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EF09MA22Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Escolher e construir o gráfico mais adequado (colunas, setores, linhas), com ou sem uso de planilhas eletrônicas, para apresentar um determinado conjunto de dados, destacando aspectos como as medidas de tendência central.

Probabilidade e estatísticaLeitura, interpretação e representação de dados de pesquisa expressos em tabelas de dupla entrada, gráficos de colunas simples e agrupadas, gráficos de barras e de setores e gráficos pictóricos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF09MA22 com a galera do 9º ano é sempre uma aventura. No fundo, essa habilidade tá falando sobre como os meninos e meninas podem escolher o gráfico certo para apresentar um monte de dados e fazer isso de forma que todo mundo entenda direitinho. Não é só escolher qualquer gráfico e pronto; é sobre saber qual tipo de gráfico vai mostrar melhor aqueles dados que eles têm na mão, né? E ainda destacar as medidas de tendência central, tipo média, mediana, moda... E aí fica mais claro o que aqueles dados querem dizer. Eles já chegam no 9º ano com um pouco de noção de gráficos lá do 8º ano, onde aprenderam a ler e interpretar alguns gráficos mais básicos e entender como os dados podem ser organizados numa tabela.

Agora, sobre as atividades em si, vou contar como faço isso em sala. Primeiro, tem uma atividade que gosto muito: cada grupo monta uma pesquisa sobre um tema que eles escolhem. A gente começa com uma conversa em roda, sentados no chão mesmo (sim, eu deixo!), onde cada um sugere uma ideia. Já teve vez que eles quiseram saber qual era o lanche preferido da escola ou a música mais ouvida na turma. Depois, eles elaboram perguntas e saem pela escola pra coletar dados. É importante que eles entendam que o primeiro passo pra fazer um gráfico legal é ter dados claros e bem coletados. Depois disso, voltamos pra sala e eu entrego papel milimetrado e lápis de cor. Simples assim! A partir daí, eles trabalham em grupo pra decidir qual gráfico é mais adequado: colunas, barras ou setores. Geralmente leva umas duas aulas pra fechar essa parte toda. Teve uma vez que o João e a Camila ficaram discutindo se um gráfico de setores era bom pra mostrar as notas das provas. Foi interessante porque eles começaram a debater sobre como a média das notas não aparecia bem num gráfico de setores.

Outra atividade bacana que faço é usar planilhas eletrônicas. Aqui já entra um pouco mais de tecnologia, mas nem tanto assim pra assustar ninguém. A gente usa o laboratório de informática da escola (quando tá funcionando!) e eu levo todo mundo pra lá. Cada aluno ou dupla fica em frente a um computador com acesso a uma planilha eletrônica simples, tipo Excel ou Google Sheets. Eles aprendem a colocar os dados lá e brincar com as opções de gráficos que o programa oferece. Nessa etapa, eles gostam porque conseguem ver como mudar pequenas coisas nos dados altera o gráfico completamente. O desafio é fazer com que eles experimentem bastante até acharem o gráfico mais significativo pro que estão mostrando. Uma vez, a Mariana ficou maravilhada quando percebeu que mudar a ordem dos dados na tabela mudava a aparência do gráfico de colunas que ela tava fazendo sobre os esportes preferidos da turma.

Por último, adoro fazer uma espécie de feira de gráficos no final desse projeto todo. Funciona assim: depois que eles já escolheram o gráfico certo e construíram direitinho, fazem uma apresentação pros colegas das outras turmas. O legal é que não uso nada demais além do que já fizemos: os gráficos no papel milimetrado ou impressos das planilhas e umas cartolinas onde escrevem as conclusões principais dos dados mostrados nos gráficos. A turma se organiza em diferentes "bancas", como se fosse uma feira mesmo. Cada grupo fica responsável por explicar seu trabalho pra quem chega ali pra ver. Essa atividade leva uma manhã inteira e a escola toda é convidada a passar pela feira.

Os alunos reagem muito bem a essa atividade porque eles se sentem importantes mostrando suas produções pros outros colegas. É legal ver o orgulho deles quando alguém elogia ou faz uma pergunta sobre o gráfico deles. Na última vez que fizemos isso, o Lucas foi super elogiado por causa do gráfico dele sobre a quantidade de lixo reciclável na escola ao longo do mês. Ele até fez um paralelo com a média mensal de lixo reciclável dos meses anteriores usando aquele gráfico em linha, sabe? E ele explicou direitinho pras professoras que pararam na banca dele.

