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EF04MA17Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Associar prismas e pirâmides a suas planificações e analisar, nomear e comparar seus atributos, estabelecendo relações entre as representações planas e espaciais.

GeometriaFiguras geométricas espaciais (prismas e pirâmides): reconhecimento, representações, planificações e características
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, quando peguei a habilidade EF04MA17 da BNCC pra trabalhar com os meus meninos do 4º ano, a ideia era ajudar eles a entender o que são prismas e pirâmides, mas de um jeito que fizesse sentido pra eles, sabe? A parada é fazer eles associarem essas figuras tridimensionais com suas planificações e conseguirem identificar o que faz um prisma ser um prisma e uma pirâmide ser uma pirâmide. Não é só saber o nome, mas entender como essas formas são construídas e como se relacionam com o que eles já conhecem. Acho importante conectar com o que eles aprenderam no 3º ano, tipo formas planas, lados, vértices e tal, porque isso vai ser a base pra entender as figuras espaciais.

Na prática, o aluno precisa chegar àquele ponto em que ele olha pra uma caixa de suco (que é um prisma retangular) e entende que se desmontar aquela caixa, vai ter um retângulo maior com algumas abas. Eles têm que conseguir ver essas formas planas e imaginar como elas se dobram pra formar uma figura tridimensional. É tipo aquele momento "Eureka!" quando percebem que nem toda forma precisa ser plana e desenhada no caderno. E isso também ajuda eles a comparar as diferenças entre prismas e pirâmides – tipo número de arestas, faces e vértices – de um jeito bem visual mesmo.

Agora vou contar algumas atividades que faço pra trabalhar isso. Bom, primeira coisa: a gente usa muito papel sulfite, tesoura e cola. Coisas bem simples mesmo. Minha primeira atividade é bem prática: planificação de sólidos com papel. Pego os meninos em grupos pequenos de 4 ou 5, aí cada grupo recebe uma figura geométrica já impressa num papel sulfite. Eles têm que recortar e dobrar até formar a figura tridimensional correta. Isso aí leva mais ou menos uma aula inteira de 50 minutos. Os alunos adoram! Eles ficam empolgados tentando montar direitinho, tipo um quebra-cabeça. Uma vez a Letícia estava toda feliz porque conseguiu montar um prisma hexagonal antes dos outros, aí ela ficou ajudando a turma toda.

A segunda atividade é a "caça ao tesouro geométrico". Essa é mais dinâmica. Divido a turma em duplas e cada dupla precisa achar no entorno da escola objetos que se assemelhem a prismas ou pirâmides. Eles têm 20 minutos pra explorar. Já vi aluno correndo pro refeitório apontando pro teto da cantina gritando "Pirâmide!", porque tem estrutura triangular lá em cima. Depois, voltamos pra sala e eles têm que desenhar e nomear o objeto no caderno, explicando por que escolheram aquele modelo. Da última vez, o Pedro achou uma garrafa de água que parecia um prisma e fez um desenho tão legal que ficou mostrando pra todo mundo.

A terceira atividade é o "desafio da montagem". Essa é mais complexa e faço depois das duas primeiras quando eles já estão mais familiarizados. Dou pras duplas algumas folhas de papéis coloridos com desenhos de diferentes faces dos sólidos (sem estarem montados ainda) e eles têm que identificar qual figura podem montar só olhando as planificações. Leva uma aula inteira também porque eles precisam discutir bastante entre si até decidirem por onde começar a montagem. E isso é ótimo porque desenvolve colaboração entre eles. Na última vez, o João e o Lucas ficaram numa discussão engraçada sobre se determinada face ia ser do cubo ou do prisma triangular até perceberem que estavam certos os dois, mas em momentos diferentes do exercício.

Enfim, essas atividades me ajudam a ver onde cada aluno tá nas suas descobertas sobre geometria espacial. O mais bacana é perceber como alguns deles passam a olhar as coisas ao redor de outro jeito, com mais curiosidade sobre formas e estruturas. Também adoro ver quando ajudam uns aos outros nos grupos ou duplas, porque é aí que acontece muita aprendizagem significativa de verdade.

