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EF15AR10Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

DançaElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, essa habilidade EF15AR10 da BNCC é um baita desafio, mas ao mesmo tempo é uma diversão só trabalhar com a molecada. Quando fala em "experimentar diferentes formas de orientação no espaço e ritmos de movimento", na prática, é fazer os meninos e meninas entenderem que dançar não é só mexer o corpo. É eles perceberem que existem diferentes formas de se mover num espaço — como ir pra frente, pros lados, girar — e também sentir ritmos diferentes — tipo devagarzinho, numa boa, ou rapidão. E tudo isso de um jeito que eles consigam se expressar através do movimento. No ano anterior, eles já começavam a explorar o espaço, mas mais no sentido de ocupar o lugar, tipo ficar em fila ou em roda. Agora, a gente tá avançando pra eles pensarem no espaço como um caminho que eles podem construir enquanto dançam.

A primeira atividade que faço é a famosa "Dança do Caminho". Sem muito mistério: eu uso uma fita crepe colorida e marco no chão vários caminhos no pátio da escola. Podem ser linhas retas, curvas, zigue-zague... e por aí vai. Aí divido a turma em pequenos grupos de três ou quatro alunos. Cada grupo tem cerca de 15 minutos nas linhas marcadas pra fazer uma dança respeitando o caminho que escolheu. Começa devagar, depois moderado e termina no rápido. Olha, os meninos adoram ver até onde podem se desafiar sem sair do caminho. Na última vez que fiz isso, o Pedro quase saiu girando pelo pátio inteiro quando era pra seguir o caminho de zigue-zague. Aí ficou todo mundo rindo e ele teve que voltar pra linha de novo.

Outra atividade que rola muito bem é "A Dança dos Ritmos". Essa precisa só de uma caixa de som e algumas músicas com ritmos bem variados. Faço uma playlist que começa com uma música lenta lá dos anos 80, passa por algo moderado tipo MPB e termina com um funk rapidão. Primeiro, coloco eles em círculo pra facilitar a organização e dou uns 5 minutinhos pra cada música. Eles precisam criar movimentos que encaixem com o ritmo da música, mas sem sair do círculo. Uma vez, no ritmo lento, a Ana começou a fazer umas poses engraçadas de tão devagar que tava se mexendo; parecia quase uma estátua! A turma toda começou a imitar e viramos uma "roda viva" de estátuas.

E por último, a clássica "Corrida Maluca Dançante". Aqui não tem erro com criança. Divido a turma em dois grupos e organizo eles em duas filas lado a lado. O corredor entre as filas vira o nosso palco improvisado. Eu fico no final do corredor com um apito (ou uso até um sininho) pra mudar os ritmos e direções enquanto toco uma música animada. Ao som do apito, eles têm que alternar entre andar devagar, correr devagar ou rápido como se estivessem num parque de diversões dançante! Esse leva uns 20 minutos tranquilamente porque é animado e eles sempre querem repetir umas duas ou três vezes. Da última vez que fizemos isso, o Luiz acabou correndo tanto que quase derrubou a Suzana, mas foi legal ver como ele rapidamente mudou o ritmo antes de esbarrar nela.

Trabalhar essa habilidade ajuda a molecada a respeitar o espaço do outro enquanto eles se expressam e se divertem dançando. É bacana ver como vão criando consciência corporal e entendendo mais sobre ritmo e direção através da prática mesmo. E não é só isso: desenvolvem também atenção e cuidado com os colegas na hora de se moverem juntos num espaço compartilhado. Sempre tem situações engraçadas e momentos em que eles percebem algo novo sobre como seu corpo pode se mover no espaço da dança.

No fim das contas, essas atividades não precisam de nada sofisticado nem caro; são materiais simples e ideias práticas que fazem toda a diferença no aprendizado deles. E é assim que eu gosto de ver a turma aprendendo: rindo, experimentando e vendo até onde podem ir enquanto dançam! E aí? Alguém tem outras ideias interessantes pra compartilhar?