Então é isso aí! Trabalhar essa habilidade não é só ensinar a fazer um gráfico bonito; é fazer com que eles entendam por que estão escolhendo esse ou aquele tipo de gráfico e o que essas escolhas dizem sobre os dados que têm em mãos. Como sempre digo pra eles: comunicação é tudo! Espero ter ajudado vocês aí do fórum com essas ideias práticas da sala de aula. Qualquer dúvida ou sugestão, só chamar!

Bom, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é passar pela sala enquanto os meninos estão trabalhando em alguma atividade prática. É nessa hora que você começa a perceber quem tá sacando a parada. Quando vejo um aluno explicando pro outro, tipo "olha, aqui a gente usa o gráfico de barras porque fica mais fácil de comparar as categorias", eu já sei que ele entendeu o propósito do gráfico. Outro exemplo é quando eles começam a discutir entre si qual gráfico seria melhor pro conjunto de dados que tão trabalhando. Quando alguém fala "não, acho que a gente devia usar um gráfico de pizza porque dá pra ver as proporções melhor", aí você vê que eles estão pensando de verdade, escolhendo a ferramenta certa pro trabalho.

Um dia, eu tava circulando pela sala e ouvi a Mariana tentando convencer o João sobre qual gráfico usar. Ela disse algo como "João, se colocar em linha não vai dar pra ver direito as diferenças entre cada grupo". O João parou, pensou e falou "ah, tá, acho que agora eu entendi por quê". Aí eu vi que ela tinha entendido e foi capaz de transmitir esse entendimento pro colega. É nessas horas que você percebe que o aprendizado tá acontecendo.

Agora, sobre erros comuns... ah, sempre tem, né? Muitas vezes os alunos confundem os tipos de gráfico ou como interpretar cada um. Tipo assim, o Lucas fez um erro clássico: ele pegou um conjunto de dados categóricos e tentou colocar num gráfico de linhas. Na cabeça dele fazia sentido porque ele queria mostrar uma evolução ao longo do tempo, só que os dados nem eram disso! Aí, na hora que eu vejo isso, paro e falo "Lucas, vamos pensar juntos aqui: esse dado categoriza ou é contínuo?". Ele pensa um pouco, daí percebe o erro. Isso de confundir quando usar cada tipo de gráfico é comum porque às vezes eles tão mais focados em fazer qualquer gráfico do que em escolher o certo.

E tem também aquela confusão básica entre média, mediana e moda. A Ana Clara às vezes dá uma escorregada na hora de definir qual é qual. Outro dia ela tava calculando a média em vez da mediana porque achou que era tudo a mesma coisa. Aí expliquei: "Ana Clara, pensa na média como pegar tudo e dividir igualmente. A mediana é como se você fosse ver quem tá no meio da fila. E a moda é quem mais aparece na festa". Isso ajuda eles a visualizarem melhor e não só decorar a definição.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus que tem TDAH, eu tento sempre dar atividades bem divididas em etapas menores. Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho. Tipo assim: primeiro faz os cálculos, depois pensa nos gráficos e por último analisa os dados. E sempre dou um tempinho extra se ele precisar. Ele gosta bastante de usar softwares interativos porque consegue ver na hora o que tá fazendo.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se dá melhor quando as instruções são bem claras e visuais. Então sempre preparo materiais com muitos exemplos visuais e procuro deixar as instruções o mais diretas possível. Uma vez testei um software bem colorido pra ver se ajudava mais, mas achei que não rolou muito bem porque tinha informação visual demais e ela acabou se perdendo um pouco. O que funciona pra ela são gráficos simples e algumas vezes uso até impressos pra ela poder tocar e mexer como quiser.

E assim vou adaptando, né? Cada aluno tem seu jeito de aprender melhor e o desafio tá em conseguir identificar isso e aplicar na prática diária da sala de aula sem deixar ninguém pra trás. Acho que é por aí mesmo.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Curioso pra saber como vocês lidam com essas situações por aí também. Vamos trocando essa ideia! Até mais!

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