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EF04MA02Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Mostrar, por decomposição e composição, que todo número natural pode ser escrito por meio de adições e multiplicações por potências de dez, para compreender o sistema de numeração decimal e desenvolver estratégias de cálculo.

NúmerosComposição e decomposição de um número natural de até cinco ordens, por meio de adições e multiplicações por potências de 10
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF04MA02 da BNCC é bem interessante de trabalhar na prática com os meninos do 4º ano. A essência dela é ajudar os alunos a entenderem como os números são formados e como podemos brincar de desmontar e montar esses números usando as potências de dez. Na prática, é como se estivéssemos mostrando que qualquer número que eles conhecem pode ser quebrado em partes menores e depois remontado, como se fosse um Lego. Isso ajuda a galera a captar melhor como funciona o sistema de numeração decimal e ainda dá um gás nas estratégias de cálculo deles.

Então, tipo assim, se a gente pegar um número como 2345, o que estamos fazendo é mostrar que esse número é composto por 2 milhares, 3 centenas, 4 dezenas e 5 unidades. Ou seja, é o mesmo que 2000 + 300 + 40 + 5. E aí entra a decomposição e a composição: a gente desmonta o número nesses pedaços todos (decomposição) e depois mostra como juntar tudo de novo (composição). É uma forma de ver o número não só como um conjunto de dígitos, mas como uma soma de partes que têm significados diferentes dependendo da posição.

Os alunos já têm uma noção básica disso desde a série anterior, quando a gente começa a introduzir o conceito de unidades, dezenas e centenas. Mas agora precisamos ir um pouco além, adicionando o conceito das potências de dez, que é onde as coisas começam a ganhar uma dimensão mais legal e desafiadora.

Bom, vou compartilhar três atividades que faço com a turma pra trabalhar essa habilidade.

Primeira atividade: eu gosto de usar material dourado. Aquele que tem cubinhos pra unidade, barrinhas pras dezenas, plaquinhas pras centenas e cubos grandes pros milhares. É bem didático. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos, então cada grupo recebe um conjunto desse material. Dou uns 30 minutos pra eles brincarem com os números. Peço que montem um número qualquer (normalmente peço um número entre 1000 e 5000) usando as peças e depois decomponham ele em partes menores. Aí eu falo pra eles mostrarem pra mim quanto daquele número é feito de milhares, centenas, dezenas e unidades. Na última vez que fiz essa atividade, o João ficou todo animado porque conseguiu montar o número dele rapidinho e ainda explicou pros colegas como ele pensou na decomposição.

A segunda atividade é mais voltada pro papel e lápis mesmo. Passo umas contas na lousa e peço que os alunos escrevam cada número na forma expandida. Tipo: se eles estão trabalhando com 3456, quero ver eles escrevendo como 3000 + 400 + 50 + 6. Dou uns 20 minutos pra isso porque leva um tempinho pra alguns entenderem. E aí chego na parte que eles adoram: peço pra inventarem uma historinha usando esses números – tipo assim: “A cidade tem duas mil árvores numa floresta...”. Eles se divertem bastante com isso. Da última vez, a Ana criou uma história onde cada parte do número era um tipo diferente de alimento numa festa imaginária. Foi hilário!

A terceira atividade envolve um jogo simples chamado "Banco da Decomposição", onde uso cartões com números entre 1000 e 9999. As crianças jogam em duplas; cada uma tira um cartão e tem que decompor o número ali escrito o mais rápido possível. Quem fizer primeiro ganha aquele cartão. É rápido, leva uns 15 minutos no total porque pode ficar um pouco competitivo demais se durar muito tempo! Na última rodada que fizemos desse jogo, o Lucas estava super empolgado porque conseguiu ganhar da Luisa por dois cartões e ficou todo orgulhoso explicando pro resto da sala como ele pensou rápido na decomposição.

No fim das contas, essas atividades ajudam muito os meninos a visualizarem melhor os números e entenderem que cada pedacinho deles tem um valor diferente dependendo do lugar onde está posicionado. E isso acaba por abrir caminho para cálculos mentais mais rápidos e eficientes. É sempre bom ver o brilho nos olhos deles quando percebem que entenderam algo novo e conseguem aplicar esse conhecimento num problema ou numa situação diferente.

