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EF09MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Efetuar cálculos com números reais, inclusive potências com expoentes fracionários.

NúmerosPotências com expoentes negativos e fracionários
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, vamos falar um pouco sobre a habilidade EF09MA03 da BNCC, que é sobre efetuar cálculos com números reais, inclusive potências com expoentes fracionários. Parece complicado de cara, mas se a gente destrincha devagar, fica mais fácil de entender. Essa habilidade é essencial porque os alunos precisam saber lidar com todos os tipos de números e operações. Na prática, isso quer dizer que o aluno tem que ser capaz de pegar um número, digamos 8, elevar ele a um expoente fracionário tipo 3/2, e entender o que isso significa. Isso tem tudo a ver com raiz quadrada e cúbica também, que eles já começaram a ver antes.

Até chegar aqui no 9º ano, os meninos já deviam ter uma boa noção de potências inteiras e raízes quadradas que eles viram lá no 8º ano. Então, o que a gente faz agora é dar um passo além e introduzir esses expoentes fracionários. O que eu sempre falo pra turma é que um expoente fracionário é como um código pra raiz; então, 8 elevado a 1/2 é o mesmo que a raiz quadrada de 8.

Na minha sala do 9º ano, eu tenho umas atividades bacanas pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é mais teórica. Eu uso papel e caneta mesmo, nada muito diferente do tradicional. Divido a galera em duplas pra eles trocarem ideias e ajudarem uns aos outros. A atividade consiste em resolver exercícios de potências com expoentes fracionários e negativos. Dura uns 20 minutos e faço isso logo no começo da aula pra aquecer. Uma situação engraçada foi quando o Pedro e o Lucas, ao resolverem 27 elevado a 2/3, ficaram discutindo se era mais fácil achar a raiz cúbica primeiro ou elevar ao quadrado antes. Aí eu fui lá e mostrei que dava no mesmo! A turma inteira caiu na risada.

Outra atividade que gosto de fazer é mais prática e envolve calculadora científica. Peço pros meninos trazerem seus celulares (com minha supervisão, claro) ou uso as calculadoras da escola. Aqui eu foco em potências com expoentes fracionários em situações do dia a dia. Dou uns problemas tipo: "Se você tem uma plantinha que cresce de acordo com uma média mensal de x%, como calcular o crescimento depois de um certo tempo?" A turma adora porque foge do padrão livro-caderno e eles conseguem ver aplicação prática da coisa toda. Dura uns 30 minutos essa atividade e eles ficam super empolgados, especialmente quando descobrem como usar a calculadora pra facilitar a vida. Da última vez, a Ana ficou impressionada quando viu que podia calcular a raiz cúbica de grandes números em segundos.

A terceira atividade é um jogo. Eu chamo de "Desafio das Potências". Divido a sala em grupos de quatro ou cinco e dou cartões com perguntas sobre potências, tanto positivas quanto negativas e fracionárias. O grupo que resolve mais rápido ganha pontos extras ou um pequeno prêmio simbólico (tipo balas ou algo assim). O objetivo aqui é fazer os meninos colaborarem entre si enquanto consolidam o conhecimento. Normalmente reservo uns 20 minutos pro jogo. Na última vez que fiz, o grupo do João ganhou por uma diferença mínima porque ele lembrou, em cima da hora, que 4 elevado a -1/2 era o mesmo que 1 sobre a raiz quadrada de 4. Foi uma vitória emocionante!

É importante lembrar sempre de revisar o conteúdo antes de partir pras atividades mais práticas ou lúdicas, porque assim eles têm uma base sólida pra não ficarem perdidos. No final das contas, essas atividades todas ajudam a reforçar o entendimento e fazem eles perceberem que matemática não é só um monte de números sem sentido; ela tá presente em tudo ao nosso redor.

No geral, os meninos se saem muito bem nessas atividades quando já têm uma familiaridade básica com potências inteiras e raízes simples vindas dos anos anteriores. Claro que sempre tem aqueles que têm dificuldade no começo, mas aí entra aquele esquema de ajudar na explicação individualizada ou nas dúvidas durante as atividades práticas.