E se algum colega quiser trocar ideia ou tiver outras sugestões de atividades sobre esse tema, tô sempre aberto pra ouvir! Espero ter dado umas boas dicas aí pra quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade com os alunos! Abraço!

E aí, continuando a nossa conversa sobre essa habilidade de matemática do 4º ano, é bem legal perceber como os meninos vão pegando as coisas ao longo das aulas, sabe? Não precisa de prova formal sempre pra saber se o aluno tá entendendo ou não. Dá pra sacar pelo jeito que eles falam e interagem. Quando tô andando pela sala, gosto de prestar atenção em como eles estão discutindo entre si. Às vezes fico escutando de longe mesmo. Tipo, teve um dia que a Ana estava explicando pro Lucas como ela pensa na hora de montar uma pirâmide a partir da planificação. Ela falou algo assim: "Pensa num triângulo grandão no meio e os outros menores nos lados. Aí você dobra tudo e junta lá em cima." Na hora pensei: "Ah, entendeu mesmo!"

Outra coisa que faço é observar quando eles ajudam uns aos outros. Se um aluno consegue explicar pro outro, usando as próprias palavras, sem pegar o material, é um ótimo sinal de que ele dominou o conteúdo. Teve um momento assim com o Pedro e a Sofia. Eles estavam tentando montar um prisma com palitos de sorvete e massinha. O Pedro virou pra Sofia e falou: "Se a base for um quadrado, então as laterais têm que ser retângulos!" E aí foram montando juntos. Esse tipo de interação mostra muito mais do que uma prova escrita poderia mostrar.

Agora, falando dos erros comuns... Nossa, sempre tem uns tropeços pelo caminho, né? Um erro que vejo bastante é a confusão entre prisma e pirâmide. A Beatriz, por exemplo, tava montando uma pirâmide mas colocou uma base retangular e tentou fazer as laterais todas serem quadrados também. Daí expliquei pra ela: "Bia, a pirâmide tem uma base só e os outros lados são triângulos que se encontram num ponto lá em cima." Acho que esse erro acontece porque os meninos ainda tão internalizando a diferença entre formas planas e sólidas e como elas se conectam. Então sempre tento reforçar isso com exemplos visuais.

Outro erro comum é na hora de planificar as figuras tridimensionais. O João, por exemplo, tentou planificar um prisma triangular mas esqueceu de desenhar uma das bases. Então falei pra ele: "João, pensa que isso é como se você estivesse desmontando uma caixinha de sapato. Onde tá o fundo e onde tá a tampa?" Isso ajuda eles a visualizarem melhor.

E aí tem o Matheus com TDAH na turma. Com ele, preciso sempre dar um tempo a mais nas atividades e usar materiais bem visuais porque ele se dispersa fácil. Uma coisa que funciona bem é usar figuras grandes e coloridas pra chamar a atenção dele. Já tentei usar fichas pequenas ou textos longos mas não rola mesmo, ele perde o foco rapidinho. Então tudo com o Matheus é mais dinâmico: jogos de encaixe, construir formas com massinha ou blocos.

Já a Clara, que tem TEA, gosta muito quando as atividades são previsíveis e seguem uma rotina bem clara. Com ela, uso bastante imagens sequenciais pra mostrar cada passo do que vamos fazer na aula. Isso acalma ela e deixa mais segura pra tentar sozinha depois. Também criei um caderno com modelos de figuras geométricas que ela pode consultar quando precisa.

Mesmo assim, às vezes o que funciona num dia não funciona no outro, né? Tive uma ideia de fazer uma competição em grupos pra ver quem montava as figuras mais rápido e não deu certo pra nenhum dos dois. O Matheus começou a ficar ansioso com o tempo e a Clara se isolou porque não gostou da pressão de trabalhar em grupo. Então tive que reavaliar ali na hora e mudar a atividade pra algo mais individual.

Bom pessoal, por hoje é isso! Compartilhar esses momentos me ajuda também a refletir sobre o que tá dando certo na sala de aula e no que preciso melhorar. Espero que essas histórias sejam úteis pra vocês aí também! Se tiverem dicas ou quiserem contar experiências parecidas, tô por aqui pra trocar ideia! Até mais!

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