E aí? Como vocês costumam trabalhar essa habilidade aí nas salas de vocês? Adoraria ouvir sugestões ou experiências diferentes! Até a próxima!

Então, tipo assim, se a gente quer mesmo saber se os meninos entenderam a habilidade, não dá pra ficar só na prova formal, né? Eu gosto de ficar circulando pela sala, ouvindo o que eles estão dizendo uns pros outros. É incrível como muitas vezes um aluno explica pra outro de um jeito que a gente nem imagina e percebe que o entendimento rolou. Um dia desses, estava passando pelas mesas quando ouvi o João explicando pra Maria como ele pensava no número 437. Ele falou algo tipo "é como se fosse 400 mais 30 mais 7, só que aí o 400 é quatro vezes 100, e aí dá pra ver que é tudo dezena e centena mesmo". Quando vejo esse tipo de troca, sei que estão entendendo. Sabe quando você percebe aquele "click" no olhar deles?

E tem também aquelas conversas espontâneas que eles têm entre si. Outro dia, enquanto estavam fazendo uma atividade em grupo, a Isabela virou pro Pedro e disse "mas olha, se você pensar que 600 é tipo 6 vezes 100, fica mais fácil somar com aqueles outros números." Foi aí que eu pensei comigo mesmo "ah, essa entendeu!" Não é só o resultado correto que importa, é ver como eles estão pensando o número e usando essa lógica no dia a dia.

Agora, falar dos erros é sempre interessante porque são super comuns, né? O Lucas, por exemplo, vive tropeçando na hora de trocar a ordem das operações. Às vezes ele faz a decomposição do número certinho mas na hora de remontar acaba misturando tudo. Uma vez ele estava trabalhando com o número 582 e fez algo assim: "5 centenas, 8 dezenas e 2 unidades" e acabou escrevendo como 5208. Acho que acontece porque eles ainda estão internalizando como montar de novo depois de desmontar. Quando pego esse erro na hora, gosto de sentar com eles e usar material concreto, tipo cubos ou bloquinhos pra mostrar direitinho como a gente monta e desmonta.

Aí tem o caso da Ana, que quando vê um zero no meio do número já se complica toda. Tipo se tiver 405 ela tem dificuldade em ver o zero como uma dezena vazia e não uma coisa a mais pra contar. Então o que faço é trazer exemplos mais simples primeiro e depois ir complexificando.

Com o Matheus, que tem TDAH, a questão maior é manter ele focado durante as atividades. Se deixar ele solto demais, acaba dispersando rápido. Então eu tento quebrar a atividade em etapas menores e sempre dar um tempo de descanso entre elas. Coisas visuais ajudam muito - tipo usar cartões coloridos ou aqueles aplicativos educativos que fazem barulho e movimento sem ser caótico demais - pra manter ele engajado. Mas já aprendi por experiência própria que tem limite: se exagero na quantidade de estímulos ou na duração da atividade aí já viu né? Perdeu completamente a linha de raciocínio.

E falando da Clara, com TEA, eu tento sempre ser bem claro nas instruções e usar muito apoio visual. Às vezes faço cartões com as decomposições dos números já preparadas pra ela seguir enquanto trabalhamos juntos. E olha só, com ela também funciona super bem quando uso músicas ou ritmos pra aprender números; ela adora música então acaba ficando mais atenta nessas partes. Já tive que ajustar algumas coisas quando percebi que certas atividades sem estrutura bem definida deixavam ela ansiosa. Então procuro sempre planejar tudo detalhadinho antes.

No fim das contas é isso: cada aluno tem seu jeitinho de aprender e entender as coisas. A gente precisa estar atento ao que funciona melhor pra cada um deles e ir ajustando conforme necessário. Dou muita importância ao ambiente colaborativo porque quando um ajuda o outro aprendem juntos e crescem juntos; tudo vai fluindo mais natural.

Bom pessoal, fico por aqui hoje! Espero ter conseguido passar um pouquinho da minha experiência com vocês e quem sabe dar umas ideias pra quem tá precisando de uma luz aí. Abraço grande pra todo mundo!

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