Então é isso aí! Espero que essas ideias ajudem outros professores também, porque ensinar números reais com potências pode ser bem mais legal do que parece à primeira vista quando dá pra fazer tudo em equipe e com criatividade.

Até mais!

Aí, gente, continuando sobre a habilidade EF09MA03, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é circular pela sala enquanto os meninos estão trabalhando nos exercícios. Nessa hora, dá pra perceber quem tá pegando o jeito e quem ainda tá meio perdido. Às vezes, só de ouvir os comentários que a galera faz entre eles ou quando um aluno tá explicando pro outro, já dá pra sacar se entenderam mesmo.

Teve uma vez que eu tava andando entre as carteiras e ouvi o Lucas explicando pro João como resolver uma potência com expoente fracionário. Ele disse algo tipo: "Olha, 8 elevado a 3/2 é a mesma coisa que tirar a raiz quadrada de 8 e depois elevar ao cubo." Naquele momento eu pensei: "Ah, esse entendeu!" O João, meio confuso ainda, perguntou por quê e o Lucas pacientemente foi explicando o conceito de raiz e potência. É nessas horas que você vê o aprendizado acontecendo de verdade, sabe? Quando eles conseguem conectar as ideias e explicar com as próprias palavras.

Agora, falando dos erros comuns... Nossa, tem alguns que são clássicos! Tipo assim, a Mariana sempre troca as bolas na hora de inverter a fração quando tá tentando resolver um problema de expoente negativo. Uma vez ela fez isso na lousa e ficou toda confusa quando o resultado não batia com o esperado. Eu percebi que aquilo acontecia porque ela decorava as regras sem entender realmente o porquê delas. Aí, nessas horas, eu paro tudo e volto um passo atrás, explicando de uma forma mais visual ou com exemplos do dia a dia. Digo pra eles pensarem em algo como endividamento bancário: quanto mais negativo o número da conta, mais no vermelho você tá!

E tem também o caso do Mateus que sempre acha que a base pode ser negativa em qualquer situação sem considerar se tá lidando com uma raiz par. Ele fez isso em uma atividade e não entendia por que o resultado não fazia sentido. Aí eu puxei ele de canto e expliquei que quando você tem -8 elevado à 1/2, por exemplo, não vai dar certo do jeito que ele tava fazendo porque não existe raiz quadrada real de número negativo. Ele entendeu melhor quando comparou com temperatura: nem toda temperatura abaixo de zero vai ser compatível com todas as fórmulas.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, adaptar as atividades pra ele é essencial. Eu sempre faço pausas mais frequentes durante as explicações longas e uso muito recurso visual. Coisas simples como cartões coloridos pra diferenciar tipos de números ou operações ajudam bastante. E também divido as tarefas em passos menores pra ele ir completando aos poucos. Uma estratégia que funcionou foi usar jogos matemáticos rápidos entre as atividades mais complexas. Dá aquela quebra e permite que ele se concentre melhor por períodos curtos.

A Clara, com TEA, precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Com ela eu tenho que ser bem claro e consistente nas instruções. Uso materiais visuais também, mas procuro deixar as informações num formato mais linear e previsível. Por exemplo, faço cartilhas de passo a passo pra cada tipo de operação. E sempre dou um tempinho a mais pra ela processar as informações antes de partir pra prática.

Uma coisa que eu tentei mas não funcionou muito bem foi usar vídeos explicativos muito longos; ela se perdeu nas explicações extensas. Então agora faço vídeos curtos ou divido em partes menores pra ela assistir conforme avança no exercício.

Bom, é isso aí pessoal! A cada dia aprendemos juntos com os acertos e erros na sala de aula. Acho que o importante é estar sempre atento ao feedback da galera e ajustando nossas estratégias conforme necessário. Valeu por me ouvirem e compartilhem também como vocês lidam com essas situações! Até a próxima!

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