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EF04MA14Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer e mostrar, por meio de exemplos, que a relação de igualdade existente entre dois termos permanece quando se adiciona ou se subtrai um mesmo número a cada um desses termos.

ÁlgebraPropriedades da igualdade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF04MA14 é bem interessante porque é quando os meninos começam a entender de verdade os mistérios da matemática, sabe? Na prática, o que a gente tá falando é sobre a propriedade da igualdade. Eu explico pra eles assim: imagina que você tem duas coisas iguais, tipo dois sacos de bala com a mesma quantidade de balas dentro. Se você coloca mais duas balas em cada um deles, ou tira duas balas de cada um, a quantidade continua igual entre os dois sacos. É isso que essa habilidade quer que eles peguem: que a igualdade permanece mesmo quando a gente adiciona ou subtrai o mesmo número dos dois lados.

Os meninos já vêm do 3º ano com uma noção básica de igualdade, mas é mais no sentido de entender que 5 é igual a 5, coisas assim. Agora, no 4º ano, eles têm que começar a perceber as relações entre os números de uma forma mais dinâmica. Não é só ver; é mexer nos números e ver que a igualdade ainda tá ali. Isso começa a preparar a galera pra álgebra mais a fundo nos anos seguintes.

Bom, vamos lá pras atividades. A primeira que faço com eles é o "Jogo dos Tíquetes". Usamos pedaços de papel como se fossem tíquetes e lápis. Eu divido a turma em duplas, geralmente misturo quem tá mais esperto com quem tá precisando de uma forcinha. Dou pra cada dupla 10 tíquetes e falo: "Vocês têm que garantir que o Joãozinho tem o mesmo número de tíquetes que a Mariazinha no final". Aí começo com um exemplo: dou 3 tíquetes pro Joãozinho e 3 pra Mariazinha. Pergunto se tá igual, eles dizem que sim. Aí peço pra adicionar 2 em cada montinho e pergunto de novo. Eles veem que continua igual. Leva uns 15 minutos, mas é divertido porque os meninos gostam de ver isso na prática.

Uma vez, o Pedro e o Lucas estavam fazendo isso e o Pedro começou a inventar moda: ele queria adicionar um tiquete só pro Lucas pra testar o que acontecia. O Lucas logo viu e falou: "Ei, assim não vale!". Foi uma boa oportunidade pra reforçar o conceito – eles mesmos perceberam que só funciona se adicionar ou subtrair igual pros dois.

Outra atividade que faço é o "Desafio das Laranjas". Aqui eu trago laranjas de plástico que tenho na sala (mas pode ser qualquer objeto). Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Coloco duas quantidades diferentes em duas mesas e peço pra eles igualarem as mesas adicionando ou subtraindo laranjas igualmente dos dois lados. Dá pra fazer isso em uns 20 minutos numa boa. A reação deles costuma ser ótima porque é bem visual. Eles amam desafios práticos assim.

A última vez que fiz isso, lembro da Ana Clara e do Guilherme discutindo como podiam tirar três laranjas daqui e colocar três ali ao mesmo tempo. "Mas como vamos fazer isso?", ela perguntou toda confusa. O Guilherme pegou numa boa e mostrou como adicionar três a um lado e depois ao outro ainda mantinha tudo igual. Foi um momento daqueles "ahá!" que gosto muito de ver.

A terceira atividade é "Quem tem mais?" usando cartões numerados. Cada aluno recebe um cartão com um número. Aí proponho várias situações tipo: "Adicione 5 ao seu número e veja com quem você empata agora". Nesse momento, eles têm que andar pela sala e achar seus pares. Esse movimento ajuda muito porque eles têm que pensar rápido e experimentar várias vezes em grupo diferentes até achar seus pares certos. Em uns 25 minutos dá pra fazer isso fácil.