Olha, sem aplicar uma prova formal, a gente percebe que o aluno aprendeu observando no dia a dia, né? Quando eu tô lá na sala circulando, prestando atenção nas conversas e nos movimentos deles, dá pra sacar quem tá entendendo o lance. Às vezes é num momento em que a gente tá juntando os grupos e eu ouço o Lucas explicando pra Mariana como ele imagina que o movimento deve ser, sabe? Ele começa a falar sobre como ir pra frente e depois girar, aí você percebe que ele captou a ideia de orientação no espaço. Ou então quando a Ana tá lá dançando e começa a experimentar ritmos diferentes, tipo mexer devagarzinho e depois num ritmo mais rápido enquanto faz um caminho em ziguezague no chão. Isso me mostra que eles estão experimentando e assimilando o que é pedido.

Teve um dia que eu estava observando um grupo e vi a Sofia ajudando o João a entender a diferença entre os movimentos rápidos e lentos. Ela disse algo como: "João, agora imagina que você tá numa música bem calma. Como seu corpo se mexeria?" Aí ele começou a ensaiar uns passos bem lentos, quase como se estivesse flutuando. Eu pensei: "Ah, esse entendeu!" É nesses pequenos momentos que você vê a aprendizagem acontecendo.

Agora, os erros comuns... bom, tem alguns. Por exemplo, o Pedro vive trocando direita com esquerda sempre que precisa se movimentar pelo espaço. Ele vai lá todo confiante, mas acaba indo pro lado errado. Isso acontece porque às vezes eles ainda tão desenvolvendo essa noção espacial, né? Quando percebo esse tipo de erro na hora, geralmente paro tudo e dou um toque: "Ô Pedro, pensa direito aí antes de partir pra cima." E às vezes até brinco: "Troca o GPS da cabeça!" Aí ele ri e tenta de novo.

Outro erro comum é quando eles se esquecem de variar o ritmo no meio da dança. Tipo, a Larissa começa rapidinho e não consegue desacelerar na hora certa. Acho que isso rola porque eles se empolgam com a música e acabam não prestando atenção nas transições. Quando isso acontece eu paro a música, explico com calma o que aconteceu e peço pra ela tentar novamente, lembrando de prestar atenção nessas mudanças.

Sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, cada um deles tem suas necessidades específicas. O Matheus tem TDAH, então pra ele eu tento sempre deixar as atividades mais dinâmicas e curtas. Se uma atividade for muito longa, ele se distrai fácil. Costumo usar cartões com cores diferentes pra ele lembrar qual movimento deve fazer em cada momento. Aí fica mais visual pra ele seguir. Funcionou bem quando fiz uma espécie de jogo da memória com esses cartões. Mas olha, já tentei umas planilhas impressas com passos e não deu certo, ele ficou mais perdido ainda.

Com a Clara que tem TEA, eu sempre procuro manter uma rotina bem clara e previsível nas aulas. Isso ajuda bastante. Ela gosta de saber o que vai acontecer antes de começar qualquer atividade. Eu também uso imagens ou vídeos preparados com antecedência pra mostrar o que vamos fazer. Uma vez usei um vídeo de uma coreografia super simples em passos bem divididos e ela conseguiu acompanhar numa boa. O que não funcionou foi quando tentei uma atividade em grupo muito grande logo de cara; ela ficou bem desconfortável. Então agora eu sempre começo com coisas menores.

Aí é isso! Trabalhar com essa habilidade é desafiador mas ao mesmo tempo muito gratificante. Cada aluno tem seu ritmo e seu jeito de aprender, e acho que na arte a gente tem essa liberdade de adaptar as coisas conforme vai percebendo as necessidades deles no caminho. É um aprendizado constante também pra mim como professor!

Bom pessoal, fico por aqui por hoje! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais sobre essa habilidade tão legal de trabalhar com os alunos. Qualquer dúvida ou se quiserem trocar mais ideias sobre outras habilidades ou experiências de sala é só dar um toque! Abraço!

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