, vou ficando por aqui. Até mais!

No terceiro ano, eles começam a ter uma noção mais concreta do que é dinheiro e de como ele funciona no dia a dia. E olha, perceber que um aluno aprendeu mesmo, sem aplicar uma prova formal, muitas vezes é mais sobre observar o comportamento e as interações deles do que qualquer outra coisa. Tipo assim, você tá circulando pela sala, vendo o que eles tão fazendo, quando alguém levanta a mão e pede ajuda, você já tá de olho ali. Aí você ouve "se eu juntar essa moeda com essa nota, já dá pro chiclete", ou quando um tá explicando pro outro como dividir o troco do sorvete e consegue acertar sem titubear. É nessas horas que você pensa: ah, esse entendeu.

Teve uma vez a Júlia, sempre ela, né? Ela tava lá ajudando o Pedro, eles tavam brincando com umas notas e moedas de papel que a gente usa nas atividades. O Pedro ficou encucado com a ideia de juntar duas moedas de R$ 0,50 e a Júlia foi lá e mostrou pra ele que isso era igual a uma nota de R$ 1,00. E ela fez isso de um jeito tão natural que eu fiquei ali só observando e pensando: "Olha só, a menina pegou direitinho!" E o Pedro? Ah, ele fez aquele sorriso de quem sacou tudo. Momentos assim valem ouro.

Mas claro que nem sempre é tudo tão certinho. Um erro comum que eu vejo é a confusão entre as notas e as moedas quando vão passar os valores pro papel. Tipo o João que uma vez disse que tinha quatro notas de R$ 5,00 e anotou como R$ 4,00 em vez de R$ 20,00. Olha, isso acontece porque eles ainda estão aprendendo a lidar com números maiores e com a ideia de multiplicação na prática. Quando pego um erro desse na hora, eu tento não corrigir diretamente. Pergunto algo tipo "quantas notas você tem mesmo? E quanto vale cada uma?" Aí eles mesmo percebem o tropeço.

Outra situação é quando a Maria fica meio perdida na hora de dar troco. Ela sempre esquece que tem que subtrair e não somar o valor pago com o preço do produto. Isso rola porque mudar o foco de somar para subtrair às vezes é confuso pra eles nessa idade. Então eu faço umas atividades práticas onde ela tem que ser "a vendedora" e os colegas "os clientes". Isso ajuda ela a entender melhor o processo.

Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, ter alunos com TDAH e TEA na turma exige umas adaptações nas atividades deles. O Matheus é aquele menino cheio de energia, né? Então procuro sempre deixar ele se movimentar mais pela sala quando estamos nas atividades práticas. Ele adora ser o "caixa" nas brincadeiras de mercadinho porque ele pode ficar em pé e se mexer enquanto interage com os colegas. Também utilizo cronômetros visuais pra ajudar ele a gerenciar melhor o tempo durante as tarefas.

A Clara já precisa de um pouco mais de previsibilidade. Pra ela, usar imagens claras e organizadas é essencial. Tenho uns cartões coloridos com as notas e moedas desenhadas bem bonitinho pra ajudar ela a associar mais fácil os valores durante as atividades. Dividir as tarefas em passos pequenos também funciona bem pra Clara. Uma vez tentei fazer um jogo de tabuleiro com eles, mas percebi que foi muito estímulo ao mesmo tempo pra ela. Aprendi daí que menos é mais em certos casos.

No final das contas, tudo se resume a gente prestar atenção nas necessidades específicas de cada aluno e tentar ajustar conforme essas necessidades aparecem. Não é fácil sempre acertar de primeira, mas com observação e paciência dá pra fazer funcionar.

Bom pessoal, vou ficando por aqui por agora. Quero saber como vocês fazem aí nas suas escolas também! Até mais!

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