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EF09MA07Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver problemas que envolvam a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, como velocidade e densidade demográfica.

ÁlgebraRazão entre grandezas de espécies diferentes
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09MA07 da BNCC é uma daquelas que, quando a gente entende na prática, faz total sentido. É basicamente ensinar os meninos a resolver problemas envolvendo a razão entre duas grandezas diferentes. Aí você pensa: "Carlos, que histórias são essas de razão entre grandezas?" Bom, é assim: se estamos falando de velocidade, por exemplo, estamos colocando lado a lado a distância e o tempo. Ou se for densidade demográfica, é a quantidade de pessoas dividida pela área onde elas vivem. Então, para o aluno do 9º ano, ele precisa conseguir pegar essas duas informações e entender como elas se relacionam. Parece complicado, mas eles já vêm com uma boa base lá do 8º ano, onde aprenderam sobre proporções e porcentagens. A conexão tá ali: eles precisam ver que é só um passo adiante.

Então, vamos pras atividades que eu faço com a turma. Na minha sala, eu gosto de usar exemplos que eles conseguem perceber no dia-a-dia, daí fica mais fácil de enxergar a utilidade mesmo. Uma das atividades que sempre dá certo é a de velocidade média. Eu começo mostrando um vídeo simples, de uns 5 minutos, de uma corrida de Fórmula 1 ou mesmo alguém correndo na pista do colégio. O material aqui é só o computador e o projetor, super tranquilo. Depois do vídeo, pergunto pra turma: "E aí, como a gente descobre a velocidade média disso aí?". Divido a galera em grupos de 4 ou 5 e dou uns 20 minutos pra eles quebrarem a cabeça com isso. A reação é bem variada: Pedro sempre puxa a calculadora e já quer sair multiplicando tudo; já a Ana fica tentando imaginar se ela mesma estivesse correndo. Na última vez que fiz essa atividade, o João levantou a mão e falou: “Professor, mas se der só um pique na corrida e depois andar devagar, muda tudo né?”. Isso gerou um baita debate sobre como é importante considerar todo o tempo e não só parte dele.

Outra atividade que eu acho bacana é sobre densidade demográfica. Levo um mapa da cidade impresso em papel A3 pra cada grupo. Nessa atividade a gente usa uns 30 minutos. Peço pra turma calcular a densidade demográfica de diferentes bairros. Aí entram questões como “Quantas pessoas moram ali?” e “Qual é o tamanho daquela área?”. Eles têm que procurar essas informações antes no celular ou num computador da escola – para os que não têm internet em casa. No dia que fiz isso pela última vez teve um lance engraçado: o Lucas achou que o bairro dele era super lotado porque toda vez que ele passa na padaria tá cheia! Mas quando calculamos certinho vimos que nem era tanto assim comparado com outros bairros mais centrais. Essas comparações acabam abrindo a mente deles para o mundo à volta e como as coisas realmente são.

Por último, uma atividade que sempre chama atenção é sobre consumo de combustível em veículos. Trago revistas antigas de carros (dessas que falam do consumo médio) e faço eles calcularem quanto gastariam indo da escola até um ponto turístico da cidade. Essa leva uns 40 minutos e dá bastante conversa boa! Quando fizemos isso da última vez, a Mariana se empolgou tanto porque adora carros e começou a falar das vantagens do carro elétrico comparado ao convencional – algo que nem tava no escopo da aula mas foi ótimo ver ela tão interessada! O Vinicius apostou com ela que o cálculo tava errado e cada um defendeu seu ponto até chegarmos juntos à conclusão matemática certa.

Essas atividades visam justamente fazer com que eles percebam as relações na vida real – não só números soltos no papel. E é legal ver como se envolvem mais quando entendem a aplicação prática do que tão estudando. Eu sempre falo que matemática não é só número e fórmula; é entender o mundo em volta com mais clareza. Pronto! Espero ter dado uma luz aí pros colegas sobre como trabalhar essa habilidade com os alunos na prática!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EF09MA07. Eu percebo que os alunos entenderam mesmo esse lance de razão entre grandezas diferentes numas situações bem do dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo a galera discutindo um problema e alguém saca uma solução que faz os outros pararem e pensarem. Teve uma vez, por exemplo, que eu tava observando o João explicando pro Lucas como calcular a quantidade de tinta necessária pra pintar uma parede usando a razão de área por litro. Ele tava lá dizendo: "Ó, se pra 20 metros quadrados precisa de 5 litros, então pra 40 metros quadrados vai precisar do dobro." E o Lucas fez aquela cara de "ah, agora entendi!". Nessas horas eu vejo que eles pegaram o jeitão da coisa.

Outra coisa é quando eles conseguem conectar isso na prática. Como quando a Maria chegou pra mim e disse: "Professor, agora entendi por que meu pai sempre fala que a estrada até a casa da vovó é mais demorada porque são mais quilômetros e a gente faz em menos tempo!" Ela tava aplicando a ideia de velocidade média sem nem perceber que tava usando o conceito de razão entre grandezas. É nessas pequenas conversas que a gente vê que aconteceu aquele clique.

Agora, falando dos erros mais comuns, é interessante como alguns tropeços se repetem. Tipo o Pedro, que sempre misturava as unidades de medida. Ele vinha com um problema e às vezes esquecia de converter tudo pra uma unidade só antes de fazer as contas. Uma vez ele tinha que calcular a velocidade em km/h mas tava usando a distância em metros e o tempo em minutos. Daí eu cheguei junto e falei: "Olha, Pedro, primeiro converte tudo pro mesmo 'idioma', senão as contas ficam esquisitas." Esses erros acontecem muito porque a galera tá acostumada com as medidas do jeito que vem no problema e não pensa na necessidade de uniformizar tudo antes de começar.

Outro erro batido é quando os meninos acham que qualquer relação entre dois números é uma razão direta. A Ana, por exemplo, uma vez tava resolvendo um exercício sobre consumo de combustível e achava que mais distância sempre significava mais consumo. Eu expliquei: "Ana, calma aí! Se o carro for econômico ou andar menos carregado, essa relação não vai ser tão direta assim." Então é importante mostrar pra eles que nem tudo é tão linear quanto parece.

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Olha, cada um tem seu jeito e suas necessidades especiais, né? Pro Matheus, eu costumo fazer atividades mais dinâmicas e dividir elas em partes menores. Uma vez eu fiz uma atividade de problema com grupos e coloquei ele pra liderar uma etapa específica, tipo só calcular o tempo enquanto os outros faziam as contas da distância. Isso ajuda ele a focar em uma tarefa de cada vez e não se perder no meio do caminho.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela se dá melhor com materiais visuais e precisa de mais tempo pra processar as informações. Então eu comecei a usar gráficos coloridos e esquemas visuais nas explicações pra ela. Lembro que uma vez fizemos um gráfico de barras colorido pra entender a densidade populacional e ela ficava encantada com as cores e como tudo se encaixava como um quebra-cabeça. Mas já teve vezes que tentei usar jogos interativos no computador e não deu muito certo porque ela ficava ansiosa com o tempo limite das atividades. Então preferi voltar pras coisas no papel mesmo.

No fim das contas, é tudo sobre entender como cada aluno aprende melhor e ajustar as atividades pra eles poderem brilhar do jeito deles. Cada dia é um aprendizado pra todo mundo, né?

Bom, pessoal, acho que por hoje já falei bastante! Espero que essas histórias ajudem vocês aí também nas suas salas de aula. Qualquer coisa, tô por aqui no fórum pra gente continuar trocando ideia. Abraço!

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