Quando fiz essa atividade da última vez, o Matheus estava com dificuldades no começo, ele sempre emparelhava com alguém errado. Mas aí ele pegou o jeito depois de observar os colegas por um tempo e finalmente achou sua dupla correta depois de algumas tentativas – ele ficou tão feliz! Foi bom porque mostrou como às vezes só com prática mesmo é que as coisas acabam fazendo sentido.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade é bem legal porque os meninos começam a ver as relações matemáticas fluindo de forma mais concreta. Eles veem na prática como mexer nos números sem perder o equilíbrio entre eles, como numa balança engraçada onde todo mundo aprende junto.

Espero ter ajudado! Se tiverem outras ideias ou quiserem trocar experiências, tamo aí!

Então, pra perceber se os meninos entenderam mesmo esse lance da igualdade, eu fico de olho em várias situações do dia a dia na sala. Por exemplo, durante as atividades, eu circulo bastante entre as mesas. Aí rola de ouvir aqueles papos entre eles, sabe? Quando um explica pro outro, aí sim dá pra sacar quem entendeu e quem só decorou. Teve uma vez que o João tava explicando pro Pedro por que somar 5 em cada lado da equação não muda nada. Ele disse: "Imagina que você tem dois copos com a mesma quantidade de água e coloca mais 5 gotas em cada um. Continua igual, não é?" Nesse momento pensei: "Ah, o João pegou a ideia!" E claro, quando eles fazem essas relações com o que já conhecem, é um sinal ótimo de que o conceito tá sendo assimilado.

Outro jeito é quando eles começam a corrigir um ao outro. A Mariana, por exemplo, corrigiu a Ana numa atividade dizendo que ela só tinha tirado 3 balas de um saco e não do outro, aí não ia dar certo. Isso é muito bacana porque mostra que estão atentos e pensando com lógica matemática.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha... tem uns clássicos! A Luiza, por exemplo, toda vez esquecia de fazer a operação nos dois lados da balança. Ela somava ou subtraía só de um lado e falava: "Ué, tá dando errado!" E aí eu tinha que lembrar: "Luiza, lembra do equilíbrio. Se eu tenho 8 balas de cada lado e tiro só do lado esquerdo, vai ficar desigual."

O erro acontece muito porque a ideia de balancear não é algo tão natural assim pra eles no começo. Eles ainda estão muito acostumados a pensar nos números de forma isolada. Então eu tento fazer eles visualizarem melhor com objetos concretos: usamos blocos coloridos ou até mesmo os lápis deles pra montar essa ideia de equilíbrio.

Com esses erros, na hora eu tento pegar leve e mostro ali mesmo como seria a operação correta. Levo eles a repensarem em voz alta: "Se eu tiro daqui, o que tenho que fazer do outro lado?" Incentivar essa reflexão ajuda bastante.

Agora, com o Matheus que tem TDAH, eu procuro adaptar algumas coisas. Ele tem dificuldade de ficar focado muito tempo numa coisa só. Então as atividades precisam ser mais curtas e variadas pra manter o interesse dele. Às vezes uso jogos de matemática no computador ou atividades que envolvam movimento físico dentro da sala. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões coloridos com números e sinais de operação; ele tinha que montar as equações na ordem certa. Isso deu super certo porque ele podia montar e desmontar quantas vezes quisesse.

A Clara tem TEA e aprende melhor com rotinas previsíveis e materiais visuais. Eu faço questão de usar muitos diagramas e desenhos pra explicar os conceitos matemáticos pra ela. Uma vez desenhei uma balança grande no quadro e pedi que ela me ajudasse a colocar adesivos dos dois lados pra mostrar a igualdade.

Nas atividades em grupo, dou algumas instruções específicas pros colegas dela sobre como incluí-la nas conversas sem pressionar muito. Uma coisa que não funcionou foi quando tentei fazer um jogo competitivo rápido; ela ficou bem desconfortável. Aprendi que o tempo dela é diferente e preciso respeitar isso.

Bom, espero que essas experiências possam ajudar outros professores aí na lida com essa habilidade! Cada turma é única e sempre temos algo novo pra aprender com eles também. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências, tô por aqui pra trocar ideias. Valeu galera!

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