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EF15AR11Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

DançaProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15AR11 da BNCC é super interessante de trabalhar com os meninos do 2º Ano. Na prática, o que a gente quer é que eles consigam criar e improvisar movimentos dançados. Mas não é só isso, eles têm que fazer isso de forma individual, em grupo e colaborando uns com os outros. Então, não é só sair dançando por aí, sabe? Eles precisam pensar nos movimentos, entender como o corpo deles se mexe e como esses movimentos podem contar uma história ou expressar uma emoção. E claro, tem que ter música né? Até porque música e dança andam juntinhas.

Os meninos já chegam nessa fase com um pouco de noção de ritmo e coordenação motora da série anterior. Eles têm uma ideia de como o corpo pode se mover ao som da música. O desafio agora é aprofundar isso: trabalhar a criatividade deles, o senso de colaboração e também a expressividade. É um pouco como dar um pontapé no que eles já sabem e dizer "Vai lá, cria em cima disso!"

Uma das atividades que eu faço é a "Dança das Cadeiras Criativa", que não tem nada a ver com aquela brincadeira tradicional. Aí você vai ver como é legal! Eu coloco umas cadeiras no centro da sala, fazendo um círculo. Daí, boto uma música instrumental bem variada, tipo música de filme, que varia bastante em ritmo e intensidade. A ideia é cada aluno criar um movimento pra cada mudança de som ou batida. Quando a música para, eles trocam de lugar com o colega. Não precisa de muito material — só as cadeiras e um bom som. A turma se organiza em círculo e leva uns 30 minutos no total. É engraçado quando vejo a Luísa encarnar uma bailarina clássica ao som de uma música agitada, enquanto o João opta por movimentos robóticos. A galera reage super bem, riem bastante, mas também ficam sérios quando percebem que têm que pensar nos movimentos.

Outra atividade bem bacana é o "Desafio do Espelho". Os alunos se dividem em duplas e um tem que imitar o movimento do outro como se fosse seu espelho. Eu gosto de usar músicas mais calmas pra essa atividade, porque ajuda a criar uma concentração maior. Geralmente, uso o próprio espaço da sala de aula ou, quando tá um dia bonito, levo eles pro pátio. Essa leva uns 20 minutos. Da última vez, foi engraçado ver como a Ana conseguiu fazer o Marcos rir sem parar com seus movimentos exagerados. Mas depois, ele conseguiu pegar o jeito e ficou mais focado nos detalhes dos movimentos dela. É incrível ver como eles vão desenvolvendo essa percepção do outro.

E tem também a "História Dançada". Essa exige um pouquinho mais de tempo e uns acessórios simples: panos coloridos ou algumas roupas antigas que os próprios alunos trazem de casa. Eu leio uma pequena história ou fábula para os alunos e cada grupo tem que criar uma pequena apresentação onde contam essa história através da dança. Trabalho em grupos pequenos — até cinco alunos — e essa atividade pode levar até uma hora pra ser bem feita. Quando fizemos isso pela última vez, a história era da "Tartaruga e a Lebre". Foi muito legal ver como o Pedro e sua turma conseguiram representar a calma da tartaruga com movimentos lentos e cuidadosos enquanto a Laura e sua galera faziam os passos rápidos da lebre desajeitada.

Os meninos se envolvem bastante nessas atividades porque elas permitem liberdade mas ao mesmo tempo exigem atenção ao detalhe e cooperação uns com os outros. E aí você vê o desenvolvimento não só na parte técnica dos movimentos mas também no quanto eles conseguem se comunicar sem palavras.

E pra finalizar a história toda: eu sempre encerro as aulas dando espaço pra eles falarem sobre o que acharam das atividades — tipo um feedback mesmo. Pergunto o que eles curtiram mais ou se tiveram dificuldade em alguma parte específica. Isso ajuda não só a melhorar as atividades pras próximas vezes mas também faz eles refletirem sobre o próprio aprendizado.

Bom, gente, é isso aí! Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar umas figurinhas sobre essas atividades, tô por aqui. É sempre bom aprender com vocês também!

Os meninos já chegam nessa fase com uma energia danada e uma vontade de explorar tudo. Eu adoro ver como eles se envolvem nas atividades, e é no meio dessa bagunça organizada que eu percebo quando algum deles realmente entendeu o que a gente tá trabalhando. E olha, não precisa de prova formal não, viu? Quando tô circulando pela sala, observando os grupos se organizando, é que eu vejo os sinais.

Tipo, teve um dia que a Ana estava explicando pro João como ela pensou num movimento específico. Ela disse algo como "aí, João, a gente pode fazer assim porque parece que estamos subindo uma montanha", e eu fiquei ali só escutando, pensando "é isso! Ela tá entendendo a ideia de usar movimentos pra contar uma história". E quando o João respondeu "Ah, entendi! E se a gente descer rápido no final, tipo escorregando?", aí eu soube que ele também tava pegando o jeito.

Outra coisa que eu observo é quando eles começam a se corrigir e ajudar os colegas. Quando a turma tá bem engajada, eles mesmos falam coisas do tipo "ah, não sei se esse movimento tá contando a nossa história". Aí, dá um orgulho danado, porque vejo que eles estão pensando e colaborando de verdade.

Agora, quanto aos erros mais comuns que acontecem nessa habilidade, tem alguns padrões que são bem frequentes. O Pedro, por exemplo, sempre tenta fazer tudo muito rápido. Ele pensa no movimento e já quer sair fazendo. Mas aí eu percebo que ele acaba deixando de lado a parte de expressar uma emoção ou contar algo com aquele movimento. O erro dele é essa pressa de acabar logo. Quando percebo isso, tento intervir na hora: "Calma aí, Pedro! Vamos pensar primeiro por que você escolheu esse movimento. O que ele significa pra você?". Tento puxar eles a refletirem antes de agir.

Já a Júlia às vezes fica perdida nas ideias. Ela começa com uma intenção bacana mas aí vai se embolando e mistura tudo. Isso geralmente acontece porque ela quer fazer uma coisa muito complexa pro que ela consegue articular ainda. Então eu chego junto e digo: "Vamos simplificar? Escolhe só um sentimento pra mostrar agora". Assim ela consegue focar melhor e o resultado sai mais claro.

Sobre o Matheus, menino esperto mas com TDAH, meu desafio é manter ele concentrado sem perder o ritmo da turma. Já testei várias estratégias e o que tem funcionado é dividir as atividades em partes menores com intervalos curtos. Ele tem uns cartões de tarefas que ajudam a seguir os passos sem se perder. Quando ele começa a ficar disperso demais, peço pra ele me mostrar uma sequência curta do que criou até ali. Isso ajuda ele a retomar o foco e continuar.

A Clara tem TEA e também traz uns desafios legais pra sala. Ela gosta muito de música específica então deixo ela escolher algumas músicas pra gente usar nas atividades coletivas, sempre dando espaço pra ela explicar pros colegas por que escolheu tal música. Isso faz ela se sentir mais incluída e animada pra participar. Uma coisa que tentei e não rolou muito bem foi colocar ela em grupos muito grandes desde o começo — acabou confundindo um pouco. Agora começo com duplas ou trios onde ela já conheça alguém bem.

Enfim, ensino é sobre esses ajustes finos né? Cada criança tem seu jeitinho único de aprender e cabe a gente tentar entender como elas funcionam melhor. Acho que já falei demais por hoje! Espero ter ajudado vocês com essas histórias aqui do dia a dia da sala. Qualquer dúvida ou troca de ideias é só chamar! Vamos nessa juntos porque educar é mesmo uma jornada coletiva. Abraço pra vocês!

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